segunda-feira, 16 de março de 2015

O poder da oitava aliança



TEXTO BÍBLICO – ZACARIAS 9.11-13 (13-17) – Quanto a você, por causa do sangue da minha aliança com você, libertarei os seus prisioneiros de um poço sem água. 12 Voltem à sua fortaleza, ó prisioneiros da esperança; pois hoje mesmo anuncio que restaurarei tudo em dobro para vocês. 13 Quando eu curvar Judá como se curva um arco e usar Efraim como flecha, levantarei os filhos de Sião contra os filhos da Grécia, e farei Sião semelhante a espada de um guerreiro.

Esboço da mensagem pregada dia
 15/03/2015 no Ministério Imueg. 

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TEXTO BÍBLICO AUXILIAR - 14 Então o senhor aparecerá sobre eles; sua flecha brilhará como o relâmpago. O Soberano, o Senhor tocara a trombeta e marchará em meios as tempestades do Sul; 15 o Senhor dos Exércitos os protegerá. Eles pisotearão e destruirão as pedras das atiradeiras. Eles beberão o sangue do inimigo como se fosse vinho; e estarão cheios como a bacia usada para aspergir água nos cantos do altar. 16 Naquele dia o Senhor, seu Deus, os salvará como rebanho do seu povo, e como jóias de uma coroa brilharão em sua terra. 17 Ah Como serão formosos! O trigo dará vigor aos rapazes, e o vinho às moças.

       Muito antes do nascimento do nosso Senhor Jesus Cristo, o homem vivia em torno de alianças. Havia entre os seres humanos uma forte de necessidade de estar aliançado a dois fatores essenciais para a sua vida: O primeiro fator era pertencer a um lugar, algo vital para o indivíduo, representando não só o seu habitat com também a sua identidade. Este hábito de estar fortemente vinculado ao lugar de origem, em geral um local muito próximo ao que chamamos na atualidade de cidade, propagou-se por séculos até a era cristã, quando encontraremos alguns nomes como Saulo de Tarso. Veja que o sobrenome atribuído ao apóstolo Paulo refere-se a Tarso nome da cidade de onde proveio, fundada por Senaqueribe e com mais de 9.000 anos de história. Encontramos também Simão Cireneu, aquele que auxiliou Jesus na “Via Dolorosa”, vindo de Cirene, uma cidade Africana fundada cerca de 600 anos a.C., e ainda, no mesmo contexto, vamos contemplar o hábito explicito na vida do próprio mestre ao conhecê-lo como Jesus de Nazaré.
O segundo fator era a necessidade de adorar algo ou alguém. Diferente de nós cristãos e monoteístas, os povos antigos entendiam a necessidade de adorarem a diversos Deuses, sem contanto jamais deixar de adorar. Os romanos, por exemplo, na sua antiguidade possuíam um agrupamento hierárquico de divindades que compunham a “tríade arcaica” composta pelos Deuses Júpiter, Marte, e Quirino. Muito diferente do explicitado pela ciência em torno do homem moderno chamado “Homo Sapiens” ou “O homem que sabe”, encontramos desde muito antes do “Homo Adorans” ou “O homem que adora”.
       Ao longo dos milênios a aliança configurou-se como um símbolo de união e de status representada muitas vezes por outros tipos de objeto que não necessariamente uma aliança física. Nos tempos bíblicos a representação de uma aliança poderia ser representada através de um cetro (aliança com o povo), coroa (aliança com o divino), brasão (aliança com a família), e finalmente a própria aliança, até hoje utilizada nos casamentos como símbolo moderno de fidelidade e compromisso mútuo.

O nosso Deus é de aliança
A palavra de Deus está repleta de textos referentes à aliança de Deus para com o homem: No Bereshit (Gênesis), 12 e versículo 2 encontramos a Aliança Abraâmica, umas das oito grandes alianças estabelecidas na palavra de Deus e onde se lê: “Farei de você (Abraão) um grande povo, e o abençoarei. Tornarei famoso o seu nome e você será uma benção”, no capítulo 41 do mesmo livro e versículo 42 encontramos o “Faraó, tirando o seu anel-senete e o colocando na mão de José”, e estabelecendo uma aliança com ele. Também no N.T. encontramos o texto em Lucas 15.22, na Parábola do Filho Pródigo, o seguinte texto: “Mas o Pai disse aos seus servos: Depressa! Tragam a melhor roupa e vistam nele. Coloquem um anel em seu dedo e calçados em seus pés” e agora vemos a figura do Pai, reafirmando a aliança com o filho. Ao longo de todos esses séculos encontraremos o Pai estabelecendo e restabelecendo alianças com o seu povo e  o povo de Deus, de uma forma ou de outra quebrando estas alianças. Após muitas idas e vindas, de tanto ver quebradas as alianças entre criador e criatura a única solução encontrada foi estabelecer uma aliança codificada em João 3.16 onde o Pai estabeleceu a aliança marcada com o sangue do seu próprio filho. É lá onde lemos:

Porque Deus” - Ele é a própria aliança, “amou o mundo” -  estendeu sua aliança sobre nós, “de tal maneira” -  aliança cujo valor é impossível de medir, “que deu seu Filho Unigênito” -  certamente aliança mais preciosa, “para que todo o que nEle crer” - Aliança de fé de nós para com Deus, “não pereça” -  Aliança de fidelidade de Deus para conosco, “mas tenha vida eterna” -  Aliança Eterna de Deus para com a sua criação.

O que acontece quando a aliança é quebrada
       Conforme compreendemos através dos textos bíblicos desde o princípio quando Deus estabeleceu a primeira Aliança, chamada Edemica (Gn 2.16), a segunda chamada Adâmica (Gn 3.14), a terceira chamada Noética (Gn 9.16), a quarta Abraâmica (Gn 12.2), a quinta Mosaica (Ex. 19.5), a sexta Israelita (Dt. 30.3), e a sétima Davídica (2 Sm 7.16), a expectativa do Deus vivo era de que nenhuma dessas fosse quebrada a começar da primeira, entretanto isto não se confirmou e por causa disto sofremos muitas consequências acumuladas sobre as nossas costas até os dias atuais. Atualmente vivemos em um mundo de guerras, de escassez, de dificuldades variadas em todos os sentidos, onde somos privados de uma vida plena diante de Deus e das nossas necessidades humanas. Certamente, se você procurar lembrar-se encontrará em si, muitos anseios, preocupações, afrontas, para as quais nem sempre encontra uma causa. Este é o fruto das consequências e das circunstâncias pecaminosas sobrevindas ao longo dos milênios em nossas vidas, e trazendo prejuízos à nossa alma.
       O texto inicial desta mensagem (estudo) conta a respeito do profeta e sacerdote Zacarias, nome cuja tradução literal é “O Senhor se lembra”. Apesar de ter se tornado homem de destaque na comunidade judaica da sua época a vida de Zacarias nos ensina muito a respeito dos resultados de uma aliança quebrada com Deus. Cerca de 600 anos a.C. o povo Judeu estava afastado e desviado da presença de Deus. Sem a proteção divina Nabucodonosor que recentemente havia destruído o império Assírio, investiu contra Jerusalém e se apoderou da cidade. Este Nabucodonosor “revela-se” para nós como o próprio Diabo “buscando a quem tragar”. Sem nenhuma piedade ele vai tomar três atitudes que resultam na primeira fase da vida de Zacarias.

A PRIMEIRA – Nabucodonosor invadiu Jerusalém
       Quando conseguimos compreender a figura satânica em torno de Nabucodonosor e a partir de então transportamos este texto para os nossos dias neotestamentários, uma mensagem impactante abre-se sobre nós. O contexto histórico desta passagem resulta exatamente da invasão de Jerusalém por este rei babilônico. Mas o que seria Jerusalém para nós nos dias de hoje? O texto apocalíptico escrito pelo apóstolo João nos dois primeiros versículos do capítulo 21 dá uma direção: “Então vi novos céus e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra tinham passado, e o mar já não existia, 2 Vi a Cidade Santa, a nova Jerusalém, que descia dos céus, da parte de Deus, preparada como uma noiva adornada para o seu marido”. Perceba: O apóstolo João está vendo uma Jerusalém “espiritual” metafísica, desapegada de geografismos e ligada a um plano divino, consequentemente insubordinado ao espaço e o tempo. Isto nos mostra que esta “nova Jerusalém” não está ligada a Israel e sim representada em qualquer lugar onde esteja concentrado o povo de Deus. Quem sabe o seu bairro, a sua cidade, ou o seu País.
       Agora imagine um inimigo poderoso invadindo as fortalezas da nossa pátria. Imagine um exército de soldados do inimigo tomando a força o seu bairro, a sua cidade e quem sabe até o seu País. Que terrível não é? Pois foi exatamente como aconteceu em Jerusalém e é como acontece hoje quando a nossa aliança com Deus está quebrada. Agora você compreenderá melhor Mateus 12:43-45 – Quando um espírito imundo sai de um homem, passa por lugares áridos procurando  descanso. Como não o encontra, 44 diz: ‘Voltarei para a casa de onde sai’. Chegando, encontra a casa desocupada, varrida e arrumada. 45 Então vai e traz consigo outros sete espíritos piores do que ele, e, entrando, passam a viver ali. E o estado final daquele homem torna-se pior do que o primeiro. Assim acontecerá com esta geração perversa”. Alianças quebradas trazem destruição multiplicada para a nossa terra. Alianças quebradas trazem destruição para o nosso povo.

A SEGUNDA – Nabucodonosor destruiu o templo
       Então este rei inescrupuloso, representante de satanás já havia invadido Jerusalém e você já compreendeu que, transportando isto para os nossos dias atuais, falamos do nosso tempo e do nosso lugar. Agora vamos continuar este raciocínio e compreender o significado de “destruir o templo”. O apóstolo Paulo escreve na 1ª Carta aos Coríntios o seguinte: “Vocês não sabem que são santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em você? (3.16)”. Abra os seus olhos espirituais e compreenda: “Nós somos o templo atual!”, é em você onde habita o Espírito Santo de Deus. Então quando vemos o texto bíblico dizer “Nabucodonosor destruiu o templo”, podemos tranquilamente traduzir nos dias atuais “O diabo destruiu você”. Nabucodonosor entrou na cidade santa de Jerusalém, profanou e destruiu o templo. Quantas pessoas vemos assim na atualidade. O diabo entra numa cidade, casa ou família, depois disso ele assume o controle. Uma confusão generalizada se dá no lugar onde pai mata filho, filho mata pai, governadores matam seus governados e por ai em diante. Logo depois o inimigo profana o templo, em outras palavras o Diabo marca o templo como seu, fazendo deste um templo um adoratório em seu nome ou destruindo-o. Pare um pouco e tente imaginar o templo destruído. Tente imaginar um templo manchado cheio de imagens estranhas ao Deus original cultuado naquele lugar. Agora vá comigo até Efésios 5.27 e veja como a igreja deve apresentar-se ao Senhor: “...Gloriosa, sem mancha, nem mácula ou coisa semelhante, mas santa e inculpável”. Este é o segundo resultado para pessoas com aliança quebrada: Perdem a glória de Deus sobre a sua vida, ficam manchadas pelo pecado e feridas pelo inimigo a tal ponto de não conseguirem reagir.

A TERCEIRA – Nabucodonosor levou o povo cativo
       Encontramos nos textos do profeta Habacuque uma clara descrição do cativeiro. O capítulo 1 diz: “6 Estou trazendo os babilônicos, nação impetuosa, que marcha por toda a extensão da terra para apoderar-se de moradias que não lhe pertencem. 7 É uma nação apavorante e temível, que cria a sua própria justiça e promove a sua própria honra. (...) 14 tornas-te os homens como peixes do mar, como animais que não são governados por ninguém. 15 O inimigo puxa todos com anzóis , apanha-os em sua rede e nela os arrasta; então alegra-se e exulta. 16 e por essa razão ele oferece sacrifício à sua rede e queima incenso em sua honra, pois, graças à sua rede vive em grande conforto e desfruta iguarias”. Neste contexto compreendemos a escravidão como inevitável a quem perdeu sua aliança com Deus e pior ainda é ver o inimigo tripudiando sobre a sua vida, sobre a sua família e sobre o seu ministério, lançando as suas redes e abusando de todas as formas do povo de Deus sem que o seu grito de socorro seja ouvido. Para o próprio Deus não é um momento terrível ver seu povo assim. Isto está declarado em Eclesiastes 6.1-2 –“Vi ainda outro mal debaixo do sol, que pesa bastante sobre a humanidade. 2 Deus dá riquezas, bens e honra ao homem, de modo que não lhe falta nada que os seus olhos desejam; mas Deus não lhe permite desfrutar tais coisas, e outro as desfruta em seu lugar. Isso não faz sentido; É um mal terrível”. Como aprendemos com Habacuque, cativeiro é lugar de sofrimento. Pessoas levadas para o cativeiro e que não conseguem livrar-se dele geram filhos neste mesmo cativeiro, e por isto vemos tantas famílias sofrendo uma geração após a outra em virtude dos mesmos problemas. Vejam o próprio Zacarias: Ele nasceu em uma terra distante, longe de Deus, dos costumes do seu povo e da sua crença. Sua vida desde a infância foi desenvolvida em um ambiente de derrotas, tristezas e sofrimentos. De fato, sua infância nunca existiu pois como ter infância sem poder desfrutar dela com a liberdade exigida por uma criança? Veja se não falamos de algo tremendamente atual? Famílias inteiras escravizadas por causa de drogas, dívidas, doenças, problemas psicológicos, espirituais que nunca se curam ou nunca se resolvem.

MAS COMO SAIR DO CATIVEIRO?
Muito provavelmente você tenha se identificado com algumas das situações desta mensagem (estudo). Certamente, da mesma forma como identificou-se com elas também deve estar questionando consigo sobre como fazer então? Como se livrar do cativeiro, da dominação pelo inimigo e todos os seus resultados? Vamos consultar a vida do profeta Zacarias e encontrar as respostas para vencer todas estas barreiras e ataques do inimigo. Abra o seu coração para Deus e permita-se ser tomado pela presença do Espírito Santo sobre a sua vida.

Você tem um nome e Deus se lembra dele!
       O nome do profeta Zacarias significa – “E Jeová Lembrou-se”. Este nome não foi atribuído a Zacarias sem motivos. Era desejo do seu Pai Berequias profetizar sobre a vida de seu filho ao dar-lhe um nome cujo significado é – “E Jeová Lembrou-se” mesmo estando no cativeiro.  Um dia seus pais resolveram criar você e consequentemente atribuíram-lhe um nome. Hoje você tem um nome, quer seja Roberto, Carlos, Marcelo, Maria, Andréia etc., entretanto há um segredo nisto tudo. Deus jamais esquece os seus filhos no cativeiro ou no deserto! Se o teu nome estiver escrito no livro da vida, pode vir a tribulação, pode vir a dificuldade mas Deus sempre irá lembrar-se de você. O texto em Daniel 12.1 diz – “Naquela ocasião Miguel, o grande príncipe que protege o seu povo, se levantará. Haverá um tempo de angústia como nunca houve desde o início das nações até então. Mas naquela ocasião o seu povo, todo aquele cujo nome está escrito no livro SERÁ LIBERTO!”.

Quando você aceitou Jesus, mergulhou nas águas e declarou o Senhor como seu único e legítimo salvador, mais um sobrenome foi acrescentado ao seu nome: DE CRISTO! Você pode ser Maria José, mas para Jesus é Maria José de Cristo, você pode ser Marcelo Moreira, mas para Jesus é Marcelo Moreira de Cristo.
JEOVÁ SE LEMBRA DE VOCÊ
E VOCÊ VAI SAIR DO CATIVEIRO!

Não tenha medo do deserto!
       Vamos abrir seus olhos quanto a Zacarias 9.12 – “Voltem à sua fortaleza, ó prisioneiros da esperança; pois hoje mesmo anuncio que restaurarei tudo em dobro para vocês”. Nesta visão recebida por Zacarias o Senhor está fazendo um convite para o seu povo: VOLTEM À SUA FORTALEZA! Um dia Deus lembrou-se de Zacarias. Preso na Babilônia, humilhado, sem poder cultuar e sem poder adorar. Zacarias estava debaixo da opressão e da humilhação do inimigo. De repente o Senhor disse: “Zacarias! Volte para Jerusalém (sic)”. Mas entre a Babilônia e Jerusalém havia uma grande distância, mais especificamente uma grande distância de 1.500 quilômetros. Agora volte alguns milhares de anos atrás e tente imaginar uma jornada de 1.500 quilômetros pelo deserto sem carros ou aviões. Estamos falando de uma viagem de quase dois meses! Vamos melhorar um pouco a sua imaginação e lembrar que o deserto gera temperaturas de 45 graus, com sensação térmica de 50 durante o dia e durante à noite esta temperatura cai para apenas 5 graus. No caminho, certamente ladrões tentariam atacá-lo com suas flechas e roubá-lo. Pense em um local onde se encontrariam muitas serpentes e escorpiões e não haverá lugar mais certeiro do que o deserto. Porém, se Zacarias quisesse voltar à Jerusalém e ajudar na reconstrução seria preciso enfrentar o deserto.
       Trazendo isto para nossa atualidade o deserto desponta como a nossa realidade de vida. Muitas pessoas tem medo de enfrentar os seus problemas e preferem apenas escondê-los como roupas velhas no fundo de uma gaveta. O problema é que de vez em quando costuma-se abrir esta gaveta e “vestir uma dessas roupas”, revivendo tudo novamente. É quando vestimos a roupa da cólera, ou da depressão, quando voltamos a praticar as coisas do passado, atacados pelas pestes sorrateiras, e quando nos sentimos humilhados por situações do passado, enfim. Quando Zacarias foi convidado a fazer esta viagem ele, de fato, estava sendo desafiado a enfrentar os seus medos para chegar finalmente à vitória e agora é a hora da sua vitória! Coloque para fora os seus medos, as suas dúvidas e os seus traumas. Não deixe nada em seu coração porque o Senhor deseja fazer aliança com você. Agora é a hora da aliança, momento da sua vitória pois neste deserto há uma nuvem protegendo sua vida e uma coluna de fogo direcionando à noite.

Declare ao Senhor! 
VOCÊ, PRISIONEIRO DA ESPERANÇA
Aquele que habita no esconderijo do altíssimo e descansa à sombra do Todo Poderoso, 2 pode dizer ao Senhor: “Tu és o meu refúgio e a minha fortaleza, o meu Deus em quem confio”. 3 Ele o livrará do laço do passarinheiro e do veneno mortal. 4 Ele o cobrirá com as suas penas, e sob as suas asas você encontrará refúgio a fidelidade será o seu escudo protetor. 5 Você não temerá o pavor da noite, nem a flecha que voa de dia, 6 nem a peste que se move sorrateira nas trevas, nem a praga que devasta ao meio dia. 7 Mil poderão cair ao seu lado, dez mil à sua direita, mas nada o atingirá”. Hoje o Senhor está declarando que você vai receber em dobro tudo o que buscou!

Você estava triste?
RECEBA ALEGRIA EM DOBRO!

Você está doente?
RECEBA SAÚDE EM DOBRO!

Você está com medo
RECEBA CORAGEM EM DOBRO!

A 8ª ALIANÇA
       Veja como Senhor é tremendo: Com quase 600 anos de antecedência Deus está colocando a 8ª ALIANÇA na boca de Zacarias. O texto diz – “Quanto a você, por causa do sangue da minha aliança com você, libertarei os seus prisioneiros de um poço sem água (Zc 9.11)”. Através da vida e da coragem de Zacarias encontramos codificada a aliança que está por vir sobre o povo de Deus encontrada em Gálatas 8.8 onde se lê: “Estão chegando os dias, declara o Senhor, quando farei uma nova aliança com a comunidade de Israel e com a comunidade de Judá”. Compreenda isto: Esta é a visão de Deus a respeito do seu povo, retidos em um tanque sem água, de fato, uma cova de onde é impossível sair pelas próprias mãos, porém aqueles aliançados com Ele serão resgatados. Este é o desejo do Senhor para a sua vida, e este são os planos estipulados para os seus próximos passos a partir de agora. Se você puder abrir os seus olhos e o seu coração também poderá contemplar a glória de Deus sobre a sua vida e sobre as promessas contidas nesta mensagem.

PRIMEIRO – Vai ser de repente
       Atente para o versículo 14 – “Então o senhor aparecerá sobre eles; sua flecha brilhará como o relâmpago”. Muitas pessoas acreditam estar vivendo longe do tempo em que chegará a oitava aliança, porém o texto diz o contrário: A sua flecha brilhará como um relâmpago! Muito provavelmente estaremos vivendo um momento semelhante a este (culto) quando isto acontecer. De fato, você já pode experimentar esta aliança a partir de agora! Basta abrir o seu coração e clamar ao Senhor, voltando-se para Ele sem dúvidas e nem questionamentos.

Pode ser hoje! Pode ser agora! Deus aparecerá na sua vida como relâmpago e livrará você e sua família de todo sofrimento!


SEGUNDO – Deus no controle das suas preocupações
       O texto ainda diz – “O Soberano, o Senhor tocara a trombeta e marchará em meios às tempestades do Sul”. Estas tempestades referem-se às tormentas sofridas ao longo da vida. Deus irá marchar em direção a elas e as vencerá por você através do toque das trombetas que representam o alarido dos anjos do Senhor em direção aos levantes na sua vida.

Deixe tocar as trombetas do Senhor sobre todos os seus problemas. Não há tempestade capaz de suportar o poder do Espírito Santo de Deus e Ele está sobre a sua vida!


TERCEIRO – O Fim das pedradas
       No versículo 15 está escrito: “15 o Senhor dos Exércitos os protegerá. Eles pisotearão e destruirão as pedras das atiradeiras”. Há um ditado popular que diz – “Crente tem telhado de vidro”. Isto significa que estamos sempre sendo acusados, afrontados e o inimigo está constantemente tentando destruir a nossa proteção. Porém se esta aliança estiver sobre a sua vida todas as pedras lançadas contra você serão antes quebradas!

De hoje por diante toda pedra lançada contra a sua vida chegará quebrada sobre você. Não terá efeito, você não vai sentir e estará protegido sobre o escudo do Altíssimo!


QUARTO – Separação e autoridade
       Preste atenção ao versículo 16 – Naquele dia o Senhor, seu Deus, os salvará como rebanho do seu povo, e como Jóias de uma coroa brilharão em sua terra”  - Haverá um dia, em quando Deus irá tirar o seu povo do mundo. Mateus 13.30 diz – “Deixem que cresçam juntos até a colheita. Então direi aos encarregados da colheita: Juntem primeiro o joio e amarrem-no em feixes para ser queimado; depois juntem e trigo e guardem no meu celeiro”. Este é o plano de Deus, você será separado do meio dos mentirosos, feiticeiros, idólatras e outros pecadores contumazes. Haverá nesta terra um fogo consumidor para os que ficarem (o joio) mais quente do que qualquer outra chama física e aí serão tragados todos os pecadores. Por que falamos a respeito de uma chama “mais quente do qualquer outra chama física? Porque esta chama não será de fato um fogo, mas sim um tipo de sofrimento intrínseco ao padrão comportamental, psicológico e espiritual de cada um. Perceba: Algumas pessoas, por suas diversas características de alma compreendem de forma diferente determinados sofrimentos comuns a todos os seres humanos. Alguns indivíduo, por exemplo superam com mais facilidade a dor de uma perda na família, outros por sua vez não suportam. Para compreender esta “chama” a fórmula seria imaginar esta determinada dor da perda de um ente querido, e multiplicá-la por 100 ou quem sabe por mil. Humanamente impossível de imaginar não é? Pois é sobre este tipo de chama que nos referimos. O texto ainda diz – “e como jóias de uma coroa brilharão em sua terra”. Vamos compreender melhor isto lendo o único capítulo do livro de Judas nos versículos 14 e 15 – “E destes profetizou também Enoque: Eis que é vindo o Senhor com milhares de seus santos, 15 para fazer juízo contra todos e condenar dentre eles todos os ímpios, por todas as suas obras de impiedade, que impiamente cometeram, e por todas as duras palavras que ímpios pecadores disseram contra ele. Também podemos ler a pergunta de Paulo aos Coríntios na sua primeira carta – “Vocês não sabem que os santos hão de julgar o mundo (6.2)”?

É você quem, depois de arrebatado, depois de ter passado tempos à mesa comendo do fruto da vida eterna será equipado com cavalo e espada para vir julgar os blasfemos.

Você irá brilhar sobre todo o pecado do mundo, lutando contra os que se levantaram contra você. A besta que outrora tentou marcar a sua vida será marcada pelo fio da sua espada!

QUINTO – Homens fortes, mulheres sadias!
       Acompanhe comigo o texto – “17 Ah Como serão formosos! O trigo dará vigor aos rapazes, e o vinho às moças”. A 8ª Aliança vai restaurar todo o vigor perdido ao longo dos anos. Os homens serão reforçados com o melhor trigo, não um trigo comum e físico, mas um trigo puro, do qual é feito o “Pão vivo que desceu dos Céus”. Este é o alimento separado para o povo de Deus. Ao mesmo tempo, o Senhor separa para as mulheres o “vinho da alegria”. Mulheres são mais emocionais que os homens, tem mais dificuldades nesta área. Deus conhece o coração das mulheres e lhes deixa uma promessa: O Vinho dará vigor às moças! Mas assim como o trigo dos homens este vinho também não será físico e sim espiritual. Deus não quer pessoas embriagadas com o vinho físico e sim com o vinho espiritual.

Homens sejam renovados pela 8ª Aliança, receba hoje e creia que Deus é contigo, para tirar-lhe da Babilônia e recolocar em Jerusalém. Mulheres creiam no poder de Deus e sejam renovadas com o vinho espiritual da alegria. A 8ª Aliança lhe pertence!


pr. altamir de souza
Na Visão de Multidões!
Shalom Aleichem, Aleichem Shalom
A paz seja convosco, convosco esteja a paz



Todos os nossos textos estão liberados para pregações e estudos,  porém a publicação, quer seja por meios físicos ou eletrônicos só poderá ser feita mediante a autorização expressa do autor. 

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

A igreja solteira

        

         Aquele deveria ter sido um dos dias mais especiais na vida de uma linda jovem. Durante 12 meses ela havia se preparado para um dos momentos mais esperados na vida de uma mulher. Foram meses de expectativa e preparação, distribuição de convites para muitos queridos amigos e parentes, a escolha do melhor vestido, do melhor lugar para a realização do evento e agora as coisas estavam finalmente acontecendo. Um lindo casamento  iria ocorrer entre um homem e uma mulher apaixonados. A partir do momento em que o sacerdote abençoasse aquela união os dois passariam a ser apenas uma só carne e deveriam então sentir as mesmas coisas, viver os mesmos momentos, atravessando juntos os mares tortuosos e as calmarias. Tudo isto seria um grande sonho se algo estranho não estivesse acontecendo. Onde estava o noivo? Ao que se sabe e pela tortuosa tradição, é a noiva quem geralmente se atrasa, mas naquele dia já passava a hora marcada e o noivo não aparecia. Passadas algumas horas, depois de tentarem encontrá-lo em todos os cantos possíveis, uma expressão de desânimo começou a tomar todos os presentes. A pobre noiva já não se continha em sua ansiedade e um misto de desespero e decepção tomava o seu coração apertado. Findado o prazo estipulado para a cerimônia não havia outra solução se não comunicar aos poucos convidados ainda presentes o óbvio: O noivo não viera, não cumpriu os votos! Deixou a pobre noiva triste e desesperada em pleno altar e  naquele momento os anos de espera e os 12 meses de preparação transformaram-se em horas concentradas de desespero e decepção resumidos em uma dor pontiaguda no coração daquela jovem noiva, tão absurdamente envergonhada diante de todos os seus conhecidos, amigos e familiares.
        Talvez você esteja se perguntando: “Mas que pregação (estudo) mais estranha é esta?”, que negócio é este de noiva abandonada no casamento? Isto pode parecer estranho a princípio mas é uma das maiores verdades existentes na atualidade da igreja cristã e consequentemente para aqueles que fazem parte do seu corpo: A IGREJA ESTÁ SOLTEIRA! Mais do que isto, a igreja corre sério risco de ser abandonada em pleno altar. Neste sentido, pelas misericórdias do Senhor vamos discorrer a respeito deste tema trazido por Deus ao meu coração, crendo que será um momento de aprendizado, avivamento e bênçãos para você e para a sua família. Que a gloriosa paz de Deus lhe permita receber e compreender esta mensagem.

Abra a sua bíblia no livro daquele considerado O MAIOR PROFETA do antigo testamento, filho de Amoz, que era irmão do rei Uzias, contemporâneo do rei Ezequias, tendo vivido cerca de 700 anos antes de Cristo. Seu nome é Yesha’yahu, ou Isaias para nós, cujo significado é “Deus é Salvação”.

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        Isaias é conhecidamente um dos profetas messiânicos do antigo testamento. Isto acontece porque grande parte dos textos encontrados no livro cuja maior parte da autoria é atribuída ao seu nome, contém profecias a respeito dAquele que haveria de vir para retirar o pecado do mundo. É no Tanakh (Escrituras hebraicas do antigo testamento) onde encontramos o glorioso capítulo 51 e as suas palavras – “(...) Ele não tinha qualquer beleza ou majestade que nos atraísse, nada havia na sua aparência para que o desejássemos. (...) Certamente ele foi transpassado por causa das nossas transgressões, foi esmagado por causa por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos trouxe paz estava com ele, e pelas suas feridas fomos curados. (...) Ele foi oprimido e afligido, e contudo não abriu a boca, como um cordeiro foi levado para o matadouro, e como uma ovelha que diante de seus tosquiadores fica calada, ele não abriu a boca” e além destas muitas outras capazes de fazer este profeta ser citado cerca de 400 vezes pelos profetas do novo testamento.
Uma leitura desatenta pode atribuir os textos iniciais do profeta Isaias a quem, de fato, não seja interessado, mas basta ir ao início do livro para ter uma visão ampla e abrangente. Isaias começa o seu livro dizendo: “Visão que Isaias, filho de Amoz, teve a respeito de Judá e Jerusalém...”. Ora! Quem habitava nesta região senão o próprio povo separado e escolhido do Senhor. Isaias está falando de um povo, que havia se apartado do verdadeiro sentido da palavra de Deus. As sinagogas estavam mais preocupadas com as ofertas do que com a purificação das almas, e foi por isto que ele disse: “Para que me oferecem tantos sacrifícios? Para mim chega de holocaustos de carneiros e da gordura de novilhos gordos. Não tenho nenhum prazer no sangue de novilhos, de cordeiros e de bodes”.  A visão espiritual trazida pelo profeta mostrava um povo preocupado em comprar as suas bênçãos por meio de ofertas polpudas a Yavé Deus. As sinagogas estavam mais preocupadas com eventos POPs do que com os cultos de ensinamento, doutrinas e avivamento e por isto disse o profeta: “Suas festas da lua nova e suas festas fixas, eu as odeio. Tornaram-se um fardo para mim; não as suporto mais!”. As sinagogas estavam cheias de homens pecadores, cheios deles e sem nenhum arrependimento, entrincheirados nas suas vestes rabínicas que só lhes traziam status e por causa deste status muitos lutavam, matavam e dividiam-se em mais e mais congregações. Não por acaso, o profeta nas suas revelações disse: “Venham, vamos refletir juntos, - diz o Senhor. “Embora os seus pecados sejam vermelhos como a escarlate, eles se tornarão brancos como a neve; embora sejam rubros como a púrpura, como a lã se tornarão”. Desta forma chegamos a um dos textos emblemáticos deste profeta, os quais só podem ser compreendidos se apreciados de forma muito espiritual. Por favor, vá comigo até o capítulo 4 onde leremos apenas os dois primeiros versículos com suas eternizadas palavras:

 “Naquele dia sete mulheres agarrarão um homem e lhe dirão: “Nós mesmas providenciaremos nossa comida e nossas roupas; apenas case-se conosco e livre-nos da vergonha de sermos solteiras!” 2 Naquele dia o Renovo do Senhor será belo e glorioso, e o fruto da terra será o orgulho e a glória dos sobreviventes de Israel”.

        Encontramos neste texto uma série de códigos que se bem compreendidos podem levar você a um mergulho profundo na sua espiritualidade capaz moldar o seu caráter, a sua personalidade, a sua fé e o seu entendimento a cerca de muitas coisas dentro dos prospectos de santidade esperados por Yavé Deus na sua vida.  Se os seus ouvidos (ou olhos) estiverem prontos e dispostos a receber, tenho certeza de que esta palavra (este estudo) poderá impactar de maneira muito positiva a sua vida e a vida da sua família.

Um dia inesperado de dor e tristeza
        O primeiro texto grafado nesta visão do profeta Isaias é: “Naquele dia”. As duas palavras unidas apontam para um momento no tempo e no espaço que vai acontecer, sem contudo haver uma data específica e derradeira. Ao dizer “naquele dia”, o texto apontara para um futuro que poderia ter sido mais próximo ou que poderá ainda ser muito distante do espaço-tempo onde estamos situados na atualidade, entretanto ele é enfático: Vai haver um dia! Isto me faz lembrar os textos proféticos de Atos dos Apóstolos. O capítulo primeiro nos informa que Jesus havia apresentando-se aos seus discípulos por quarenta dias dando-lhes muitas provas de que estava vivo. Depois de ordenar que não saíssem de Jerusalém Ele disse: “Esperem pelo meu Pai, pois João os batizou com água, mas dentro de poucos dias vocês serão batizados com o Espírito Santo”. Diz o texto que os discípulos atônitos lhe perguntaram – “Senhor é neste tempo que vais restaurar o Reino a Israel?” e o Messias respondeu – “Não lhes compete saber os tempos ou as datas que o Pai estabeleceu pela sua própria autoridade, mas receberão poder quando o Espírito Santo descer sobre vocês, e serão minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da Terra”. O Messias mal havia acabado de falar e ali mesmo, na frente dos seus discípulos, foi levado às alturas ao mesmo tempo em que eles eram cobertos por uma nuvem de glória. O texto diz que “de repente” surgiram diante deles dois homens vestidos de branco os quais lhes disseram: “Ei, varões Galileus, porque vocês estão olhando para o céu? Este mesmo Jesus que dentre vocês foi levado aos céus, voltará da mesma forma como o viram subir”.

Naquele dia deixou de ser ontem, mas pode ser agora! Do mesmo Jeito que ele subiu, inesperadamente, vai retornar inesperadamente e você precisa apresentar-se a ele conforme diz a palavra “como igreja gloriosa, sem mancha, nem ruga ou coisa semelhante, mas santa e inculpável (Ef. 5.27)

O número sete
       
Encontramos aqui um dos maiores simbolismos encontrados na palavra de Deus. O sete representa a perfeição, o número cabalístico (misterioso, enigmático) e ao mesmo tempo profético. Todas as vezes que o número sete aparece no Sefer Torá, ou na nossa santa e indivisível bíblia cristã, algo tremendo acontece. Se recorrermos ao Bereshit, o livro do começo, o próprio capítulo 1.1 diz: “No princípio, criou Deus o céus e a Terra”. Mesmo com mais de 3.500 anos de idade (considerando a escritura do texto e não o tempo referente aos fatos) esta é uma frase cuja tradução original hebraica está composta em torno de sete palavras. Muitas das intervenções de Deus em relação ao homem, estão representadas em torno de sete atitudes, sete objetos, sete lugares. O sete, em geral representa o fim escrito por Deus para um determinado fato, de forma que quando completado, nada se poderá acrescentar e nada se poderá tirar. Apesar de nós, mortais, humanos e desatentos, entendermos a bíblia como um conjunto de parágrafos, palavras e sinais, a bíblia de fato é composta de números que se compõem entre si de uma forma muito além do limiar da nossa compreensão. Escolha uma pagina da bíblia! Ore a Deus e você encontrará nesta página a representação do sete, o número da perfeição de Deus. Avance um pouco mais e você verá na bíblia original hebraico-aramaica a representação do sete em todo o contexto morfológico e sintático. Acrescente a isto os 1.600 anos que se passaram desde o primeiro alfa até o último ômega da palavra de Deus, junte também os 66 livros e os mais de 40 autores e você verá como é difícil para alguém natural gerar tantas mensagens em torno do sete. Entre milhares de significados vamos destacar um simples, mas que talvez você ainda não tenha lido, ou quem sabe... contado. A palavra Hebraica para Deus é Elohim, com seis letras. Sua tradução é uma palavra no plural que significa Deus “Tri-uno”, ou seja “três em um”, em tempo o Pai, o filho e Espírito Santo. Quando este Deus triuno criou o homem o fez à sua imagem e semelhança também triuno com corpo, alma e espírito. Até agora temos Pai, Filho, Espírito Santo, Corpo, Alma e Espírito representando seis estruturas. Estas seis estruturas foram separadas por causa do pecado e redimidas pela cruz do calvário e o sacrifício do filho que se fez carne para receber nele as dores das nossas transgressões, então é na cruz onde estas seis estruturas são redimidas e onde o sete definitivamente se manifesta. Agora sim temos o sete! O Pai, o Filho, o Esírito Santo, A CRUZ QUE REDIME O PECADO DO HOMEM, o Corpo, a Alma e o Espírito.
Quer ver como isto se confirma em você mesmo. Abra os braços, verá uma cruz! Conte as partes dos membros: mão – braço – antebraço – tronco – antebraço – braço - mão = Sete! Achou pouco? Vejamos como a bíblia divide o corpo: Cabeça (Dt. 28.13)– Mãos (Sl 18.24) – Braços  (Dt 33.37) – Ventre  (Jó 1.21) – Pernas (Ap. 10.1) – Joelhos (Rm. 14.11) – Pés (Hb. 12.13), e adivinhe: Sete de novo! Quer ver isto confirmado matematicamente na bíblia leia João 17.21, os números de dentro (interior – alma e espírito) 7.(x)2 = 14, os números de fora (11 = homem-corpo) 1 + 1 = 2, e 14 dividido por 2 = 7 e a propósito o texto: “Para que todos sejam um, Pai, como tu estas em mim e eu em ti. Que eles também estejam em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste” .

A representação do homem e da mulher


        A mulher está configurada dentro da representação bíblica como a própria igreja, mas para isto deve desejar casar-se com o noivo que é Jesus.  A mulher que não deseja casar-se e não deseja ter filhos não pode representar a igreja pois não dará frutos e serão pelos nossos frutos que seremos considerados diante de Yavé Deus. Um dia o Senhor estará devidamente preparado e adornado para vir buscar a sua noiva e o fará através de um casamento cuja aliança jamais será quebrada novamente. Noivo e Noiva estarão juntos e unidos para sempre e definitivamente o que Deus uniu o homem jamais poderá separar pois seremos revestidos de glória e não de humanidade. O texto em Efésios 5.22 e 23 diz qual deve ser a posição desta igreja configurada em torno da figura da mulher e em relação a Deus: “Mulheres, sujeite-se cada uma ao seu marido como ao Senhor, pois o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da igreja, que é o seu corpo, do qual ele é o Salvador”.
        Ao mesmo tempo em que encontramos a igreja representada na figura da mulher que se faz noiva, também encontramos a figura do homem representando o Messias que vem em busca da sua igreja. O texto em 1ª. Timóteo 2.5 diz – “Pois há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens: o homem Cristo Jesus”. Neste sentido compreendemos a simbologia implícita em torno do homem e da mulher compreendendo claramente todas as ligações entre um e outro como algo santo, preparado por Deus e sempre voltado para as representações espirituais em torno do ser supremo ao qual veneramos.

A igreja está comendo o próprio
pão e vestindo a sua própria roupa
        Antes de continuar vamos lembrar que a igreja está representada em torno dos seus membros que formam um corpo e não das suas paredes formando um prédio. Um templo sem pessoas é só um prédio, um templo com pessoas é um adoratório tão poderoso que é capaz de mover a maior divindade do universo com apenas duas pessoas reunidas. É por isso que lemos em Mateus 18:20 – Pois onde se reunirem dois ou três em meu nome, ali eu estou no meio deles”. Quando falamos em torno do estado atual da igreja não falamos de prédios e sim de pessoas. Sendo assim poderíamos melhorar este título dizendo: “O estado atual dos cristãos que habitam a igreja de Yavé Deus”. E qual este estado? Deplorável. A visão de Isaias talvez jamais tenha sido tão atual quanto o que vemos nos dias de hoje. A igreja definitivamente resolveu ficar solteira, andar pelos seus próprios passos e pelos seus próprios entendimentos deixando a divindade completamente de lado. O que vemos são pessoas mais preocupadas com ofertas, eventos, megaconstruções e politicagens. Os textos bíblicos tem sido substituídos por mensagens de motivação sem conteúdo profético, no máximo com conteúdo místico mas sem base bíblica. Pessoas se entregam ao misticismo, rodando, caindo e até rastejando como cobras em cultos capazes de remontar as barbaridades cometidas pelos profetas de Baal e sua fiel seguidora Jezabel. A glossolalia (falar profético em línguas estranhas) tornou-se o centro da pregação e não o resultado, contrariando as palavras do apóstolo Paulo escrevendo à “toda torta” igreja de Corintos onde ele diz: “Quem fala em língua desconhecida edifica a si mesmo, mas quem profetiza edifica a igreja”. Milhares de pessoas estão desviadas do foco em torno dos mistérios da palavra de Deus, muito mais preocupadas com o tal “manto”, e sabe-se lá de onde tiraram este conceito.
        Estas sete mulheres representam as sete igrejas referenciadas pelo apostolo João na Ilha de Patmos quando recebeu a santa revelação do Apocalipse. Estas sete igrejas representam sete fases, ou sete modelos de igrejas representadas em torno de qualidades e falhas as quais o Senhor evidencia e adverte de forma sublime, deixando um rastro poderoso a ser seguido por todos os interessados em viver uma vida de santidade em relação aos mandamentos do Senhor. Veja que com cerca de 750 anos de antecedência, este profeta messiânico está profetizando em torno de algo que só viria após a vinda do Messias. Atualmente a igreja está “agarrada” aos morfologismos compreendidos como divindade, porém, como diz o texto “fazendo a sua própria comida” como se fossemos capazes de produzir um novo alimento, uma nova palavra para saciar o sofrimento dos famintos pela palavra verdadeira de Deus. Da mesma forma o texto diz: “Faremos a nossa própria roupa”. Ora! Veja se não estamos trocando as vestes brancas e simples do Senhor por vestes sublimes, porém absolutamente humanas. Queremos cargos, queremos posição, queremos status, como se isto fosse o centro de todas as coisas e não a salvação. Não se usa mais o alimento espiritual do Canon bíblico, dispensa-se os mandamentos entrincheirados na exegese da palavra e deixa-se de lado os detalhes, como o texto em Mateus 5:18 dizendo – “Digo-lhes a verdade: Enquanto existirem céus e terra, de forma alguma desaparecerá da Lei a menor letra ou o menor traço, até que tudo se cumpra (nvi)”. Também deixou-se de lado uma das 613 leis do Sefer Tora, contida no manual litúrgico dos servos da tribo de Levi, o Livro Levítico. Este livro possui uma particularidade, o seu nome origina do hebraico – Wyyiqrã – e significa “E ele chamou”, representando um chamado da parte de Deus à santidade e ao respeito às suas leis. O texto deste livro de Leis diz no capítulo 19 e no versículo 19 – “Não plantem dois tipos de sementes na sua lavoura, não usem roupas feitas com dois tipos de tecido”. A semente representa a palavra de Deus a qual não pode ser misturada a nenhuma outra ideologia. Tal e qual o agricultor sabe da impossibilidade de misturarem-se dois tipos de semente numa mesma cova, e essencial ao cristão saber da mesma impossibilidade de misturarem-se duas ideologias diferentes em torno da palavra de Deus num mesmo corpo. A mistura dos tecidos reflete o mesmo pensamento porém voltando-se ao tipo de cobertura espiritual. A roupa representa cobertura, aparência e condição (status). Neste sentido Yavé Deus proibiu a mistura de dois tipos de tecido ao seu povo como ritual para o cumprimento da suas ordenanças, visando mostrar ao povo a necessidade de permanecer fiel a uma só cobertura, a cobertura do Espírito Santo de Deus, uma só aparência, a aparência de santidade a qual todos nós devemos refletir por meio de Cristo Jesus e uma só condição, a de Salvos na autoridade do Pai, do Filho e do Espírito Santo de Deus. Veja se estas revelações não contrariam totalmente a visão implementada por muitas ideologias novas em torno do evangelho, que andam misturando comida boa com comida ruim e vestes de santidade com vestes de soberba.

A igreja de fachada

        Em sua visão o profeta Isaias vê a formação da igreja do Senhor representada entre estas sete mulheres, desesperadas para casarem-se e serem libertas da vergonha de não terem sido aceitas por um bom marido. O texto diz – “apenas case-se conosco e livre-nos da vergonha de sermos solteiras!” refletindo a realidade dos nossos dias de forma muito completa. Atualmente todo mundo quer ser evangélico. Virou moda ostentar camisetas com temas cristãos, virou moda vestir-se elegantemente para ir aos cultos aos domingos e professar de peito cheio uma cristandade inexistente. É muito fácil falar “sou Cristão”, mas é difícil cumprir esta verdade. Para ser cristão é preciso amar pessoas, para ser cristão é preciso amar a Deus e saber perdoar em toda e qualquer situação. Também é preciso ser desprendido das coisas materiais e ligado as imateriais como santidade e salvação, dando a estas, mais valor do que as outras.

Será que estamos aptos então
a ser cristãos verdadeiros?
 Se pudéssemos utilizar uma das sete igrejas citadas no apocalipse, talvez Laodicéia seja umas das mais repletas em termos de fatores simbólicos e históricos para responder a esta questão. O texto dirigido a Laodicéia contem passos simbólicos e apostólicos capazes de acabar com a solteirisse da igreja e trazer uma grande avivamento para o seu povo. Falar em avivamento nos dias atuais é algo complexo. Muitas pessoas compreendem errado o verdadeiro significado desta palavra. O termo avivar na sua raiz hebraica significa basicamente “preservar” ou “manter vivo”, porém este termo escrito mais de 250 vezes no antigo testamento também significa purificar, corrigir e livrar do mal. Em tempo, avivamento, conforme a tradução do grego anakaínoo entre outras palavras significa reacender uma chama que se apaga vagarosamente.  Toda as vezes que Deus livrava o seu povo de uma dificuldade havia em primeiro lugar, um grande avivamento e durante este avivamento também aconteciam as cerimônias de purificação. O Salmo davídico 85.6 diz – “Por ventura não tornarás a vivificar-nos, para que em ti se regozije o teu povo”.  Em tempo, de uma forma mais prosaica, avivamento é um novo fôlego trazido em torno da intervenção divina do Senhor em relação a algo que estivesse perdendo a sua essência. O profeta Habacuque disse “Ó Yahweh, eu ouvi falar da tua fama e tremo diante dos teus atos, SENHOR. Aviva de novo, em nossos dias, as mesmas obras maravilhosas que fizeste no passado...”. Compreendemos aqui que o avivamento é vivido no tempo e no espaço ao qual pertencemos e precisa ser sentido como era no passado. Conforme compreendemos o avivamento não é uma chama a ser acesa, e sim uma chama a ser aumentada, dentro dos seus dias e que permanecerá por muito tempo, quem sabe até a eternidade.
        Encontramos no primeiro milagre de Jesus um grande avivamento. No segundo capítulo do livro de João a bíblia relata um grande acontecimento para a época. Este avivamento estava acontecendo em Caná da Galiléia e naturalmente possuía o sete entrincheirado na sua exegese pois a comemoração deste avivamento durava sete dias. Tratava-se de um casamento. A festa estava indo muito bem até que o vinho acabou. Maria a mãe de Jesus diz ao seu filho “Não tem mais vinho!” e Jesus então transforma seis grandes jarras de água em vinho da melhor qualidade restaurando a felicidade dos noivos e de todos os convidados. Lembra-se do simbolismo? O noivo representa Jesus, a Noiva representa a igreja, e para aprender agora, o vinho nesta passagem representa a felicidade e a vida (avivamento). Quando Jesus, representando o Pai chega, o vinho havia acabado, mas a mãe, uma virgem, representando a igreja de porta estreita pela qual havia nascido o menino Jesus e pela qual todos devem passar, clama por um novo vinho, um novo avivamento. O Pai então ouve o clamor da igrejá e transforma a água, insípida em vinho novo e bom. Avivamento!
        Este é o conceito de avivamento que o Senhor deseja para os seus filhos. Sempre que Ele chega precisa haver renovação e depois que Ele chega nós desfrutamos dos melhores frutos desta Terra, conforme diz o livro de Isaias 1.19 – “Se vocês estiverem dispostos a obedecer comerão os melhores frutos desta terra”. No primeiro livro de Reis e no capítulo 17 encontramos outro avivamento. Uma viúva encontrava-se com a sua chama quase apagando, catando gravetos para preparar uma refeição para ela e seu filho. Segundo o seu relato a Elias, após aquela fraca refeição com o seu punhado de farinha e azeite, ela morreria. Elias lhe deu uma ordem: Faça o que lhe pedi, me traga um pequeno bolo com o que você tem e traga para mim, e depois faça algo para você e seu filho, pois assim diz o Senhor, o Deus de Israel: A farinha (farinha tem sete letras)  na vasilha (vasilha tem sete letras) não se acabará (acabará tem sete letras) e o azeite na botija não se secará até o dia em que o Senhor fizer chover sobre a terra e o texto confirma tudo isto no versículo “16” (vou parar de fazer conta...) onde está escrito – “Pois a farinha na vasilha não se acabou e o azeite na botija não se secou, conforme a palavra do Senhor proferida por Elias”. Enfim! Se você estiver disposto a obedecer estes sete passos o avivamento vai ser constante na sua vida.

Acabando com a solteirisse e bem vindo avivamento!

 Laodicéia era uma igreja solteira, ou como titulamos, uma igreja de fachada. No livro de Apocalipse o apóstolo João descreve a sua revelação em torno desta igreja no capítulo 3 e a partir do versículo 14 dizendo: “Ao anjo da igreja em Laodicéia (...) 15 conheço as tuas obras, sei que você não é frio nem quente. Melhor seria que você fosse frio ou quente!  16 Assim, porque você é morno, não é frio nem quente, estou a ponto de vomitá-lo da minha boca. 17 Você diz: “Estou rico, adquiri riquezas e não preciso de nada”. Não reconhece porém, que é miserável, digno de compaixão, pobre, cego e que está nu. 18 Dou-lhe este conselho: Compre de mim ouro refinado no fogo, e você se tornará rico; compre roupas brancas e vista-se para cobrir a sua vergonhosa nudez; e compre colírio para ungir os seus olhos e poder enxergar. 19 Repreendo e disciplino aqueles que eu amo. Por isso, seja diligente e arrependa-se.

PRIMEIRO PASSO
Saiba que Deus conhece as tuas obras
        O avivamento vem quando temos a plena compreensão da onisciência de Deus. Ele sabe todas as coisas e Ele vê todas as coisas estando ao seu lado todo o tempo dentro do princípio da sua onipresença. Muitas pessoas tem o hábito de dizer que o Espírito Santo fica do lado de fora quando entramos em um lugar que não compactue com o padrão de santidade estabelecido por Deus para as nossas vidas, mas este é um engano. Deus está com você na hora do pecado e Deus está com você na hora da santidade. Deus conhece e esquadrinha o seu coração e “da mesma forma o Espírito nos ajuda em nossa fraqueza, pois não sabemos como orar, mas o próprio espírito intercede por nós com gemidos inexpremíveis (Rm 8.27)”. Esta era a igreja de Laodicéia que explanava obras muito bonitas, mas não vivia em conformidade com a palavra de Deus. Templos maravilhosos e suntuosos, mas como dissemos antes, apenas prédios. Deus não quer prédios, Deus deseja almas, muitas almas vivas, avivadas e sadias.

Chegou o seu momento de reconhecer diante de Deus a qualidade dos teus frutos e das tuas obras! Abra o seu coração e declare com a sua boca o que Ele já sabe há muito tempo mas ainda não ouviu da sua própria criatura e receba o avivamento!

SEGUNDO PASSO
Frio ou quente, decida-se!
        As águas de Laodicéia vinham de aquedutos termais estabelecidos ao sul da cidade. A questão é que esta água vertia quente das fontes e chegava morna à cidade. Para beber esta água era necessário colocá-la em vasos, às vezes enterrados em locais úmidos e esperar a temperatura adequar-se, entretanto, muitas vezes a sede era maior do que a capacidade de esperar e os moradores de Laodiceia viam-se obrigados a beber água morna. Ao fazerem isto, em pleno clima desértico não era raro passarem mal e prejudicarem a saúde. Deus usou esta simbologia para mostrar aquele povo que tal e qual a água morna horrível bebida por Laodicéia,  também estava a sua posição diante deles. A água não era quente o suficiente para cozinhar ou esterilizar, e nem fria o suficiente para beber, com isto era inútil e capaz de trazer ânsia e vômitos a quem a bebia. Este era o mesmo sentimento do Senhor com relação a eles: A sua forma de vida não servia para nada! Por outro lado a cidade de Laodicéia era muito próspera e rica, porém suas fontes de água estavam fora das cercanias da cidade e com isto ficavam vulneráveis aos ataques dos inimigos. Uma cidade para se tornar capital necessariamente precisaria ter a sua própria fonte de água. Em outras palavras de nada adiantaria o esforço e a pompa da Laodicéia pois a sua natureza jamais lhe permitiria atingir objetivos maiores.

Como você tem se apresentado diante de Deus, frio ou quente. Deus está clamando pela sua decisão. Ou você está dentro ou você está fora, mas jamais seja morno. Deus deseja aqueles adoradores em Espírito e verdade. Chegou o seu dia de deixar de ser morno e se tornar quente. Quente é quem crê, quente é quem não desiste e “crente” é quem tem a plena convicção de que Ele esteve morto, mas agora vive para sempre!

TERCEIRO PASSO
Desprenda-se das coisas materiais
        O versículo 17 diz – “Estou rico, adquiri riquezas e não preciso de nada”. Laodicéia possuía um dos mais modernos sistemas bancários do mundo. Muitos homens de diversas etnias e crenças preferiam guardar o seu dinheiro nos bancos de Laodicéia. Mesmo não tendo um sistema de monetização financeira semelhante aos atuais, a cidade era capaz de oferecer vantagens a quem depositasse o seu dinheiro junto aos seus bancos. Isto dava aquele povo uma falsa ideia de riqueza. Eles tinham muito dinheiro acumulado e praticamente não tinham o que fazer com ele. Com isto muitos aproveitadores simplesmente não trabalhavam e viviam de negociar dinheiro por dinheiro, na forma de empréstimos e financiamentos para diversos setores produtivos da época. Este é um dos principais sinais da igreja solteira: Uma igreja que preza apenas pelos bens materiais em detrimento aos bens espirituais. Laodicéia não conseguia ver Deus como dono de todo ouro e toda a prata e entendiam o dinheiro como uma fonte de riquezas maior do que Deus. A mensagem do Senhor para aquele povo foi bem direta: “Não reconhece porém, que é miserável, digno de compaixão, pobre, cego e que está nu”. Definitivamente as palavras foram fortes! O apóstolo João, na sua revelação à próspera, mas desandada igreja de Laodicéia estava dizendo o seguinte: Por mais que vocês entendam-se ricos, a sua pobreza desperta a compaixão de Deus. Na realidade vocês são cegos! Não conseguem compreender a verdadeira riqueza, e estão nus! Não tem a menor capacidade de cobrir nem o próprio corpo quanto mais as outras coisas à sua volta.
O que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? A igreja é lugar de receber avivamento, salvação, cura e autoridade. Buscar riquezas não faz parte dos planos de Deus. Se você deseja ter um verdadeiro avivamento busque a coisa certa!

QUARTO PASSO
Vista-se e revista-se de santidade
        A continuação do texto diz: “compre roupas brancas e vista-se para cobrir a sua vergonhosa nudez”. Outra curiosidade em torno da cidade de Laodicéia era a sua tradição em produzir tecidos, principalmente um tecido tingido de negro, muito famoso em todas as cidades desenvolvidas naquela época. Utilizar os tecidos negros de Laodicéia gerava status dado o alto valor do tecido e também a sua beleza incomparável naqueles dias. Nesta linha, o Deus Yavé continua parafraseando a realidade explicita de um povo e fazendo-os refletir em torno do seu comportamento e do seu padrão religioso. O Pai não estava preocupado com vestes bonitas e sim com vestes de santidade. O pai não estava preocupado com a beleza de tecidos negros, mas com simplicidade e a humildade representadas em torno das vestes brancas da sua santidade. Do que adiantava ostentar os melhores tecidos da época, se a alma daquele povo estava suja, depalperada e desprendida da ligação viva com o Espírito Santo de Deus?

Chegou o momento de trocar as suas vestes! O “naquele dia” do Senhor é hoje para você. Abra o seu coração para Deus, livre-se de todos os tipos de vestidura espiritual que não representem dignamente a presença de Deus na sua vida e receba o verdadeira avivamento do Senhor.

QUINTO PASSO
Abra os seus olhos para Deus
        Continuando a série de paráfrases em torno da realidade vivida pelo povo de Laodicéia assim disse o Senhor: “e compre colírio para ungir os seus olhos e poder enxergar”. A cidade ostentava além de todas as coisas já citadas, um dos maiores centros oftalmológicos do mundo. Os maiores especialistas em olhos estavam em Laodicéia, de modo que pessoas de todas as partes vinham até a cidade para tratar os seus problemas. Pedir aquele povo para comprar colírio era, de fato, uma grande humilhação dada a sua tradição exatamente na produção de colírio. Esta era a mensagem do Senhor: Era momento de tratarem os seus olhos espirituais e verem coisas novas em torno de um evangelho verdadeiro, capaz de curar a alma e não só o corpo, pois este iria perecer, tal e qual os dos velhos e dos doentes cujo colírio produzido por eles não conseguia gerar resultados. Deus estava chamando atenção daquele povo para um novo tipo de colírio, capaz de abrir o entendimento em torno das coisas do Senhor de uma forma jamais compreendida entre eles, e gerar resultados consequentemente jamais atingidos.

Abra seus olhos para Deus. Talvez, por muito tempo, você tenha estado cego em relação a muitas coisas, mas o Pai está abrindo os seus olhos através destas revelações para você enxergar um padrão profético de vida. O profeta Isaias disse “Os olhos do arrogante serão humilhados e o orgulho dos homens será abatido, somente o Senhor será exaltado naquele dia” (Is. 2.11)

SEXTO PASSO
Arrependa-se e mude de vida
        O versículo 19 disse assim: “Repreendo e disciplino aqueles que eu amo. Por isso, seja diligente e arrependa-se”. Perceba algo tremendo neste texto: Deus está dizendo que ama o povo de Laodicéia! Mesmo com todos os seus pecados e as suas ideologias baratas o Senhor ainda mantém por eles o seu amor ágape incondicional e irrestrito. Que condição maravilhosa para qualquer cidade ou qualquer pessoa interessada em render-se aos mistérios do Espírito Santo. Deus está disponível para todos de uma forma abrangente e clara. Mesmo quando há pecados, transgressões e outras dificuldades Ele está sempre ao nosso lado. O texto em Atos 3.19 diz: Arrependam-se, pois e voltem-se para Deus, para que os seus pecados sejam cancelados. Este é o desejo do Senhor para todos: Vê-los arrependidos dos seus pecados e assumindo uma nova posição diante do mundo e em relação à sua santidade.

Chegou o dia do seu arrependimento! Chegou o momento de olhar para Deus e dizer: Senhor eis-me aqui, pronto para receber de ti tanto a disciplina como o amor. Deus vai ouvir o seu clamor e vai mudar a sua vida de uma forma como você jamais imaginou.

SÉTIMO  PASSO
Esteja pronto para ser renovado
        O versículo 2 do Isaias 4 diz: 2 Naquele dia o Renovo do Senhor será belo e glorioso, e o fruto da terra será belo e glorioso, e o fruto da terra será o orgulho e a glória dos sobreviventes de Israel. Você já aprendeu sobre o significado do inicio deste versículo onde lemos “Naquele dia”. Então você já sabe que isto pode acontecer agora ou daqui a algum tempo, mas definitivamente vai acontecer na sua vida. Haverá o dia do Renovo. Isto significa um novo fôlego para trabalhar, para orar, para crer e para viver, em todos os sentidos. Deus na sua infinita sabedoria declara este dia como “Belo e glorioso”, então podemos crer que neste dia não haverá choro, não haverá ranger de dentes e todas as setas inflamadas do inimigo estarão contidas bem longe da sua vida e da vida da sua família. Aprendemos neste texto uma nova visão em relação aos frutos. Sempre avaliamos frutos como bênçãos materiais, porém neste caso o Senhor está dizendo que o fruto da terra será o prazer (orgulho) e a vitória declarada (glória) de Israel (povo de Deus). Veja quão grandes são as promessas do Senhor para a sua vida e como Deus pode mudar todo o seu entendimento e os seus dias. Esta é a promessa exposta em todos os seus códigos. Não por acaso expomos aqui 7 passos especiais para a sua vida, mudar vertiginosamente. Se você for capaz de segui-los, vai ser capaz de receber todas as vitórias contidas nos códigos textuais e matemáticos da palavra de Deus. Abra o seu coração, abra a sua mente e deixe o Senhor trabalhar no seu coração.
        Chegou o dia do casamento! É hora da noiva encontrar o noivo e você é o personagem principal nesta grande festa de avivamento. Diferente da primeira história agora deverá ser tudo diferente. O noivo não vai deixar a noiva abandonada no altar. A família não vai passar vergonha e o resultado deste casamento serão nada mais, nada menos do que frutos capazes de gerar vida e vida em abundância para todos os crentes em Cristo Jesus.


pr. altamir de souza
Na Visão de Multidões!
Shalom Aleichem, Aleichem Shalom
A paz seja convosco, convosco esteja a paz

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