domingo, 29 de dezembro de 2013

As revelações de Joel na praga dos gafanhotos

O meu exército de gafanhotos
ESBOÇO DA MENSAGEM PREGADA DOMINGO, 29/12/2013 no MINISTÉRIO IMUEG - SP. Estamos em época de final de ano. Este de fato é praticamente o nosso último culto, pois em nosso próximo encontro estaremos orando e festejando a chegada de 2014. Geralmente há duas coisas que não falham nos finais de ano. A primeira delas é show do Roberto Carlos, e a segunda são as retrospectivas. Deixando o Robertão de lado, estive meditando a respeito da retrospectiva de 2014. Quantos atentados, destruições, mortes, disputas entre países etc. Chegamos ao cumulo de ver a TV anunciar com muita naturalidade “dois papas”. Ora! Se papa é o representante de Pedro e Pedro foi um só, como pode ter dois ao mesmo tempo? Enfim, todos estes acontecimentos me levaram a um grande profeta e autor de uma conhecida história bíblica do antigo testamento.  Falando em papa, a mensagem deste profeta foi o fundamento da mensagem de Pedro, no dia de Pentecostes, tornando-se a mola propulsora da igreja Cristã em todo o mundo.

Falamos a respeito de Joel, cujo texto até os dias de hoje encontra grande dificuldade em ser datado em virtude da falta de dados históricos dentro dos seus textos capazes de fornecer estas informações. Os textos de Joel estão datados entre o século II e IX a.C. o que mesmo para textos bíblicos é considerado um grande lapso temporal, tendo como consenso entre os estudiosos oitocentos anos a.C.  Isto fato não interfere na mensagem de Joel, aliás, a dificuldade em datar seus textos de forma precisa nos deixa a possibilidade de transportá-lo para a nossa atualidade com eficácia, nos dando uma grande oportunidade de orar e meditar na palavra do Senhor, e na veracidade da sua mensagem para cada um de nós.

Basicamente o livro de Joel está dividido em duas partes principais. Na primeira parte encontramos a voz de Joel e na segunda a voz de Deus. Na primeira parte o tema principal é a “praga dos gafanhotos e o dia do Senhor”, na segunda parte a “vitória escatológica (Escatologia = Teologia dos últimos dias) no dia do Senhor”. Apesar das numerosas traduções ao longo dos séculos o texto de Joel é preciso em relação à sua mensagem abrangendo de forma profunda o poder e o julgamento de Deus sobre o seu povo e as outras nações. Através deste texto podemos compreender o passado, o presente e o futuro do mundo, e talvez por isto, não seja errado dizer que os textos de Joel representam de forma escrita o que muitos conhecem como portal, ou máquina do tempo.

Abra sua bíblia comigo, no livro de Joel capítulo 1 e a partir do versículo 12 onde lemos – “A vinha esta seca, a figueira murchou; a romãzeira, a palmeira, a macieira e todas as árvores do campo secaram. Secou-se mais ainda a alegria dos homens”. O que o profeta Joel está falando é a resultado de uma grande catástrofe. Desde o princípio a nação Israelita estabeleceu-se em Canaã primordialmente como uma nação agrícola. Toda a base financeira estava paramentada na agricultura e nos seus resultados. Bons anos de colheita, bons períodos e vice-versa. Desta forma, todo e qualquer tipo de desastre capaz de prejudicar as colheitas era considerado como uma desgraça física, e um juízo divino sobre o povo. Joel está vendo um povo destituído da glória de Deus. Suas colheitas haviam sido devastadas, o povo estava passando fome, as finanças consequentemente estavam destruídas e havia desespero entre as famílias. A resposta para esta situação entre o povo Hebreu está codificada em um tipo de metáfora aplicada por Joel, sob a instrução de Deus, e é possível para nós, aprendermos através da revelação deste texto.

O povo de Deus está embriagado.
Joel 1.5 – “Acordem, bêbados, e chorem! Lamentem-se todos vocês bebedores de vinho; (...)” – Neste texto Joel está pregando para o povo de Deus! Não pense que está falando com ímpios. Ao chamar o povo de Deus de bêbados, o profeta está mostrando a ilusão na qual estavam. O álcool é uma forma de enganar o cérebro e a alma. Muitas pessoas bebem para vencer se tornarem mais corajosas, outros se acham mais fortes, outros mais extrovertidos, enfim. A bebida é uma forma de ludibriar os nossos sentimentos e fazer do homem, mesmo que por pouco tempo, algo que de fato ele não é. Hoje muitas pessoas estão vivendo o evangelho desta mesma forma, apenas como uma forma de enganar a alma onde estão os seus sentimentos, porém sem permitir que a palavra atinja o Espírito onde está a íntima relação com Deus. Joel dá duas ordens: A primeira é “acordar”. O Salmo 3.5 diz – “Eu acordo e durmo, porque o Senhor é que me sustenta”. É bom quando dormimos e acordamos na presença de Deus, mas é ruim quando nos embebedamos com falsas esperanças em torno da mensagem do evangelho de Cristo. A segunda ordem é “chorar”. O choro é uma das formas mais expressivas de arrependimento e esta prática estava em falta na comunidade dos hebreus. Da mesma forma, nós também choramos pouco, ou pouco nos arrependemos dos nossos pecados. É preciso haver arrependimento genuíno em torno dos nossos atos, ou jamais compreenderemos a plenitude do poder de Deus sobre as nossas vidas. O texto de Joel 1.5 ainda diz – “(...) gritem por causa do vinho novo pois ele foi tirado dos seus lábios”. O vinho novo é o vinho das uvas recém prensadas. Este vinho é mais saboroso, mais suave e o seu teor alcoólico aproxima-se de zero. No primeiro milagre de Jesus em Caná, na Galiléia, foi este tipo de vinho que o Senhor transformou a partir da água. O sabor deste vinho aconselhado por Joel reflete a intensidade da palavra de Deus, saborosa, suave e que pode ser apreciada em grande quantidade sem causar nenhum tipo de efeito prejudicial.

Os resultados da embriaguez
       Joel continua revelando através dos seus textos ensinamentos preciosos para todos nós. O versículo 12 do primeiro capítulo de Joel nos informa a respeito dos resultados de uma má conduta diante de Deus.

       - A vinha está seca: Já tivemos a oportunidade de pregar a respeito do “vinho”. Muitas pregações abordam o vinho como fonte de felicidade, porém, considerando-se a mensagem do primeiro milagre de Jesus, entende-se que o vinho está muito mais voltado para “transformação” do que para felicidade propriamente dita. A vinha seca neste texto significa “falta de transformação”. Um povo que não se transforma é um povo que não evolui, e um povo que não evolui não atinge os objetivos estabelecidos por Deus.  O apóstolo Paulo confirmou isto em sua carta aos Romanos 12.2– “Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”.

       - A figueira murchou – Diferente da uva que nos dá o suco, ou o vinho, ou a oliveira que nos dá o azeite, o figueira não cede extratos do fruto e sim o seu próprio fruto diretamente. A figueira não é fácil de plantar e fazer dar bom fruto. É preciso ter boa terra, boa água, e muita dedicação para fazê-la gerar bons frutos. A figueira era comumente utilizada como sinal de status nas casas de pessoas razoavelmente bem sucedidas, exatamente pela dificuldade em fazê-la produzir. Além disto a figueira exala um cheiro adocicado possível de ser observado a razoável distância. Se traduzirmos tudo isto notamos que a figueira murcha somos nós mesmos! Deus não deseja o que nós produzimos, como os extratos da videira e da oliveira, e sim a nós mesmos, como é o caso do fruto da figueira. Tanto no antigo, quanto no novo testamento vemos os temas “cheiro bom e agradável ao Senhor”. Nós precisamos nos colocar diante de Deus desta forma; Com cheiro bom, agradável e suave! Tal e qual os figos. Figos sem sabor eram dispensados, vidas sem sabor não tem valor para Deus. Uma figueira para dar bons frutos necessitava de muito cuidado, boa alimentação e boa terra tal e qual nós, seres espirituais.

       Poderíamos continuar neste versículo com a romãzeira, a palmeira, a macieira, mas Joel nos poupou este trabalho ao dizer – “e todas as árvores do campo secaram...”. Sempre que falamos sobre árvores estamos falando sobre nós homens. Lucas 3.9 diz – “O machado já está posto à raiz das árvores, e toda árvore que não der bom fruto será cortada e lançada ao fogo”.  Somos nós que precisamos dar bons frutos. Jesus disse em João 15.5Eu sou a videira, vocês são os ramos... Para finalizar lembre-se de Jesus curando um cego em Marcos 8 – Para curar o cego, Jesus lhe impõe saliva nos olhos. Logo após isto o Senhor pergunta: Vês alguma coisa? Ao que o cego lhe responde: Vejo os homens, como árvores os vejo. Jesus então lhes impôs as mãos novamente e então o cego pode ver como os outros. Muitas pessoas pensam que Jesus não acertou na primeira vez, porém é exatamente o contrário. Jesus exagerou na dose e aquele outrora cego, passou a ver mais do que deveria. Definitivamente a árvore seca a que Joel se refere somos nós, que perdemos a essência de Deus e nos tornamos improdutivos através das nossas atitudes.

A praga dos gafanhotos
       Ao longo dos milênios este texto vem sendo pregado de diversas formas e com diversos entendimentos. Joel capítulo 1, a partir do versículo 4 fala sobre 4 tipos de gafanhotos: O peregrino, o devastador, o devorador e o cortador (nvi). Um exército destruidor capaz de consumir em pouco espaço de tempo toda a produção agrícola de uma nação.  Também não é raro vermos o nome de satanás envolvido no comando deste exército, porém é preciso analisar este texto com um pouco mais de atenção antes de prosseguir. Vamos até o capítulo 2 do livro de Joel e ler o versículo 25 – “Vou compensá-los pelos anos de colheitas, que os gafanhotos destruíram: O gafanhoto peregrino, o gafanhoto devastador, o gafanhoto devorador, e o gafanhoto cortador, O MEU GRANDE EXÉRCITO QUE ENVIEI CONTRA VOCÊS”. Parece que o diabo está de folga neste texto não é? Realmente. O nosso tão famigerado inimigo não foi o responsável sobre a praga recaída sobre o povo hebreu. Para compreender isto nós precisamos voltar aproximadamente 600 anos na palavra de Deus e pousar no livro de Deuteronômio, capítulo 28 onde o Senhor diz – “(...) se vocês não obedecerem ao Senhor, o seu Deus, e não seguirem cuidadosamente todos os seus mandamentos e decretos que hoje lhes dou, todas estas maldições cairão sobre vocês e os atingirão (v23) o céu sobre a sua cabeça será como bronze... tente pensar na cor de uma nuvem de gafanhotos e você começará a compreender; o chão debaixo de vocês como ferro... terra dura e seca, improdutiva. 24 Na sua terra o Senhor transformará a chuva em cinza e pó, que descerão do céu até que vocês sejam destruídos. Os gafanhotos possuem uma capacidade peculiar ao voar. Suas asas batem a uma velocidade incrível dando a eles tremenda mobilidade. Milhões de gafanhotos juntos geram uma verdadeira chuva de pó, baseada no pólen recolhido em outros locais e no próprio desgaste das suas asas. Deus é tão preciso nas suas palavras e ainda mais na realização delas, mas é necessário ter olhos espirituais para compreender a precisão da sua mensagem. Há outros textos em Deuteronômio e Levíticos onde se lê a mesma advertência de formas um pouco diferentes porém com o mesmo resultado. Em resumo, ao tirar o povo hebreu do Egito o Senhor lhes fez uma proposta de fidelidade e prosperidade baseada em obediência, porém o ato contrário geraria resultados catastróficos para a comunidade, entre eles a “ira” de Deus.

       O Nosso Deus possui sentimentos. Tal e qual nós, constituídos à sua imagem e semelhança o Senhor tem alegrias e também tristezas. Há porém um sentimento capaz de gerar um grande destempero na esfera espiritual, mesmo se falando em termos de Deus. Este sentimento é a ira. O mundo conforme vemos vai muito além dos nossos olhos. O profeta Ezequiel (1.15) descreve o mundo espiritual como uma máquina com rodas e engrenagens misturadas com seres viventes e seres espirituais. Esta visão traduz em texto o mundo no qual estamos e o que não enxergamos. Toda esta estrutura funciona de forma parecida com o nosso mundo natural, necessitando de combustível para se mover. Diferente do nosso mundo natural, onde os principais combustíveis são fósseis, oriundos de coisas mortas, o combustível celestial é oriundo de vida e vida em abundancia. Este é um dos entendimentos de João 10.10O ladrão vem apenas para roubar, matar e destruir (terra), eu vim para que tenham vida, e a tenham plenamente (céu). Toda vez que a Ira de Deus se manifesta este complexo sistema de rodas, engrenagens e seres espirituais se desestabiliza, gerando prejuízos que transcendem a espiritualidade e atingem a vida humana conforme conhecemos.  

A ira de Deus é responsável por desarranjos de nível mundial e isto está de frente para os nossos olhos desde que o mundo é mundo. Ira define-se como uma resposta emocional à percepção do mal e da justiça e em geral traduzimos isto na forma de “raiva”, “irritação” ou “cólera”, porém diferente da ira humana que acontece sem justificativa, a ira de Deus é santa e justificável. A ira do Deus tirou o homem do Jardim do Eden, a Ira de Deus destruiu Sodoma e Gomorra, a Ira de Deus trouxe o dilúvio destruindo quase a totalidade da humanidade. A ira do Senhor destruiu humilhou e destruiu o exército egípcio, o maior exército do mundo em meios as águas do mar vermelho. O próprio Deus disse em João 3.36 -  Quem crê no filho tem a vida eterna, já quem rejeita o filho não verá a vida, mas a ira de Deus permanece sobre ele.

Olhe à sua volta. Veja os mares revoltos, as maiores enchentes do século. Furacões, conflitos de ordem mundial. Muitas vezes fiquei sem resposta para perguntas como: “Pastor, por que Deus permite crianças nascerem aleijadas?", ” Pastor, por que Deus permite tantas desgraças”. De fato, as crianças não têm culpa, mas as gerações de antes delas têm, as pobres famílias perdendo suas casas não têm culpa, mas a sua leniência em relação aos poderes constituídos de Deus em relação ao mundo geram sobre elas culpa. Sem o sangue de Cristo não há salvação. Aprendemos isto quando o Senhor libertou seu povo no Egito mandando-os passar o sangue do cordeiro na soleira das portas. Se um hebreu não o tivesse feito, mesmo sendo hebreu teria morrido. Perceba isto: Uma pessoa que se diz cristã, mas não compreende o poder do sangue de Cristo simplesmente morre ou no mínimo, padece. Romanos 5.9 diz – “Como agora fomos justificados por seu sangue, muito mais ainda seremos salvos da ira de Deus por meio dele!”

Por que gafanhotos?
       Também é comum pregar a respeito dos “quatro” tipos de gafanhotos, porém o texto não se refere a quatro espécies e sim quatro fases na vida de apenas uma espécie de gafanhoto. Nós temos um grande inimigo “Satanás”. Este por sua vez é como um gafanhoto: Agil, rápido, com grande capacidade de adaptação, trabalha em grupo, chega de forma inesperada e destrói tudo o que vê pela frente. Nesta passagem a ira de Deus justifica-se através das fases da vida do gafanhoto, dando ao homem a possibilidade de arrepender-se até chegar ao ponto de não existir mais possibilidades de salvação.

       Lembre-se que agora apouco falamos  sobre a comparação entre homens e árvores. Se você abrir os seus olhos e ouvidos espirituais poderá entender com grande profundidade o que falaremos a partir de agora.

       PRIMEIRA FASE – Gafanhoto cortador.
     Este é o gafanhoto recém nascido. Nesta fase ele não pode se mover com eficácia pois não possui asas. Desta forma ele precisa se adaptar ao que encontra pela frente. Em geral ele se alimenta das folhas das árvores sem grandes prejuízos, tirando-lhes apenas a beleza. Semelhantemente em nossas vidas o inimigo começa a atuar aos poucos, sem grandes prejuízos, porém com pequenos estragos capazes de comprometer a nossa “beleza” diante de Deus. São pequenas interferências, atitudes, palavras que aos poucos comprometem a nossa posição como cristãos.

      SEGUNDA FASE – Gafanhoto migrador.
     Neste estágio ele já pode procriar. Sua capacidade de locomoção é bem maior. O estrago causado pela sua presença transcende apenas a aparência pois a partir desta fase se alimenta da ponta dos galhos. Vamos traduzir isto para nós e ver o que acontece. A ponta dos galhos nos remete às extremidades do nosso corpo. Tente imaginar um corpo sem dedos. Sem os dedos do pé, perdemos o equilíbrio, sem os dedos das mãos deixamos de cumprir com praticamente todas as nossas atividades normais. De fato, é o que acontece nesta fase quando acendemos a irá de Deus sobre as nossas vidas. O inimigo acaba corrompendo a nossa capacidade de equilíbrio e nos priva das nossas atividades normais. Quantas pessoas não já vimos assim, absolutamente desequilibradas e perdidas.
      
TERCEIRA FASE – Gafanhoto devorador.
       Além da ponta dos galhos, também é destruído o caule. Assim como para nós o “tronco” é essencial para a vida, o caule é essencial para a vida de uma árvore. Há porém uma característica peculiar nesta fase da vida do gafanhoto. Ele começa a “saltar” de uma galho para outro e de uma árvore para outra. Em outras palavras, apenas destruir o indivíduo em particular não se torna suficiente, o gafanhoto precisa de novas vítimas e vai partir para os que tiverem ao lado. Quem sabe sua família, seus amigos de trabalho e ministério etc.

       QUARTA FASE – Gafanhoto destruidor.
       Agora o gafanhoto tem asas perfeitas! Pode voar longas distâncias e mudar rapidamente em direção a alvos mais fracos. Nesta fase, ele destrói as folhas, os galhos e até mesmo o caule das árvores. Este é o último estágio de destruição onde a morte é praticamente inevitável. Nenhum cristão pode ser permitir chegar a este ponto, pois esta é uma fase de nudez espiritual, (estar sem folhas...) onde todos os nossos erros e pecados ficam claros e evidentes para todos verem. Procure imaginar uma grande árvore sem folhas e sem frutos em meio  a outras verdes e frutíferas. Evidente que esta, destruída, estará chamando atenção em relação as outras e será uma séria candidata a destruição para não correr o risco de contaminar as outras.

A voz de Deus
       Até aqui estamos ouvindo a voz de Deus pela boca de Joel. Numa tentativa desenfreada Joel tenta abordar de forma direta e profunda um povo dividido e pecador em meio às consequências dos seus atos, porém o Senhor é misericordioso e deseja para todos os seus filhos um período de paz e salvação. Neste sentido o Senhor dá caminhos para que todos nós possamos mudar os nossos caminhos e evitar a ira de Deus sobre as nossas vidas.

       Joel 2.12 diz – Agora, porém, declara o Senhor “voltem-se para mim de todo o coração, com jejum, lamento e pranto”. – Deus está chamando todos ao arrependimento. Voltar-se para Deus e olhar apenas para Ele, deixando de lado todo tipo de situação que possa comprometer a nossa relação com Ele. Não se consegue voltar para Jesus sem arrependimento. Veja o texto e perceba que Jesus estabelece um padrão espiritual para recebermos tratamento. Ele fala sobre jejum, não exatamente como fazemos nos dias de hoje, e sim como Ele nos ensinou, nos abstendo de coisas que pareçam gerar prazer mas no fundo geram apenas destruição. Do que você poderia se abster para evitar os gafanhotos? Música, comida, leitura, televisão? Enfim há muitas coisas para serem tratadas e evitadas antes de possamos nos achar livres da Ira de Deus. O Senhor também fala sobre “lamento”. O lamento é uma forma pública de expressar os nossos sentimentos. Em outras palavras o Senhor diz: Reconheça publicamente os seus pecados e as suas dificuldades. Sem confissão não há salvação! Por último o Senhor fala sobre o “pranto”. O pranto é a forma mais evidente de expressar arrependimento. Quando choramos de coração sincero Deus ouve o nosso gemido, compreende o nosso coração e atua em nosso favor. Não tenha vergonha de lamentar e chorar!

Arrependimento gera recuperação
       A nossa existência está compreendida em dois planos: O material e o Espiritual. Quando conseguimos demonstrar a Deus o nosso arrependimento genuíno, Ele reverte as situações comprometedoras da nossa vida transformando-as em bênçãos sem medida. Nesta passagem encontramos a recuperação dos filhos de Deus nos dois padrões e se você puder abrir o seu coração plenamente, arrependendo-se dos seus pecados, e admitindo ao Senhor realmente como seu único salvador, certamente Deus irá fazer grandes realizações na sua vida.

Recuperação material
       Joel 2.24 – As eiras se encherão de trigo. Eira era o espaço destinado para o tratamento e a separação do trigo e outros cereais. Deus não deseja ver a sua criação passando necessidade. Arrependa-se! Confesse! Pranteie na presença de Deus. Deus vai encher as suas eiras, os seus armários. Sua família não vai mais passar necessidade, nem você será envergonhado.

       Joel 2.24 (...) os tonéis transbordarão de vinho novo e azeite – O Vinho novo representa felicidade! O Vinho novo representa transformação! Deus vai transformar a sua casa, o seu trabalho, e até mesmo o seu ministério. Não vai faltar vinho e não vai faltar Azeite! Azeite é utilizado como remédio, como combustível para as lamparinas. Isto significa que não vai haver sofrimento na sua casa, nem tampouco escuridão.

       Joel 2.25diz que – serão restituídos os anos destruídos pelos gafanhotos – Tudo que foi destruído, vai ser reconstruido. Casamentos serão refeitos, famílias separadas serão reunidas, negócios falidos serão restaurados. Quando o homem se arrepende entra no tempo da restituição. Abra o seu coração para Deus. Arrependa-se e volte-se para Deus, pranteie na presença dEle e um tempo novo de restituição vai instaurar-se na sua vida.

       Joel 2.26 Vocês comerão até ficarem satisfeitos – É triste chegar na casa de um irmão e não ver a fartura de Deus ali presente. Deus ama aquele que divide seu pão mas se entristece ao ver seus filhos passando necessidade. Pranteie, lamente, acredite no poder de Deus sobre a sua vida e você terá fartura na sua casa. Chega de humilhação, chega de passar necessidade. Deus vai mudar a sua vida!

       Joel 2.26 (...) nunca mais o meu povo será humilhado! – Chega de humilhação! O povo de Deus é constituído como autoridade sobre a terra. Somos cabeças! Há homens de Deus na política, na ciência, na medicina... Você não será mais humilhado porque a autoridade do Espírito Santo estará sobre a sua vida.

Recuperação espiritual
       Quero encerrar esta pregação (este estudo) com o foco do Senhor sobre nós. Deus realmente espera que sejamos bem sucedidos aqui na terra, mas os seus objetivos estão muito mais voltados para a área espiritual. Joel 2.28 nos dá uma perspectiva transcendental da realidade espiritual desejada pelo Senhor a cada um de nós quando nos permitimos arrepender e voltar os nossos olhos para Ele. O texto diz:

       - Derramarei o meu espírito sobre todos os povos. O Espírito Santo representa o poder de Deus. Em outras palavras haverá um grande derramamento de poder sobre todas as nações. Poder para curar, poder para libertar, poder para conviver, e poder para adorar a Deus. Quem antes não adorava vai adorar, quem antes não acreditava vai acreditar e todos convergirão para a visão celestial da graça divina no Espírito Santo de Deus.

       - Os seus filhos e as suas filhas profetizarão. Deus está falando para homens. Filhos e filhas não podiam profetizar sem autorização dos pais e confirmação dos profetas. O que o Senhor está fazendo é destravar a boca dos amor­daçados para que eles profetizem. Talvez você pense que só o pastor pode profetizar, mas vocês são filhos e filhas e Deus lhe concede este direito por intermédio do arrependimento.

       - Os velhos terão sonhos e os jovens terão visões. Através da confissão e do arrependimento Deus vai mudar as expectativas de vida do homem. Pessoas idosas perdem a capacidade de sonhar ao longo dos anos por entenderem não haver mais tempo para a realização dos seus projetos. Da mesa forma, os jovens tem uma forte tendência de viver apenas o hoje, sem se preocupar com o dia de amanhã. Deus vai colocar novos sonhos e novos entendimentos na vida de idosos e jovens.

       Acredite, o amor de Deus é muito superior a sua Ira. Há uma quantidade grande de amor reservada para você, para os seus amigos e para sua família. Ore a Deus, não tendo vergonha de prantear na sua presença. O seu coração sincero vai gerar grandes resultados em todas as áreas da sua vida.

pr. altamir de souza
Na Visão de Multidões!
Shalom Aleichem, Aleichem Shalom
A paz seja convosco, convosco esteja a paz

Todos os nossos textos são liberados para estudos, pregações em pequenos grupos ou igrejas. A publicação dos textos entretanto só deverá ser feita mediante a autorização por escrito do autor.
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