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sábado, 25 de abril de 2020

DEIXAR PARA TRÁS


A sua dificuldade de ir adiante em planos e projetos estará sempre ligada ao esforço em abandonar lembranças e práticas prejudiciais ao bom andamento da sua vida. Desenvolvendo-se esta capacidade é possível mudar a forma de compreender o mundo, passando por um processo de transformação do entendimento, capaz de impulsionar pessoas a seguirem em direção a um novo tempo e uma nova história.


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Observando pessoas e suas dificuldades nota-se uma forte batalha para deixar de lado fatos do passado, palavras ditas há muitos anos, assim como itens materiais capazes de trazer danos à vida financeira e pessoal.

Pessoas presas ao passado, literalmente têm presas em seus corpos verdadeiras âncoras capazes de tornar a vida mais difícil e pesada. Com isto, o esforço de anos em gerar novidades, reflete-se em um grande vácuo, causador de tristezas, medo, repulsas, ódio, depressão e até mesmo o temido desejo de morte, que tem assolado tantos cristãos nos últimos anos.

A Sagrada Escritura oferece, ao longo do cânon, vasta informação sobre como agir nestes casos, demonstrando em seu conjunto importante preocupação com esta situação.

A todos os interessados, ler e aprender sobre este assunto reflete-se de forma primordial na manutenção da saúde emocional e espiritual, assim como dá subsídios para os passos em direção a novos horizontes.

Para aprofundar o conhecimento neste tema, sugerimos como base, a leitura do texto a seguir. 

FILIPENSES 3.13-14 – Irmãos, não penso eu mesmo que já o tenho alcançado, mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que ficaram para trás e avançando para as que estão adiante, prossigo para o alvo, afim de ganhar o prêmio do chamado celestial de Deus em Cristo Jesus.

Já em 1519 o conquistador espanhol Hernán Cortés de Monroy, quando de uma das suas maiores conquistas, o centro do território onde hoje é o México, observando todas as dificuldades e desafios postos à sua frente e de seus homens, disse à celebre frase: Queimem o navio. Não há caminho de volta!

Pessoas preparadas tem a forte tendência de olhar para frente e não permitir situações passadas interferirem negativamente no seu presente. Trata-se, entretanto, de uma habilidade e não de um dom, o que, a partir desta premissa pode-se compreender como uma funcionalidade pessoal, psicológica e espiritual disponível para todos.

Dois passos para novos territórios
Observando a história bíblica, nota-se com clareza que Deus não nos deu espírito de covardia, mas de poder, de amor e de equilíbrio (2ª Timóteo 1.7). Por este motivo, Ele sempre envia o seu povo, ou os seus homens escolhidos para algum lugar ou em alguma direção, sempre quando deseja criar novos rumos ou novas histórias na vida da humanidade.

A vida cristã, no seu desenrolar, envolve aprender a deixar para trás as coisas antigas, cujos efeitos já se concluíram ou não ocorreram como esperado, e logo após isto, partir em direção a um determinado alvo a ser conquistado em qualquer uma das áreas da vida humana.

O termo (άμαρτία) harmatia de onde tem origem a Harmatiologia que é a doutrina do pecado, tem como significado “errar o alvo”. Assim, ao tentar criar efeitos ou construir sem chegar ao ponto final, erra-se o alvo. Evidentemente, o simples fato de não atingir os objetivos esperados não se pode configurar como uma hamartia, entretanto insistir nestas incongruentes tentativas, certamente refletir-se-á como tal.

O processo de transformação
Em sua segunda carta à igreja de Corintos, assim disse o apóstolo Paulo: Pelo que se alguém está em Cristo, nova criatura é, as coisas velhas já passaram e eis que tudo se fez novo (2ª Coríntios 5.17). Neste texto, bastante conhecido, encontra-se o processo de transformação capaz de revigorar forças e impulsionar a vida em direção aos novos alvos espirituais, físicos, mentais e financeiros.

Abandonar as velhas práticas
Se você faz a mesma coisa há muito tempo e até hoje não deu funcionou, certamente está fazendo errado! Todas as vezes quando Deus parou o seu povo, de alguma forma foi para corrigí-lo em alguma situação desagradável. Ele programou a vida para evoluir em todos os sentidos e não para permanecer estagnada.

Neste quesito é necessário avaliar a vida dentro e fora do âmbito cristão. Se as suas orações não tem sido respondidas, é momento de mudá-las, se o seu ministério não tem progredido como deveria, é momento de repensá-lo, se a sua família não tem compreendido o seu sacerdócio familiar, é hora de modificar a forma como você o tem aplicado pois se tendo escapado das contaminações do mundo por meio do conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, encontram-se novamente nelas enredados e por ela dominados, estão em pior estado do que no princípio (2ª Timóteo 2.20).

Se você tem buscado realizar projetos pessoais e as suas atitudes têm sido desastrosas, sem correspondência com as expectativas, é tão necessário-quanto, redarguir os pensamentos, observar melhor as atitudes e partir para novas estratégias com foco em realizações e não apenas em projeções. Mentes travadas são sérias candidatas ao fracasso, desânimo e abandono espiritual.

Não substitua a prática por religiosidade
A religiosidade tem sido uma âncora na vida dos cristãos. No Brasil, somos fruto do triângulo “casa grande – capela – senzala”, de onde se originam idiossincrasias espirituais sempre danosas e sem nenhum conteúdo salvífico. Nisto, observam-se pessoas de muito bom coração, porém travadas nos seus propósitos, por se fazerem ou serem levadas a serem vítimas da religiosidade.

A mudança efetiva dos paradigmas travados dependem da sua compreensão como uma nova criatura, e não como um novo crente, afinal de contas (...) nem a circuncisão, nem a incircuncisão é coisa alguma, mas sim o ser uma nova criatura (Gálatas 6.15).

É necessário compreender-se como um ser a partir de Cristo e não com Cristo apenas. Todos podem estar com Cristo, mas nem todos poderão viver a partir de Cristo. Como ser espiritual é preciso declarar com verdade no coração todos os dias: Já estou crucificado com Cristo e vivo não mais eu mas Cristo vivem em Mim, e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé no filho de Deus, o qual me amou e se entregou por mim (Gálatas 2.20).

Há uma forte tendência de crescimento sobre todas as pessoas portadoras do verdadeiro Espírito de Deus, porém este mesmo Espírito exige uma postura de força em relação a marchar, não desistir e obedecer. Não sejamos como a esposa de Ló em Gênesis 19.26 que olhando para trás condenou-se a passar a  eternidade voltada ao passado.

O que devemos deixar para trás
A humanidade criou o hábito de se apropriar de tudo e de todos como forma de expressar, particularmente, uma forma de crescimento, quer seja ele físico ou espiritual. Com isso a dificuldade em desligar-se de algumas coisas, deixando-as de lado, e partir para novas histórias, é sempre um embate bastante difícil para qualquer pessoa, mesmo sendo bem preparada.

A seguir, enumeramos quatro importantes fatores ou atitudes que, se bem tratados, ou por vezes, deixados de lado, serão fontes poderosas de crescimento para a sua vida e a de todos à sua volta.

É preciso abandonar as trevas
O texto em Romanos 13.12 diz – “A noite está quase acabando, o dia logo vem. Portanto, deixemos de lado as obras das trevas e revistamo-nos da armadura da luz. (trocar as vestes!)

Este texto nos remete a um período sombrio (noite), onde muitos cristãos e não cristãos estão submersos. Um tempo de desilusões, sentimentos depressivos, falta de apetites em todos os sentidos, e a convicção interiorizada da impossibilidade de ir adiante. Porém, o texto é cirúrgico quando diz: “Deixemos de lado as obras das trevas”, mostrando claramente o norte para modificar situações estagnadas e negativas atuantes na vida do ser humano.

Não só isto, o texto também aponta para a necessidade de possuir um novo revestimento, “a armadura da luz”, aquela encontrada em Efésios 6 e que na sua plenitude é capaz de proteger o indivíduo das setas inflamados do inimigo.

Abandonar as trevas não é uma sugestão, é uma missão imposta a todos para seguirem rumo a um caminho de sucesso em suas vidas. Portanto, faça isto, o mais rápido possível. Lute para modificar áreas travadas da sua vida, por vezes cobertas por nuvens escuras e noites sombrias.

Certamente, a partir desta atitude, Deus abrirá portas poderosas, destravando áreas antes ocultas na sua vida e capazes de gerar grandes resultados práticos na sua vida em todos os sentidos.

É preciso abandonar a mentira
Uma das grandes dificuldades do ser humano é admitir as suas fraquezas e dificuldades. Em geral as pessoas constroem mundos míticos em volta de si, expandindo-os para uma realidade perceptível aos olhos de todos. O fato, é que estas realidades não deixam de ser míticas por parecerem reais, e tal e qual em um teatro, haverá um momento, onde as cortinas serão fechadas e a maquiagem terá de ser retirada. Neste ponto, olhar no espelho e enfrentar a realidade é sempre muito doloroso, em especial para quem apropriou-se de uma existência teatral, até para os mais próximos.

O texto em Efésios 4.25 diz – “Pelo que deixai a mentira e falai a verdade, cada um com o seu próximo, pois somos membros uns dos outros. Não há outro caminho senão o da verdade. Ele é o caminho estreito, exatamente por ser mais difícil, porém é o único capaz de levar à salvação eterna e a mudança paradigmática em relação a tudo e todos em seus relacionamentos. Por isto mesmo, “Seja porém o vosso falar: Sim, sim; não, não, pois o que passa dai vem do maligno. (Mateus 5.37).

Assuma o controle da língua
Controlar a língua é equivalente a controlar a alma. Quem consegue obter domínio sobre o que fala, demonstra capacidade religiosa verdadeira e acima da média, pois “Se alguém cuida de ser religioso e não refreia a sua língua, mas engana o seu coração, a sua religião é vã (Tiago 1.26)”. Sendo assim “Evite as conversas inúteis, profanas, pois os que se dão a isso prosseguem cada vez mais para a impiedade, 17 o ensino deles se alastra como câncer... (2ª Timóteo 2.16-17)”.

Não existe pecado em amar os dias atuais. Fomos programados e criados para viver este mundo onde estamos, assim como trilhar o caminho da eternidade. Desta forma, é preciso aprender a amar os dias atuais e multiplicar este amor sobre os que não o tem, demonstrando claramente que “Quem quer amar a vida, e ver os dias bons, deve refrear a sua língua do mal, e não permitir os seus lábios falarem engano (1ª Pedro 3.10)”.

Deixar as mágoas (Facas nas suas costas...)
Não há ser humano sem uma carga de sofrimento, sendo possível apenas diferenciar estar cargas entre maiores e menores. Ao longo da vida os traumas surgem como fontes de programação neuropsíquica, atuando diretamente sobre a alma do indivíduo. São exatamente os traumas as ferramentas encontradas pelo organismo para criar as defesas mentais e espirituais em momentos de estresse, perigo ou outros sentimentos aflorados.

Como se sabe, “a diferença entre o remédio e o veneno é apenas a dose”, então quando mágoas (traumas) revelam-se superiores à capacidade de autocontrole, ao invés de fazerem bem, acabam por gerar consideráveis prejuízos à vida.

Estas são as palavras inesquecidas, os traumas recorrentes e os ecos de uma vida, por vezes repleta de dificuldades, insuperáveis para um determinado padrão espiritual ou raciociniológico, configurando-se como verdadeiras facas cravadas nas costas de vidas sofredores, incapazes de conviver com a dor exacerbada nos seus corações.

Perdoar é o caminho, esquecer é a solução. O texto em Mateus 5.38-39 é muito objetivo quando diz: “Vocês ouviram o que foi dito: olho por olho, e dente por dente, mas eu lhes digo, não resistam ao perverso. Se alguém o ferir na face direita, ofereça-lhe também a outra.

ASSIM SEREMOS MAIS QUE VENCEDORES
ROMANOS 8.37-38 – Mas em todas estas coisas somos mais que vencedores, por aquele que nos amou. Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem principados, nem coisas presentes, nem futuras, nem potestades, nem a altura e nem a profundidade, nem qualquer outra criatura nos poderá separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.

Siga os passos deste estudo, ore sempre com fé em busca da direção certa, absorva os aprendizados e certamente a sua vida o levará a uma vida transcendente a vitória.

Você aportará em um ambiente de paz, e regozijo, tal e qual como se o podium da vitória estivesse 24 horas disponível.

Seja livre! Seja mais que vencedor deixando para trás o que prejudicava a sua vida e olhando para o grande futuro reservado por Deus para você.

Pr. Altamir de Souza.
Na visão de multidões.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

Amar o próximo e os seus significados



Se alguém afirmar: “Eu amo a Deus”, mas odiar seu irmão, é mentiroso, pois quem não ama seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê (1ª Jo 4.20)


Uma experiência particular
Certa ocasião, muito antes de entregar minha vida a Jesus, ainda trabalhando como repórter policial na região de Guarulhos e Arujá, regiões metropolitanas de São Paulo, deparei-me com um jovem de aproximadamente 16 anos. Ele havia sido baleado, provavelmente algumas horas antes da minha chegada àquela pauta

Naquele momento deixei um pouco de lado o profissionalismo jornalístico e tomado pela emoção, resolvi ajudar aquele jovem. Larguei então a máquina fotográfica, o “caderno de anotações”, e do meu jeito, tentei dar a ele algum alento em relação ao momento terrível e de dor que estava passando.

Neste mesmo tempo, um amigo de muitos anos e parceiro fotógrafo me disse: “Está dando uma de bom samaritano?”.


Àquela época, muito antes de me converter, eu jamais imaginaria estar vivendo uma versão contemporânea da história contada por Jesus a um mestre da Lei.

Uma parábola atual
De fato, esta é uma das parábolas de maior expressividade e popularidade até os dias atuais, provavelmente porque, assim como tudo o que Jesus faz, ela está envolta em um significado muito importante para todos.

Para dar seguimento a este devocional, sugere-se a leitura atenciosa do texto bíblico a seguir.

Lucas 10.25-37

A parábola do bom samaritano.

Certa ocasião, um perito na lei levantou-se para pôr Jesus à prova e lhe perguntou: “Mestre, o que preciso fazer para herdar a vida eterna?” 26 “O que está escrito na Lei?”, respondeu Jesus. “Como você a lê?” 26 Ele respondeu: “Ame o Senhor, o seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma, de todas as suas forças e de todo o seu entendimento e Ame o seu próximo como a si mesmo. 28 Disse Jesus: “Você respondeu corretamente. Faça isso, e viverá”. 28 Mas ele, querendo justificar-se, perguntou a Jesus: “E quem é o meu próximo?” 30 Em resposta, disse Jesus: “Um homem descia de Jerusalém para Jericó, quando caiu nas mãos de assaltantes. Estes lhe tiraram as roupas, espancaram-no e se foram, deixando-o quase morto. 31 Aconteceu estar descendo pela mesma estrada um sacerdote. Quando viu o homem, passou pelo outro lado. 32 E assim também um levita; quando chegou ao lugar e o viu, passou pelo outro lado. 33 Mas um samaritano, estando de viagem chegou onde se encontrava o homem  e, quando o viu, teve piedade dele. 34 Aproximou-se , enfaixou-lhe as feridas, derramando nelas vinho e óleo. Depois colocou-o sobre o seu próprio animal, levou-o para uma hospedaria e cuidou dele. 35 No dia seguinte, deu dois denários ao hospedeiro e lhe disse: “Cuide dele. Quando eu voltar lhe pagarei todas as despesas que você tiver”. 36 “Qual destes três você acha que foi o próximo do homem que caiu nas mãos dos assaltantes? 37 “Aquele que teve misericórdia dele”, respondeu o perito na lei. Jesus lhe disse: “Vá e faça o mesmo”.

Quando estendemos os olhos com atenção ao mestre da lei, ao sacerdote, ao levita e o samaritano percebemos nítidos retratos capazes de representar situações absolutamente contemporâneas aos dias atuais.

O mestre
O mestre da lei representa os estudiosos.  Eles sabem o que Deus quer delas, conhecem as escrituras, porém ficam somente na teoria. Não praticam o que aprenderam, contentam-se consigo mesmos dentro dos seus entendimentos não externados, e assim estão constantemente sujeitos a contradições interiores, sociais e espirituais, refletindo uma intepretação tendenciosa das Escrituras.

O sacerdote
O sacerdote é o líder religioso. E quantos temos atualmente tal e qual nesta parábola, os quais, achando-se importantes em excesso, acabam sendo prisioneiros do seu orgulho, tornando vítimas todos à sua volta.

Atualmente vive-se uma crise eclesiástica digna de uma nova reforma. Certamente se Martinho Luthero olhasse para a generalidade da igreja evangélica atual, teria a clara visão de que a próxima reforma a ser feita deverá ser exatamente dentro da igreja protestante.

O levita
O levita, representa as pessoas para quem parece ser suficiente seguir formalidades religiosas, trabalhar na igreja de uma forma ou de outra, frequentá-la e observar algumas poucas regras práticas. Vale lembrar, levitas não sãos as pessoas encarregadas de louvar na igreja. Isto, na realidade é um erro exegético criado há muitos anos, de onde se compreendeu chamar cantores e instrumentistas de levitas.

Levitas biblicamente são as pessoas envolvidas em todo tipo de obra ministerial. Os levitas carregam a igreja atual nas costas, assim como carregavam a Arca da Aliança.

Estas pessoas encontram dificuldades pelo fato de estarem envolvidos na obra, “mas na obra apenas”, quando na realidade, Deus pede para envolverem-se com pessoas.

Jesus deu ordens para “amar o próximo”, “perdoar pessoas”. Nunca disse para amar coisas, bastando para tal lembrar de quando Ele conversa com o jovem rico e lhe diz em Mateus 19.21 – Se você quer ser perfeito, vá, venda os seus bens e dê o dinheiro aos pobres, e você terá um tesouro nos céus. Depois venha e siga-me.

Pode até parecer estranho, ler algo neste sentido, em especial se você, leitor de Palavra e Mensagem, é um obreiro (levita), mas compreenda o seguinte: Por vezes o obreiro não percebe que ao longo do tempo se tornou escravo do prédio e não servo de pessoas.

O tempo passa, as obrigações vêm e aos poucos as pessoas vão sendo colocadas de lado em prol de “arrumar, reformar, aumentar, enfeitar a casa”.

Nisto, ao passar pelo doente, sequer são vistos, dado o grande número de situações e problemas a serem resolvidos além de pessoas.

O amor do samaritano
O samaritano é aquele que nos surpreende. Ele não pensa, faz. Não precisa de cargo, e sim de atitude, não se preocupa com consequências e sim com resultados.

Ele é a prova verdadeira de um padrão de amor sublime, que tudo vê, mas também tudo sofre, e exatamente por sentir a dor do outro não mede custos materiais para investir em uma alma. Ele é capaz de fazer sem ser visto, doar sem colocar foto nas redes sociais, e abençoar mesmo sem ter uma perspectiva de qual será o seu “prejuízo”. Foi por isto que ele disse: “Cuide dele. Quando eu voltar lhe pagarei todas as despesas que você tiver.

O samaritano mostra a pequenez da religião e a grandeza do amor de Cristo, que quando contamina os seus filhos é capaz de fazer milagres e maravilhas, sem a necessidade de estar ligado a um cargo.

Aliás, esta é uma grande lição: Ser samaritano é não ter cargo, mas compreender o encargo do amor de Cristo sobre toda a criação e sem exceção.

A imanência de Deus em tudo e em todos, segundo a teologia, faz compreender ser possível a todos conhecerem a essência de Deus, mesmo sem conhecer a história de Deus. Ou seja: Pessoas não acostumadas à leitura da bíblia, por vezes fazem muito mais do que leitores assíduos.

Isto porque inexplicavelmente elas estão repletas de algo soberano, uma faísca de Espírito, capaz de elevá-las a um plano superior e divino de caridade, amor e graça.

Deus não ensina religião, nem cria padrões de religiosidade. Ele conclama seus filhos ao amor cristocêntrico e gera nestes filhos a capacidade de entender e exercer este amor sublime. Veja se não é esta a afirmação do Apóstolo Paulo ao dizer em Efesio 3.16-18 – “Oro para que, com as suas gloriosas riquezas, ele os fortaleça no íntimo do seu ser com poder, por meio do seu Espírito, 17 para que Cristo habite no coração de vocês mediante a fé; oro para que, estando arraigados e alicerçados em amor, 18 vocês possam, juntamente com todos os santos, compreender, a largura, o comprimento, a altura e a profundidade, 19 e conhecer o amor de Cristo que excede todo conhecimento, para que vocês sejam cheios de toda a plenitude de Deus.

O samaritano não olhou “cara”, também não olhou “coração”, ele olhou vida.

Você já percebeu como muitas vezes cristãos “de carreira” se afastam de pessoas, pela cara e pelo coração delas? Pois bem, amar a todos sem exceção não é se trata de religião e sim de cristocentrismo absoluto.

Não foram os mestres, sacerdotes ou levitas a nos ensinar e sim um homem de fora, tal e qual como se víssemos, nos dias atuais, pessoas de outras religiões em atitudes muito mais próximas as de Jesus do que as dos próprios cristãos.

Menos religiosidade, mais atitude cristã
Para ter este “samaritano” dentro de você, é necessário antes permitir-se receber o amor de Deus, compreendendo-o como uma via de mão dupla, entendendo que amor não é apenas e tão somente um sentimento, mas é também uma atitude.

Tome uma atitude agora! Quebre os seus dogmas religiosos e parta para a luta! Trabalhe por pessoas e não por prédios, por vidas e não por números. Certamente o mundo será melhor com você e por você a partir deste novo ponto de vista.

Pr. Altamir de Souza
Na visão de multidões.