segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Boletim Médico das últimas horas de Jesus Cristo


NOTICIA publicada no Jornal Italiano
"La Republica" de grande circulação na Europa – 31.05.1999 pagina 21

ROMA – Os evangelhos não possuem apenas um valor teológico, mas ao narrar a paixão de Jesus, fornecem dados para "um verdadeiro boletim médico" que nos permite de reconstruir em termos clínicos, as últimas horas da vida de Cristo; é esta a tese que o Professor Pierluigi Baima Bollone, diretor do Instituto de Medicina Legal da Universidade de Torino –Itália, relata em seu último livro, "Os últimos dias de Cristo" Em uma entrevista ao cotidiano "Avvenire", Baima Bollone, explica de ter lido diversas vezes os relatos dos evangelhos, - em especial o de Lucas, que havia conhecimento médico – para poder reconstruir os sofrimentos de Jesus, que vai da noite escura no Jardim do Getsemani até Sua morte na cruz, afirmando que "o estudo médico legal é completamente a favor do relato bíblico e historia dos evangelhos". O especialista torinense reconstruiu a ficha clinica de Jesus, que desde menino houve um "desenvolvimento normal e harmônico", como demonstra as longas viagens que fazia junto aos seus pais, e que ao retornar a Jerusalém, adulto, "tinha uma boa saúde, mas estava um pouco magro", e de fato os fariseus o confundiam como alguém que tivesse 50 anos. No horto do Getsemani, afirma Prof. Baima Bollone, Jesus manifesta alguns dos 16 sintomas típicos da "síndrome do pânico", que "não indica apenas um simples estado de medo, mas um profundo resultado de vários sofrimentos". Ao suor, junta-se o desejo de fugir, o medo de morrer, a queda por terra e a angustia, que por fim, se transformam em suor de gotas de sangue, das quais falam os evangelhos, tudo isto perfeitamente explicável pela medicina como um total trabalho neurovegetativo. Portanto diante de Caifas, a reação de Jesus, quando diz: "tu dizes" em resposta as perguntas do sumo sacerdote, demonstra, segundo Baima Bollone, como o interrogado "sob forte stress, tende a declarar a sua visão dos fatos, para reabilitar-se das falsas acusações e recuperar o senso de auto estima". A este stress psicológico se somam às torturas físicas: os extenuantes interrogatórios, as pancadas dos soldados, a violência das 39 flagelações e o arrancar das vestes, que segundo o estudioso italiano, "deve ter provocado o mesmo efeito de quando se arranca com violência, um curativo de uma ferimento ainda aberto". Quanto a causa final da morte de Jesus, Baima Bollone, pensa que tenha sido provavelmente "asfixia, complicada por ataque cardíaco terminal, e trombose coronária" ocorridas depois de poucas horas sobre a cruz, pois "Jesus se encontrava fraco, devido as torturas recebidas". Todos estes dados são perfeitamente compatíveis com o que se lê nos evangelhos.
Tradução do texto:
Pastor Valmir Farinelli
(pastor e missionário em Siracusa - Itália)


Boletim Médico das últimas horas de Jesus Cristo


Leia atentamente:

Relato aqui a descrição das dores de Jesus feita por um grande estudioso francês, o médico Dr. Barbet : dando a possibilidade de compreender realmente as dores de Jesus durante a sua paixão. "Eu sou um cirurgião, e dou aulas há algum tempo. Por treze anos vivi em companhia de cadáveres e durante a minha carreira estudei a fundo anatomia. Posso portanto escrever sem presunção."

01.Jesus entrou em agonia no Getsemani - escreve o evangelista Lucas – orava mais intensamente. "E seu suor tornou-se como gotas de sangue a escorrer pela terra". O único evangelista que relata o fato é um médico, Lucas . E o faz com a precisão dum clínico. O suar sangue, ou "hematidrose", é um fenômeno raríssimo. Se produz em condições excepcionais: para provocá-lo é necessário uma fraqueza física, acompanhada de um abatimento moral violento causado por uma profunda emoção, por um grande medo. O terror, o susto, a angústia terrível de sentir-se carregando todos os pecados dos homens devem ter esmagado Jesus. Tal tensão extrema produz o rompimento das finíssimas veias capilares que estão sob as glândulas sudoríparas, o sangue se mistura ao suor e se concentra sobre a pele, e então escorre por todo o corpo até a terra.

02. Conhecemos a farsa do processo preparado pelo Sinédrio hebraico, o envio de Jesus a Pilatos e o desempate entre o procurador romano e Herodes. Pilatos cede, e então ordena a flagelação de Jesus. Os soldados despojam Jesus e o prendem pelo pulso a uma coluna do pátio. A flagelação se efetua com tiras de couro múltiplas sobre as quais são fixadas bolinhas de chumbo e de pequenos ossos.  Os carrascos devem ter sido dois, um de cada lado, e de diferente estatura. Golpeiam com chibatadas a pele, já alterada por milhões de microscópicas hemorragias do suor de sangue. A pele se dilacera e se rompe; o sangue espirra. A cada golpe Jesus reage em um sobressalto de dor. As forças se esvaem; um suor frio lhe impregna a fronte, a cabeça gira em uma vertigem de náusea, calafrios lhe correm ao longo das costas. Se não estivesse preso no alto pelos pulsos, cairia em uma poça de sangue.

03. Depois o escárnio da coroação. Com longos espinhos, mais duros que aqueles da acácia, os algozes entrelaçam uma espécie de capacete e o aplicam sobre a cabeça. Os espinhos penetram no couro cabeludo fazendo-o sangrar (os cirurgiões sabem o quanto sangra o couro cabeludo).

04. Pilatos, depois de ter mostrado aquele homem dilacerado à multidão feroz, o entrega para ser crucificado. Colocam sobre os ombros de Jesus o grande braço horizontal da Cruz; pesa uns cinqüenta quilos. A estaca vertical já está plantada sobre o Calvário. Jesus caminha com os pés descalços pelas ruas de terreno irregular, cheias de pedregulhos. Os soldados o puxam com as cordas. O percurso, é de cerca de 600 metros. Jesus, fatigado, arrasta um pé após o outro, freqüentemente cai sobre os joelhos. E os ombros de Jesus estão cobertos de chagas. Quando ele cai por terra, a viga lhe escapa, escorrega, e lhe esfola o dorso.

05. Sobre o Calvário tem início a crucificação. Os carrascos despojam o condenado, mas a sua túnica está colada nas chagas e tirá-la é atroz.  Alguma vez vocês tiraram uma atadura de gaze de uma grande chaga? Não sofreram vocês mesmos esta experiência, que muitas vezes precisa de anestesia? Podem agora vos dar conta do que se trata. Cada fio de tecido adere à carne viva: ao levarem a túnica, se laceram as terminações nervosas postas em descoberto pelas chagas. Os carrascos dão um puxão violento. Como aquela dor atroz não provoca uma síncope? O sangue começa a escorrer. Jesus é deitado de costas, as suas chagas se incrustam de pé e pedregulhos. Depositam-no sobre o braço horizontal da cruz. Os algozes tomam as medidas. Com uma broca, é feito um furo na madeira para facilitar a penetração dos pregos; horrível suplício! Os carrascos pegam um prego (um longo prego pontudo e quadrado), o apoiam sobre o pulso de Jesus, com um golpe certeiro de martelo o plantam e o rebatem sobre a madeira. Jesus deve ter contraído o rosto assustadoramente. No mesmo instante o seu pólice, com um movimento violento se posicionou opostamente na palma da mão; o nervo mediano foi lesado. Pode-se imaginar aquilo que Jesus deve ter provado; uma dor lancinante, agudíssima, que se difundiu pelos dedos, e espalhou-se, como uma língua de fogo, pelos ombros, lhe atingindo o cérebro. Uma dor mais insuportável que um homem possa provar, ou seja, aquela produzida pela lesão dos grandes troncos nervosos. De sólido provoca uma síncope e faz perder a consciência. Em Jesus não. Pelo menos se o nervo tivesse sido cortado!  Ao contrário (constata-se experimentalmente com freqüência) o nervo foi destruído só em parte: a lesão do tronco nervoso permanece em contato com o prego: quando o corpo for suspenso na cruz, o nervo se esticará fortemente como uma corda de violino esticada sobre a cravelha.  A cada solavanco, a cada movimento, vibrará despertando dores dilacerantes. Um suplício que durará três horas. 

O carrasco e seu ajudante empunham a extremidade da trava; elevam Jesus, colocando-o primeiro sentado e depois em pé; consequentemente fazendo-o tombar para trás, o encostam na estaca vertical. Depois rapidamente encaixam o braço horizontal da cruz sobre a estaca vertical. Os ombros da vítima esfregaram dolorosamente sobre a madeira áspera. As pontas cortantes da grande coroa de espinhos o laceraram o crânio. A pobre cabeça de Jesus inclinou-se para frente, uma vez que a espessura do capacete o impedia de apoiar-se na madeira. Cada vez que o mártir levanta a cabeça, recomeçam pontadas agudíssimas.  Pregam-lhe os pés. Ao meio-dia Jesus tem sede. Não bebeu desde a tarde anterior. As feições são impressas, o vulto é uma máscara de sangue. A boca está semi-aberta e o lábio inferior começa a pender. A garganta, seca, lhe queima, mas ele não pode engolir. Tem sede. Um soldado lhe estende sobre a ponta de uma vara, uma esponja embebida em bebida ácida, em uso entre os militares. Tudo aquilo é uma tortura atroz. Um estranho fenômeno se produz no corpo de Jesus. Os músculos dos braços se enrijecem em uma contração que vai se acentuando: os deltóides, os bíceps esticados e levantados, os dedos se curvam. Se diria um ferido atingido de tétano, presa de uma horrível crise que não se pode descrever. A isto que os médicos chamam tetania, quando os sintomas se generalizam: os músculos do abdômen se enrijecem em ondas imóveis, em seguida aqueles entre as costelas, os do pescoço, e os respiratórios. A respiração se faz, pouco a pouco mais curta. O ar entra com um sibilo, mas não consegue mais sair. Jesus respira com o ápice dos pulmões. Tem sede de ar: como um asmático em plena crise, seu rosto pálido pouco a pouco se torna vermelho, depois se transforma num violeta purpúreo e enfim em cianítico.  Jesus atingido pela asfixia, sufoca. Os pulmões cheios de ar não podem mais esvaziar-se. A fronte está impregnada de suor, os olhos saem fora de órbita. Que dores atrozes devem ter martelado o seu crânio!

Mas o que acontece? Lentamente com um esforço sobre-humano, Jesus tomou um ponto de apoio sobre o prego dos pés. Esforçando-se a pequenos golpes, se eleva aliviando a tração dos braços. Os músculos do tórax se distendem. A respiração se torna mais ampla e profunda, os pulmões se esvaziam e o rosto recupera a palidez inicial.  Porque este esforço? Porque Jesus quer falar: "Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem".  Logo em seguida o corpo começa afrouxar-se de novo, e a asfixia recomeça. Foram transmitidas sete frases pronunciadas por ele na cruz: cada vez que quer falar, deverá elevar-se tendo como apoio o prego dos pés, inimaginável!
Enxames de moscas, grandes moscas verdes e azuis, zunem ao redor do seu corpo; irritam sobre o seu rosto, mas ele não pode enxotá-las.  Pouco depois o céu escurece, o sol se esconde: de repente a temperatura se abaixa.  Logo serão três da tarde. Jesus luta sempre: de vez em quando se eleve para respirar. A asfixia periódica do infeliz que está destroçado. Uma tortura que dura três horas. Todas as suas dores, a sede, as cãibras, a asfixia, o latejar dos nervos medianos, lhe arrancaram um lamento: "Meu Deus, meu Deus, porque me abandonastes?". Jesus grita: "Tudo está consumado!". Em seguida num grande brado disse: "Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito".
E morre.

"Ele fez tudo isso por amor a você!  
E você, o que faz por ele?!?"


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sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Qual a importância da aliança de noivado e casamento


Muitas pessoas me perguntam a respeito da simbologia da aliança. Já tive a oportunidade de acompanhar casais com dificuldades em compreendê-las e até mesmo utilizá-las. Por outro lado, e não foram poucas vezes, enfrentei casais recém formados de namorados e até mesmos seus pais, desejosos de pôr no dedo a chamada “aliança de compromisso”, o que neste caso sempre proibi em nosso ministério dentro de determinadas convicções e regras. Resolvi escrever este texto para elucidar as dúvidas .
Nos tempos bíblicos a representação do poder se dava por intermédio de alguns objetos, entre eles o cetro, a coroa, o brasão e também o anel. Através destes objetos hebreus, gregos e romanos expressavam suas posições de autoridade e também de religião. O anel ou aliança conforme vemos nos dias de hoje, descende de um costume hindu de utilizar este objeto como forma de oficializar o casamento. Este costume foi adaptado por gregos e romanos que disseminaram esta cultura por todo o mundo conhecido até os nossos dias atuais. A princípio a aliança era um símbolo de propriedade do marido sobre a noiva, demonstrando publicamente para os outros pretendentes que a mulher portadora da aliança não estava mais disponível. O costume de utilização da aliança só foi adotado pela igreja Cristã no século IX não necessariamente como símbolo de propriedade e sim de “fidelidade e compromisso mútuo”.
A bíblia, conforme conhecemos hoje e até mesmo os outros conceitos de livros bíblicos como o Torá dos judeus, que de certa forma está embutido na bíblia cristã também falam a respeito da aliança. Genesis 41.42 – E faraó tirou da mão o seu “anel-senete” e o colocou na mão de José, vestiu-o de traje de linho fino, e lhe pôs ao pescoço um colar de ouro”,  1º Samuel 20:8 – “Usa, pois de misericórdia para com o teu servo porque o fizeste entrar contigo em “aliança” do Senhor; (...)”, 1º Reis 15:19 – “Haja “aliança” entre mim e ti, como houve entre meu pai e teu pai. Eis que aqui te mando um presente de prata e de ouro; (...)”, Lucas 15.22 – “Mas o pai disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa, e vesti-lha, e ponde-lhe um anel no dedo e alparcas nos pés;”.
Em todas estas passagens (e existem muitas outras), notamos o compromisso selado em torno do anel, ou aliança. Isto nos faz compreender que o uso da aliança possui um significado religioso, pois o próprio Deus estabelece aliança com aqueles que o obedecem e o reconhecem, também possui um significado cultural, pois diversas culturas valorizam o simbolismo da aliança, e também um significado secular, pois a aliança já está mais do que infiltrada dentro das culturas latinas, europeias e asiáticas. Ao analisarmos os textos bíblicos e todo o simbolismo envolvido em torno deste objeto, notamos a importância da aliança em termos bíblicos e seculares. Um casamento definitivamente não acontece sem uma aliança de amizade, amor e respeito demonstrada através de um anel.

Por que não se deve tirar a aliança do dedo
Hoje é comum encontrarmos homens e mulheres casados relutantes em utilizar as suas alianças. Os homens alegam sentirem-se mais jovens e “soltos” sem a aliança, as mulheres seguem nos dias atuais, a mesma linha. O que se deixa de observar é o simbolismo do “pacto de fidelidade” envolvido na utilização da aliança e também de amor e respeito eternos. Este pacto não pode ser quebrado, nem tão pouco desconsiderado. Ao tirar a aliança, o homem (ou a mulher) rompem este compromisso em seus pensamentos e até mesmo nas suas atitudes gerando brechas atrativas para o inimigo. Entrevistas recentes com 1000 homens e 1000 mulheres mostram que ao se sentirem atraídos por alguém uma das primeiras observações é a “aliança”. Claro que a sua falta irá gerar expectativas traiçoeiras a respeito de alguém casado e que não a esteja utilizando, podendo inclusive levar pessoas inocentes ao engano. Romanos 1.29 diz “Antes, renunciamos os procedimentos secretos e vergonhosos; não usamos de engano, nem torcemos a palavra de Deus. Ao contrário, mediante a clara exposição da verdade, recomendamo-nos à consciência de todos, diante de Deus”. Gerar sentimentos capazes de fazer pecar o outro é pecado gravíssimo e deve ser evitado de todas as formas. Se você é casado(a) não abra mão da sua aliança, utilize-a sempre, respeitando obviamente as profissões onde a sua utilização se torna impossível por questões de higiene ou segurança. Sua aliança é um outdoor espiritual onde se lê: Sou casado(a) e respeito o meu casamento!

Por que casais recentes de namorados não devem utilizar a “aliança de compromisso”
Nos últimos 15 anos, disseminou-se nos meios cristãos e pagãos a utilização da aliança de compromisso como forma de externalizar relacionamentos e sentimentos. O que muitos não percebem é a estratégia ardilosa de satanás para gerar legalidade no princípio do “pacto inquebrantável” da aliança. Muitos casais optam por utilizar a “aliança de compromisso” com pouquíssimo tempo de relacionamento, tempo insuficiente para conceber a concretização da certeza de um casamento ao final. O namoro conforme se conhecia está “fora de moda” e atualmente muitos começam e terminam relacionamentos como se começa e termina um passeio. A questão é que durante este período, onde a vontade de Deus nem sempre foi consultada, uma aliança é colocada no dedo do casal, como forma de estabelecer um “compromisso” entre as partes. Até aqui tudo bem, o problema só surge quando por algum motivo termina-se o namoro.
Vamos ver o que diz o Salmista Davi para compreender melhor: Salmo 89:34 – “Não violarei a minha aliança nem modificarei as promessas dos meus lábios”. Salmo 89:28 – “Manterei o meu amor por ele para sempre, e a minha aliança com ele jamais se quebrará”.  Veja o que diz Hebreus 13:20 – “O Deus das paz que pelo sangue da “aliança eterna” trouxe de volta dentre os mortos o nosso senhor Jesus, o grande pastor de ovelhas. Perceba que o salmista fala claramente sobre “não violar a aliança”, “manter a aliança”. Já Hebreus chama a aliança de “eterna”. Tudo isto nos leva a compreender que uma aliança não pode ser quebrada nem esquecida. De certa forma é isto que acontece ao se romper uma “aliança de compromisso”. A união entre homem e mulher simboliza a união entre Deus e a Igreja. Quebrar esta aliança de forma tão corriqueira como se vê nos dias atuais e desvalorizar a aliança entre Deus e a sua criação.
Os efeitos são claros e podemos verificar em Jeremias 11.10.11 - Eles retornaram aos pecados de seus antepassados, que recusaram dar ouvi­dos às minhas palavras e seguiram outros deuses para prestar-lhes culto. Tanto a comunidade de Israel como a de Judá quebraram a aliança que eu fiz com os antepassados deles". 11 Por isso, assim diz o Senhor: "Trarei sobre eles uma desgraça da qual não poderão escapar. Ainda que venham a clamar a mim, eu não os ouvirei. Um casal que cria o habito de utilizar alianças de compromisso e retirá-las em todos os seus relacionamentos gera o princípio de legalidade para o inimigo nos acusar e bloquear as nossas bênçãos. De fato, não sou totalmente contra a utilização da aliança de compromisso. Entendo que a sua utilização é absolutamente aceitável quando o casal possui plena convicção dos seus objetivos diante de Deus de unirem-se em casamento. Sendo assim, o parâmetro adotado em nosso ministério é só autorizar a utilização de alianças após o mínimo de “12 meses de namoro”, tempo suficiente para averiguarem se os seus propósitos estão ligados aos propósitos de Deus.
Avalie seus conceitos em torno da aliança, e procure valorizar ao máximo este simbolismo, pois ele certamente vai bem mais além de um simples adereço podendo gerar muitas bênçãos sobre a sua vida, se utilizado corretamente, diante de Deus e diante dos homens.


pr. altamir de souza
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Todos os nossos textos são liberados para estudos, pregações em pequenos grupos ou igrejas. A publicação dos textos entretanto só deverá ser feita mediante a autorização por escrito do autor.

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quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

A Cura de Mentes Perturbadas!

Mente perturbada é aquela que sofre de insatisfação contínua. Vive tensa, perturbada, inquieta, e não se tranqüiliza e nem repousa. Se aflige com o futuro e com o passado, assim como com as circunstâncias do presente. E estou convencido de que há mais mentes perturbadas na atualidade, do que em qualquer geração anterior!
Quem vive nas grandes metrópoles vê provas diárias disto. Se você ficar na frente dos teatros na Broadway em Nova York e observar os que saem dos shows, dificilmente verá um sorriso no rosto de alguém. São pessoas que pagaram oitenta dólares para encontrar alívio temporário de suas cargas - mas saem com uma carga maior do que quando entraram!
Aparentemente muitos dos que amam a Jesus têm tanta perturbação mental quanto os milhões de descrentes. Vejo prova disto em algumas das cartas que o nosso ministério recebe. Multidões de crentes passam a noite em claro, perturbados e com angústia. Vão à igreja na esperança de experimentar algum tipo de alívio de suas cargas. Mas assim que acaba o culto, o problema volta.
Por que há tanta gente atualmente com problemas mentais? Quero compartilhar com você algumas das razões que eu creio que o Espírito Santo tenha me mostrado:

1. Muitas pessoas são perturbadas pela pressão dos tempos.

Durante décadas, especialistas seculares têm nos dito que a prosperidade é a resposta para os problemas da humanidade. Uma boa educação, um emprego decente, uma bela casa, dinheiro no banco - todas estas coisas devem supostamente dar dignidade e paz de espírito às pessoas. Se cada um pudesse ter apenas uma fatia do sonho americano, dizem os especialistas, os nossos problemas de crime e drogas seriam resolvidos.
Esta teoria declara que as pessoas acabam como alcoólatras e viciados porque nunca tiveram um pouco de amor próprio. A pobreza alijou-os das oportunidades que lhes concederiam senso de dignidade. Então agora, se simplesmente lhes concedermos um emprego com salário decente, um bom lugar para viver, com salário todo mês, suas vidas serão ótimas.
Quero responder à esta teoria com uma história pessoal. Anos atrás, Nicky Cruz, um cruel líder da gang Mau Mau, foi levado ao interior para ser analisado por um psiquiatra. Nicky era um brigão que vivia como demônio. Todos que o conheciam achavam que era inteiramente incorrigível, sem chance de mudança.
Após ficar algumas horas com Nicky, o psiquiatra confirmou a avaliação de todos; disse que Nicky era totalmente louco, e não havia esperança de reabilitação. A razão? A razão apontada era que a educação em meio à pobreza de Nicky em Porto Rico, o havia privado das oportunidades que outros receberam. A sociedade era culpada por ele ser um monstro.
Nicky olhou para o psiquiatra e disse: “Cara, você é o louco. Adoro dançar (lutar). Diga-me: como sua mãe lhe tratava?” Ele acabou analisando o psiquiatra!
Nicky estava certo - a pobreza não é a raiz do pecado. Se assim fosse, por que há mais e mais adolescentes se prendendo à drogas pesadas? Estes jovens problemáticos têm tudo que desejam ao seu alcance. Por que se voltariam para as drogas se já têm a paz de espírito que as coisas materiais supostamente concedem?
Por que há um número crescente de médicos, advogados e executivos se tornando alcoólatras? Eles têm empregos bons, salários mensais de dois dígitos de milhares, muitos automóveis, férias freqüentes. Mesmo assim se voltam cada vez mais ao álcool para amortecer suas mentes perturbadas.
Fui à Wall Street no fim do expediente, quando a bolsa de valores fecha. As portas então abrem e fecham, enquanto os corretores saem correndo como um estouro da boiada, procurando o bar mais próximo. Eles se amontoam às dúzias nos barzinhos minúsculos de Wall Street para “encher a cara”, tentando afogar as emoções no álcool.
Por que não estão felizes? Por que têm tantos problemas na cabeça? Eles têm tudo que lhes disseram que precisariam para sentirem-se realizados. Têm uma renda confortável, possuem casas de férias, fumam charutos de 50 dólares, bebem vinho de 300 dólares, têm carros caros. Contudo, se embriagam para conseguir agüentar pelo menos até o fim do dia. Por que estas pessoas não desfrutam de uma paz de espírito tranqüila, saciada?
É porque temem perder tudo! Temem que a economia entre em crise, e que de repente tudo aquilo que trabalharam para acumular, desapareça como fumaça.

Jesus Preveniu Que Nos Últimos Dias O Coração das Pessoas Seria Atormentado Pelas Crises Que Ocorreriam no Mundo.

“Haverá...angústia entre as nações em perplexidade por causa do bramido do mar e das ondas; haverá homens que desmaiarão de terror e pela expectativa das cousas que sobrevirão ao mundo; pois os poderes dos céus serão abalados” (Lucas 21:25,26).
Jesus disse que os acontecimentos que sobrevirão ao mundo serão tão assustadores, que as pessoas literalmente cairão mortas por falência cardíaca. Agora mesmo estamos testemunhando exatamente o que Ele previu: o caos mundial, confusão, agitação. As notícias que surgiram no mês passado, dezembro de 1998, por si só já são suficientes para afligir e causar perplexidade até nas mentes mais sólidas:
·        O Japão, a segunda economia mundial, teve uma recessão ainda mais profunda. O segundo maior banco entrou em falência, com débito de 20 milhões de dólares. Agora o governo federal intervém para assumir o banco - mas outros bancos japoneses devem logo entrar em colapso também.
·        Alan Greenspan, presidente do Banco Central americano, afirma que a bolsa de valores americana está se comportando exatamente como antes da crise de 1929. Segundo Greenspan, esta especulação feroz que estamos vendo é do mesmo tipo que produziu a Grande Recessão.
·        Cinco grandes grupos industriais americanos anunciaram o corte de 50.000 empregos em apenas duas semanas.
·        O presidente dos Estados Unidos recebeu pedido de impeachment por parte do congresso. Porém a atitude da maioria dos americanos foi: “E daí?”
·        Um congressista republicano disse, nestas palavras: “Vamos esquecer o impeachment, vamos esquecer esta coisa de moral. Se tirarmos o presidente, vamos perder a prosperidade e acabar em recessão.” As suas palavras refletiram a atitude da maioria dos americanos. A moral não é mais importante, pois a única coisa que importa é o dinheiro. O lema que deu emprego ao atual presidente foi: “O que conta é a economia, seu bobo!”
·        Um respeitável professor de Nova York foi despedido por colocar a Bíblia em cima da mesa, deixando-a à disposição dos alunos. Ele era um dos melhores professores da cidade; a média de sua classe era acima das demais. Se ele tivesse posto uma caixa de preservativos sobre a mesa, nada teria lhe acontecido. Mas ele foi despedido por ter levado a Bíblia à escola!
Todas estas coisas são dolorosas e causam perplexidade a qualquer pessoa que ame a Jesus. Em verdade o nosso ministério recebe montes de cartas de crentes de todo o país que se preocupam com a ruína moral da nação.
Uma destas cartas veio de um pastor na faixa dos noventa anos. Ele recorda a imoralidade da década de 20 que trouxe julgamento sobre nosso país através da Grande Depressão econômica. Ele testemunhou duas guerras mundiais. Viu os transportes mudando de carroças a cavalo, à naves espaciais. Viu a comunicação indo de rádios que chiavam à Internet. Em resumo, viu de tudo.
Agora ele escreve que a pecaminosidade que ocorre em nosso país hoje, lhe causa mais pesar do que qualquer coisa que já tenha testemunhado. Ele mal consegue absorver, diz, porque está tudo tão rápido, e a profundidade da depravação está além da compreensão.
No entanto Jesus traz uma palavra de garantia a despeito de tudo que vemos ocorrendo. Ele ordena: “Vede, não vos assusteis, porque é necessário assim acontecer, mas ainda não é o fim” (Mateus 24:6). Ele está dizendo: “Não deixe que nenhuma destas coisas ruins sobre as quais estou lhes prevenindo, perturbe sua mente!”

2. Muitos Cristãos Têm a Mente Perturbada Por Estarem Perplexos Com a Sua Pecaminosidade, Com as Suas Fraquezas e Com a Sua Falência Moral

Há muitas vozes no mundo hoje analisando porquê as pessoas estão tão perplexas e abaladas. Mas o resultado é nada mais que uma Babel de razões confusas. O fato é que, nenhuma pessoa que realmente ame Jesus Cristo será abalada pela perda potencial de coisas materiais. Antes, ela será atormentado por problemas na área espiritual!
Paulo conhecia a verdadeira causa das nossas perplexidades e das nossas perturbações. Ele aborda o assunto em Romanos 7: “Porque nem mesmo compreendo o meu próprio modo de agir, pois não faço o que prefiro e sim o que detesto...Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço” (Romanos 7:15,19).
O apóstolo está dizendo: “Exatamente aquilo que não quero fazer, eu acabo fazendo. Mas aquilo que eu quero muito fazer, em obediência a Deus, não me vejo fazendo!”
Aqui Paulo está falando a milhares de crentes sinceros. Eles estão perturbados pois simplesmente não conseguem vencer o pecado. Querem fazer o certo - viverem santos e puros diante do Senhor. E odeiam o pecado que tão facilmente os tenta, e interrompe sua comunhão com Cristo. Mesmo assim continuam voltando para ele!
Acabam ficando angustiados, agitados, esgotados, e gritam: “Ó, desventurado homem que eu sou! Eu não quero mais fazer isso. Mas pareço muito frágil para resistir! Por que sou tão fraco? E até quando vou agüentar esta luta? Será que vou ficar a vida inteira chorando um mar de lágrimas, confessando e me arrependendo, e depois voltando para o pecado?”
Pessoas assim que amam a Jesus, não estão tão preocupadas com a crise econômica ou com a crise mundial, mas estão muito mais aflitos devido à sua queda (espiritual) da semana passada. Eles achavam que haviam dominado aquele pecado que os assediava, mas de repente ele volta sobre eles com força redobrada. Agora se entristecem por haverem ferido mais uma vez o Senhor. E se preocupam: “Por que estou sempre caindo, quando a única coisa que desejo é agradar a Jesus?”

Há Como Se Medir com Exatidão a Espiritualidade

Creio que podemos conhecer o nosso verdadeiro estado espiritual, pelo quanto ficamos atormentados diante de nosso mínimo pecado contra Deus.
Alguns cristãos se entristecem só diante do que consideram “pecados grandes”: adultério, uso de drogas, bebida, palavrões. Mas a pessoa verdadeiramente espiritual sabe que nenhum pecado é pequeno à vista de Deus. E então ela se angustia toda vez que faz uma fofoca, conta uma piada suja ou conserva um mal pensamento. Ela sabe que estas coisas brotam de seu coração, do âmago do seu ser!
Você pode desobedecer a Deus nestas “pequenas coisas”, se justificar e esquecer tudo. Mas se o fizer, nunca terá amadurecimento em Cristo. A sua justiça é medida pelo desconforto que você tem em aceitar qualquer coisa que entristeça seu bendito Salvador!
Há pouco tempo, disse algo não muito cristão à minha esposa. As minhas palavras para ela foram totalmente imprevisíveis, e imediatamente recebi convicção (da parte de Deus). Eu sabia que a havia ofendido, então é claro que pedi que me perdoasse; eu a abracei e lhe disse que a amava.
Mas a minha cabeça continuava perturbada. Eu pensei: “Como fui capaz de fazer uma coisa assim tão fora do padrão de Cristo? Afinal, nunca me vi tão perto do Senhor. Nunca orei mais do que neste ano passado. Devo ser totalmente corrupto por permitir que algo tão grosseiro nasça do coração.”
Exatamente o que detestaria fazer, eu tinha feito. E não fiquei só desapontado comigo mesmo - eu fiquei perturbado, perplexo, agitado no espírito. Fui para o escritório e me prostrei diante do Senhor, invocando o sangue de Cristo para me purificar.
Neste momento o inimigo cochichou para mim: “Esse seu pequeno lapso não foi nada de mais; é uma coisinha de nada.” Mas o Espírito Santo imediatamente se levantou em meu coração para refutar a voz do diabo. Ele me assegurou: “David, o próprio fato de estar se lamentando por esse pecado é prova de que estou operando em você. Quanto mais você se ressente diante até das menores transgressões contra o meu amor, mais perto você chega da vitória!”
Contudo, como continuamos a lutar contra o pecado, as palavras de Paulo para nós em Romanos podem parecer sem sentido. Ele diz:
“...outrora, escravos do pecado, contudo, viestes a obedecer de coração à forma de doutrina a que fostes entregues; e, uma vez libertados do pecado, fostes feitos servos da justiça......transformados em servos de Deus, tendes o vosso fruto para a santificação e, por fim, a vida eterna; porque o salário do pecado é a morte...” (Romanos 6:17,18,22,23).
Libertados do pecado? Servo da justiça, produzindo fruto santo? Parece brincadeira! Quando lemos isto, temos de admitir com honestidade: “Não estou morto para o pecado. Não fui verdadeiramente liberto. Ainda permaneço sob o poder enganador de um pecado secreto - e isso me perturba. Se o salário do pecado é a morte, então não me resta esperança.”
Cá estão duas cartas resumidas, vindas de cristãos sinceros que têm lutado terrivelmente contra um cativeiro abominável. A primeira vem de um jovem:
“Sou constantemente tentado pelo pecado sexual, e sempre eu cedo. Amo Jesus de todo o coração, mas sinto a presença de Deus sumindo da minha vida. Apesar de amá-Lo, continuo voltando à luxúria. Contudo eu a detesto. Choro como criança na hora que estou participando dela, pedindo que Deus me ajude a não fazer isso. Mas continuo fazendo.”
“Confio em Deus para me livrar, como Paulo diz em Romanos 7. E amo a Deus de todo o coração. Mesmo assim sei que estou errado, e me sinto fraco para mudar. Às vezes me sinto tudo bem, mas outras vezes sinto que estou sendo peneirado como trigo. Sinto-me como um Judas traindo o meu Senhor. Às vezes acho que o suicídio é a única sadia.”
A segunda carta vem de uma mulher casada, envolvida em adultério com um homem casado:
“Oro por libertação, por arrependimento, por poder. Eu prometo ser forte contra a tentação na próxima vez. Mas quando o vejo [meu amante], caio na mesma coisa de sempre. Durante anos vivi uma vida limpa, com moral; nunca pensei que seria capaz de uma coisa destas. Mas agora me enfiei no inferno, e não sei como parar.”
“Quando leio suas cartas circulares, recebo convicção (da parte de Deus). Oro e tento expulsar qualquer demônio que possa ter entrado por causa do pecado. Mas sinto-me amaldiçoada. A mente fica competindo com todos os versículos das escrituras que falam contra o que estou fazendo. Sinto-me réproba. Estou cheia de culpa, de medo, de pânico, de nojo. Sinto-me tão só, separada e isolada de Deus.”
Recebemos muitas cartas como estas; são gritos pedindo ajuda vindos de mentes perturbadas por um pecado que os assedia. Ainda assim devo dizer a todos os que amam Jesus, e que sofrem este terror: este grito íntimo, incomodativo - esta luta na mente - é obra do Espírito Santo!
Deus enviou-nos o Seu Espírito para travar batalha contra nossa carne e seus desejos e luxurias. Assim, se você não sente-se perturbado quando cai, se você consegue “deixar o coisa pra lá” sem sentimento de culpa, de tristeza ou pesar - então o Espírito Santo não está em luta dentro de você.
Contudo, se você está recebendo convicção (da parte de Deus) até mesmo diante da mais leve transgressão, você está perto da verdadeira vitória. Ele está vencendo a batalha em seu coração, produzindo uma tristeza piedosa que leva ao verdadeiro arrependimento!

3. Deus Providenciou um Antídoto Em Favor da Cura de Mentes Perturbadas!

Há uma vitória à nossa disposição, contra todas estas coisas que atrapalham nossas mentes. Está embutida em uma aliança que Deus fez há muitos anos atrás com Abraão e seus descendentes:
“Para nos libertar dos nossos inimigos e da mão de todos os que nos odeiam; para usar de misericórdia com os nossos pais e lembrar-se da sua santa aliança e do juramento que fez a Abraão, o nosso pai, de conceder-nos que, livres da mão de inimigos, o adorássemos sem temor, em santidade e justiça perante ele, todos os nossos dias” (Lucas 1:71-75).
O pacto de Deus com Abraão e seus filhos é claríssimo: Ele nos livrará de todos os nossos inimigos, para que vivamos sem temor, perturbações e em descanso - todos os dias de nossa vida!
Amado, esta aliança se aplica a cada um de nós que vivemos hoje. Segundo Paulo, todos os que recebem Cristo como Senhor pela fé são “da semente de Abraão.” “...estes filhos de Deus não são propriamente os da carne, mas devem ser considerados como descendência (semente) os filhos da promessa”(Romanos 9:8). “Sabei, pois, que os da fé é que são filhos de Abraão” (Gálatas 3:7).
Então, como podemos reivindicar esta promessa de aliança? Abraão fez pergunta semelhante ao Senhor, quando não viu resolução para o seu dilema. Ele pergunta: “O que me darás, Senhor, vendo que não tenho um filho?” Eis a resposta de Deus: “...eu sou o teu escudo, o teu grandíssimo galardão” (Gênesis 15:1).
O Senhor lhe disse: “Abraão, vou lhe dar a mim mesmo - e só. Eu serei o seu defensor e seu grande galardão - pois Eu sou quem Eu sou. Você jamais precisará ter medo de qualquer inimigo enquanto viver, porque lhe serei Deus!”
O plano de Deus para nós sempre foi simples. Ele diz: “Você não tem de ter medo de nenhum poder que se levantar contra si. Eu vou agir como seu defensor todas as vezes. Se simplesmente confiar em minhas promessas, lançando-se aos meus cuidados pela fé, serei Deus Todo-Poderoso para você. Conquistarei todos os seus inimigos e os derrubarei à sua frente. Você será vitorioso, mais do que vencedor - e viverá os seus dias em paz, sem medo!”
Eu lhe pergunto: você está vivendo seus dias sem medo, em paz de espírito com a mente descansada? A maioria de nós não vive sequer um minuto deste jeito. Entramos e saímos dos nossos momentos de paz, mas não ingressamos inteiramente no descanso de Deus.
Se você está aturdido, perplexo, aflito quanto a um pecado que lhe assedia, então terá de entender: Deus não está zangado com você! Ele não está querendo lhe disciplinar ou julgar. Pelo contrário: Ele anseia por lhe infundir o poder que tudo pode!
Deus declara basicamente a mesma coisa em todas as Suas alianças: “Procuro um povo que creia que o livrarei dos inimigos!” “Da aliança que fiz convosco não vos esquecereis; nem temereis outros deuses. Mas ao Senhor, vosso Deus, temereis, e ele vos livrará das mãos de todos os vossos inimigos” (2 Reis 17:38-39).
No Velho Testamento, os inimigos eram as nações ímpias: os filisteus, os moabitas, os hititas, os jebuseus, os cananeus. Todos estes poderes do mal procuravam destruir o povo de Deus, e levá-lo de volta ao cativeiro.
Hoje os nossos inimigos existem dentro da esfera espiritual: poderes do demônio, lascívias carnais, maus desejos. E no Novo Testamento, Deus repete a garantia para o povo:
“Serei Deus para vocês; e vocês serão o meu filho, a minha filha. Na verdade, serão meus filhos desde agora e por toda a eternidade. Portanto, lembrem-se da aliança que faço com vocês. Vocês não devem temer nenhum homem e nenhuma força, mas só a mim. Eu os livrarei das mãos dos inimigos - incluindo as pressões do demônio, lascívias que se agarram a vocês, hábitos que os dominam, e todo pecado que lhes assedia!”

Você Pode Perguntar: "Por que Então Não Tenho Esta Aliança Sendo Cumprida Em Mim?"

Se você fica se perguntando por que continua caindo - por que continua a se sentir fraco e sem poder, fazendo exatamente o que detesta fazer - é provavelmente porque não confiou totalmente nas gloriosas promessas de Deus.
Deus fez todas estas promessas para Abraão; promessas de ser o seu escudo, seu galardão, derrotar todos seus inimigos, até realizar milagres para ele, como lhe dar um filho já sendo idoso. Abraão creu nestas promessas - e Deus diz que sua fé lhe foi imputada (creditada) por justiça.
Igualmente, na hora que desistimos de lutar contra nossos inimigos espirituais em nossa própria força - fixando no coração que tudo aquilo que Deus promete, Ele é competente para realizar, e confiando tudo à Suas mãos - isto será o começo da nossa justiça.
Deus nos auxilia nisto enviando o seu próprio Espírito para fazer residência em nossos corações. O Espírito Santo é o poder de Deus, e este poder declara guerra contra todo poder demoníaco: “...o Espírito (milita) [luta], contra a carne..” (Gálatas 5:17).
O Espírito declara: “É aqui que eu moro agora, diabo. Fiz o meu quartel general aqui, e estou erguendo o estandarte do Deus Todo-Poderoso. Você não manda mais aqui. E a sua briga não é mais com o meu filho: agora é comigo. E vou lhe perseguir, frustrar o seu esquema e combatê-lo em todas as fronts. Este meu filho é agora templo do Espírito Santo!”
Andar no Espírito não é complicado. É simplesmente crer no que Deus disse: “...andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne” (v. 16). Simplificando: “Confie no Espírito Santo! Creia na garantia de assumir a sua causa. Ande no poder da promessa que Ele fez de combater por você!”
A palavra de Deus nos dá uma sólida promessa que é tiro e queda para toda angústia da mente:
“Então, aspergirei água pura sobre vós, e ficareis purificados; de todas as vossas imundícias e de todos os vossos ídolos vos purificarei. Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne. Porei dentro de vós o meu Espírito e farei que andes nos meus estatutos, guardeis os meus juízos e os observeis” (Ezequiel 36:25-27).
Você vê o que Deus está dizendo? O Seu Espírito realiza toda a obra em você! Ele vai lhe purificar e dar um coração novo. Ele vai levá-lo à obediência e a praticar o que é certo. O seu papel é crer que Ele manterá a Sua palavra, com fé inabalável!

Então: você vai confiar os seus problemas, o seu futuro, a sua vida - e os seus pecados - às mãos do Deus Todo-Poderoso?

Este texto foi publicado 
por David Wilkerson em 18 
de janeiro de 1999.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

De que maneira Gênesis 1 pode harmonizar-se com a evolução teística?

esboços de sermão

Para tratar esta questão, é necessário compreender corretamente o termo “evolução” visto que a palavra é usada em vários sentidos por diversos tipos de pessoas. Devemos fazer distinção entre evolução como filosofia e evolução como mecanismo descritivo do desenvolvimento das espécies, de um estágio inferior, primitivo para outros “mais elevados” ou mais complexos, no decurso da história geológica. Além disso, precisamos estabelecer o que se quer dizer por evolução “teística”. Daí estaremos em melhores condições para tratar da relação entre evolução e criacionismo de Gênesis 1.

A evolução como filosofia
A evolução como filosofia procura explicar que o universo físico – e de modo geral especial o  biológico – tem um autodesenvolvimento, a partir da matéria bruta, cuja origem é desconhecida, podendo-se, todavia, considerar que tenha existência eterna, sem ter possuído um começo. A evolução filosófica elimina toda e qualquer direção ou intervenção da parte de um Deus pessoal e lança dúvidas quanto á realidade até de um Poder Superior. A questão toda é regida por leis físicas imutáveis e, por último, é o produto de mero acaso. Não há razão para a existência, tampouco para um propósito real na vida. O homem deve agir como se fora um fim em si próprio. Ele é seu próprio legislador por excelência e a ninguém deverá prestar conta senão à sociedade humana. A lei e a ética têm base utilitária – que produz o melhor para o maior número de indivíduos.
Nem todas essas posições foram propostas por Charles Darwin em sua obra clássica A origem das espécies. No entanto, ele não defenderia uma posição de ateísmo persistente, própria da evolução filosófica, pois cria num Deus Criador como logicamente necessário para explicar a existência anterior da matéria bruta original, a partir da qual surgiram as formas primitivas de vida. Seria mais certo chamar Darwin teísta em vez de ateísta, ainda que se sistema fosse adotado  por pessoas que negam a existência de Deus. No entanto, devemos salientar que o ateísmo persistente, o qual a si mesmo se intitula o método mais racional e lógico dentro todos os que se propõem a analisar a realidade, é na verdade um sistema que se derrota por si só, incapaz que é de prover um autodefesa lógica. Isso quer dizer que, se  a matéria toda se associou de tal forma, por mero acaso, sem a direção de nenhum Poder Superior, nenhuma Inteligência Transcendental, segue-se necessariamente que as moléculas do cérebro humano também são produto do mero acaso. Noutras palavras, pensamos da forma que imaginamos, simplesmente porque os átomos e as moléculas de nosso cérebro se associaram por acaso, sem nenhuma orientação ou controle transcendental. Portanto, até mesmo as filosofias dos homens, seus sistemas de lógicas e todas as abordagens da realidade que apresentam são coisas fortuitas. Não existe absolutamente validade alguma em algum argumento apresentado pelo ateu contra a posição do teísmo.
Com base em pressuposições próprias, o ateu anula completamente a si próprio, visto que, segundo suas premissas, seus argumentos são destituídos de valor. Pelo que ele mesmo professa, ele pensa como pensa simplesmente porque os átomos de seu cérebro se associaram do jeito que se associaram. Se assim for, o ateu não poderá dizer honestamente que sua opinião tem mais valor que a contrária. Seus postulados básicos contradizem-se e derrotam-se a si mesmos, pois quando o ateu afirma que não existem absolutos, ao mesmo tempo está afirmando um absoluto dogmático. Tampouco consegue provar a inexistência do Criador sem apelar para uma lógica que essencialmente depende da existência de Deus para ter algum valor. Afora a garantia transcendental da validade da lógica, quaisquer apelos à lógica ou á argumentação são simples manifestações do comportamento descrito como associação das moléculas que compõem o cérebro do pensador.

A evolução como mecanismo descritivo
A evolução como mecanismo descritivo refere-se ao processo pelo qual formas menos avançadas de vida desenvolvem-se e atingem maior complexidade. Pensa-se que isso ocorre por causa de algum tipo de diretriz interna dinâmica que, sem nenhum controle ou interferência externa, opera de acordo com padrões próprios. Nos dias de Darwin acreditava-se  que esse desenvolvimento era resultante de um acúmulo de características casuais e da retenção de leves variações surgidas durante os estágios primitivos da evolução das espécies, sendo passadas de geração em geração mediante a genética.
No entanto, desde os dias de Darwin, essa fórmula de evolução baseada no processo mecanicista, governado pelo princípio da “sobrevivência do mais apto”, por causa de uma variedade de razões, veio a perder apoio no século  XX. As experiências de G.S. Mendel com a genética de plantas demonstraram de modo conclusivo que o grau de variações possíveis dentro da mesma espécie estava estritamente limitado, não oferecendo nenhuma possibilidade de desenvolvimento de modo que se conseguisse uma espécie nova diferente. Após grande número de experiências a respeito da impossibilidade de as características serem herdadas, ficou determinado pelos geneticistas, no final do século, que não existia absolutamente essa coisa chamada transmissão de características adquiridas, visto não haver um modo de codificá-las nos genes dos pais que as desenvolveram (cf. Darwim, antes e depois), de Robert E.D. Clark (Chicago, Moody, 1967).
Quanto a série contínua de transição pela teoria de Darwin, para marcar a ascensão de espécies “inferiores” para “superiores”, na escala do desenvolvimento biológico, a pesquisa mais aprofundada possível levou os cientistas finalmente a entender de modo conclusivo que não existem os chamados “elos faltantes”. Assim é que Austin H. Clark (The New evolution, New Haven, Yale, 1930) confessa: “Se estivermos dispostos a aceitar que jamais existiram os chamados [seres] intermediários, ou, em outras palavras, que esses grupos maiores desde o início mantiveram-se entre si o mesmo relacionamento que possuem hoje”. De modo semelhante. G.C. Simpson concluiu que cada uma das 32 ordens de mamíferos apareceu de repente no registro paleontológico. “Os membros mais primitivos e mais antigos em cada espécie tinham já as suas características básicas, e nenhum caso se conhece de uma sequência  contínua aproximada que partiu de uma espécie para outra (Tempo and mode in evolution, Nova York, Columbia, 1944, p. 106).
Portanto, foi necessário que Clark e Simpson propusessem um tipo inteiramente antidarwiniano de evolução, a quem deram o nome “teoria do quantum” ou “evolução emergente”. Tal teoria afirma que ou novas formas surgem dramaticamente por mero acaso, ou por causa de algum tipo de resposta criativa a novos fatores ambientais. Nenhuma hipótese se aventou a respeito da origem dessa capacidade de “resposta criativa”. Da perspectiva do darwinismo, isso dificilmente poderia ser considerado evolução.
Quanto a algumas séries que passaram por desenvolvimento e são habitualmente  mostradas em livros escolares e em museus, tentando demonstrar como a evolução funcionou nos cavalos e nos seres humanos desde os tempos mais antigos da era cenozoica até os tempos modernos, é preciso entender que tais demonstrações nada comprovam a respeito do mecanismo que presidiu esse desenvolvimento. A constatação de continuidade num projeto biológico básico não significa de modo algum estar comprovado que uma espécie “inferior” evoluiu para uma “superior” mediante algum tipo de dinâmica interna, de acordo com a exigência da teoria da evolução.

Evolução teística
A evolução teística concebe a existência de Deus como Criador de todas as substâncias materiais do Universo, como Projetista de todos os processos a ser seguidos pelas várias espécies botânicas e zoológicas no desenvolvimento de seu plano-mestre. Diferentemente do  evolucionista filosófico, o teísta insiste que a matéria  não era eterna, mas foi criada por Deus, do nada, tendo sido controlada em seu desenvolvimento segundo o plano que o Senhor traçou. Noutras  palavras, o mecanismo todo do processo evolucionista foi e continua sendo traçado e controlado pelo Criador, não por alguma força misteriosa e inexplicável, que não se pode pesquisar nem entender.
Quando sopesamos a questão de poder ou não a evolução teística ser harmonizada em Gênesis 1, precisamos analisar com o máximo cuidado e verificar se estamos tratando de um conceito teísta ou semiteista de um Deus que apenas lançou o sistema, tendo-o programado antecipadamente como se faz com um computador, e depois retirou-se e ficou observando o funcionamento automático do maquinismo cósmico. Esse Criador está fora do alcance da oração e não se interessa de modo ativo e contínuo pelas necessidades de suas criaturas. Não existe, então, comunicação com o Senhor, de quem tampouco podemos esperar salvação. Tudo se encerra no arcabouço de um determinismo rígido.
Outra alternativa é que estejamos tratando de uma evolução teística em que há lugar para a oração e para o relacionamento entre os seres humanos e o Criador. Tal evolução teística, contudo, concebe Deus como o que determina a ascenção das espécies biológicas, mediante certo tipo de mecanismo evolutivo, cujo dinamismo e direção encontram-se em si mesma. Diante do fundamento científico fraco em que assentam os dados concernentes à evolução proposta por Darwim diante do fato de que foi praticamente rejeitado pelos evolucionistas “emergentes”, parece existir pouquíssimo espaço até para o cientista teísta pode apegar-se com firmeza a algum tipo de evolucionismo. Essas duas modalidades de evolucionismo apresentam entre si a mesma semelhança que se verifica entre a democracia  americana  e a “democracia” dos países da extinta cortina de ferro. Se algum cientista aceitar as implicações da integridade das espécies, de acordo com os limites de Mendel, poder-se-á talvez afirmar que aceita os sucessivos estágios da criação das espécies botânicas e animais, e os gêneros e ordens segundo a sua espécie, como está bem claro em Gênesis 1.11,12,21. Se esse cientista  entender que os seis dias da criação, na mente do Criador, são uma sucessão de estágios definidos no desenvolvimento ordenado do mundo biológico até a criação do homem, concordaríamos então que isso se harmoniza com a intenção básica daquele primeiro capítulo de Gênesis. Tudo isso, naturalmente, depende de o evolucionismo teísta aceitar Adão e Eva como indivíduos literais, históricos, criados. Muitos deles não o fazem, mas concebem que o homosapiens se desenvolveu  gradualmente de um hominídeo subumano para depois, finalmente, desenvolver uma consciência de Deus – momento em que, quando quer que tenha ocorrido, o homem-macaco tornou-se Adão. Esse, tipo de abordagem dificilmente  se pode conciliar com a apresentação de Adão e de Eva como indivíduos históricos com emoções e reações pessoais conforme aparecem em Gênesis 2 e 3 (e certificadas por 1ª Timóteo 2.13-14). Qualquer interpretação supra-histórica de Adão tal como defende a neo-ortodoxia, sem dúvida alguma entra em choque com a Escritura Sagrada e com a fé evangelística.


pr. altamir de souza
Na Visão de Multidões!
Shalom Aleichem, Aleichem Shalom
A paz seja convosco, convosco esteja a paz
(Fonte de pesquisa: Enciclopédia de Dificuldades Bíblicas)