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sábado, 25 de janeiro de 2014

O que a bíblia diz sobre ficar, namoro e casamento

       Assunto controverso, motivo de longas discussões entre pastores, líderes e jovens. Acredito que a maior parte dos nossos e.mails em “Palavra e Mensagem” esteja direcionada a este assunto. Atualmente a mídia tem difundido a visão dos relacionamentos livres onde tudo é permitido. Se este texto estivesse sendo escrito há dez anos atrás a retórica seria “onde quase tudo é permitido”, mas definitivamente a atualidade rompeu alguns limites. O anormal virou normal, e praticamente tudo que antes não era aceito hoje é visto com muita naturalidade.
       Em nossa última postagem da série “O pastor responde” falamos sobre a sexualidade do cristão. Uma pessoa desapercebida pode compreender os dois assuntos de uma forma apenas, porém ambos são absolutamente diferentes. A ligação entre os dois assuntos não parte de Deus. Satanás utiliza na sua estratégia o chamado 50/50, ou seja: Um pouco de verdade e um pouco de mentira, exatamente para confundir a mente dos cristãos. Desta forma amizade, namoro, as amizades coloridas, passam por um processo tendencioso onde tudo aponta única e exclusivamente para o sexo, poluindo a mente dos cristãos jovens e adultos em um nível capaz de gerar granes prejuízos quando não tomadas as devidas providências.
       Vamos elucidar as dúvidas mais comuns que recebemos a respeito deste assunto em alguns tópicos importantes para você adquirir conhecimento a este respeito e ganhar autoridade para aconselhar e conduzir seus relacionamentos e discípulos.
Namoro é bíblico?
       Não encontramos na Bíblia, a palavra namoro. Mesmo pesquisando nas transcrições em línguas originais (hebraico, aramaico e grego) não há nenhuma menção a respeito desta palavra. A bíblia não contempla o namoro e se considerarmos as raízes da palavra notaremos que a mesma não representa o que se chama atualmente “namorar”. Vejamos: A língua portuguesa adotou a palavra do espanhol – “estar en amor”, formando posteriormente o verbo namorar. Uma tradução para “estar en amor” é estar amando. O namoro, se resgatadas as suas origens, representa o relacionamento entre homem e mulher devidamente apaixonados e em direção ao casamento.  A bíblia contempla o “noivado”, palavra derivada do latim novus, e que signfica “pessoa jovem” (em idade para se casar). O espanhol adotou esta palavra como novio ou novia, tornando-se em nosso português o noivo ou noiva. Perceba: Enquanto o namoro está relacionado ao compromisso afetivo, o noivado está relacionado à condição de poder se casar.

Então namorar é pecado?
       Não necessariamente. A condição de pecado só vai acontecer a partir do momento em que o relacionamento não possua “amor” verdadeiro entre as partes e o “compromisso” entre os dois para se casarem. Esta é a forma atual utilizada no mundo para a palavra namoro. Muitas pessoas se dizem enamorados (em estado de amor), porém sem o menor compromisso de casamento. Para o cristão, o namoro é um noivado, ou seja um relacionamento em vias de fato para o casamento. Sendo assim, todo cristão que namora precisa estar ciente da sua responsabilidade. Um cristão jamais vai namorar para “conhecer” o seu par. Na realidade ele deverá namorar porque já conhece a outra parte. Mateus 1.18 e Lucas 1.27 relatam a respeito do “estado de compromisso” entre José e Maria. Ambos tinham um compromisso de casamento, certamente eram jovens e amavam (estavam “enamorados”) um ou outro. No antigo testamento também vemos comumente os compromissos matrimoniais estabelecidos entre famílias.
      
Então tem que namorar e casar?
       Infelizmente não há outra resposta, por mais ortodoxa que ela lhe pareça. Todo cristão deve namorar ciente da responsabilidade de se casar. Se o desejo de se casar não estiver no coração de um dos dois ou dos dois, ambos não devem sequer iniciar um relacionamento. Mateus 5.37 é claro – “Seja porém, o vosso falar: Sim, sim; Não, não; porque o que passa disto é de procedência maligna”. O cristão precisa ter postura e testemunhar a sua condição de escolhido, sendo assim o seu relacionamento precisa partir sempre deste princípio: CASAMENTO.

Qual o significado do “namoro”
       Já aprendemos o significado da palavra: Namoro = “estar amando” ou “amar” e que inevitavelmente levará até o “noivado” = Estar em condição de casar-se”. Traduzindo tudo isto, namoro significa estar amando a tal ponto de gerar um compromisso impossível de ser cancelado. Jesus chama a sua igreja de “noiva” e o seu compromisso está selado e Ele virá buscá-la. Um noivado é a representação do que há de vir sobre a igreja de Cristo. Veja Efésios 5.25.28 – Maridos, amem suas mulheres esposas, assim como Cristo amou a igreja e entregou-se a si mesmo por ela...Da mesma forma, os maridos devem amar sua mulheres  como a seus próprios corpos. Quem ama sua mulher, ama a si mesmo.
      
       CONCLUSÃO – A mídia tem sido utilizada por satanás para confundir a mente do Cristão. Um homem ou mulher convertidos precisa compreender o namoro como algo santo e irrevogável. Um namoro Cristão necessariamente precisa gerar alegria – “Regozijemo-nos, e alegremo-nos, e demos-lhe glória; porque vindas são as bodas do Cordeiro, e já a sua esposa se aprontou”. Um namoro cristão precisa testemunhar a santidade de Cristo – “... sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível”.

      
pr. altamir de souza
Na Visão de Multidões!
Shalom Aleichem, Aleichem Shalom
A paz seja convosco, convosco esteja a paz


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terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Verdades sobre o cristão e o sexo

Na maioria das igrejas cristãs encontra-se uma grande dificuldade em tratar a respeito dos assuntos referentes a sexualidade do ser humano. Ao longo dos séculos a própria igreja se encarregou de transformar este assunto em algo proibido de comentar entre as paredes das igrejas. Durante todo este tempo casais sofreram e ainda sofrem  em casa com suas dificuldades, sem saber o que é certo ou o que é errado no seu relacionamento. Ao instaurar tamanho impedimento a respeito da sexualidade humana o cristão acabou por torná-la uma ferramenta de grande utilização do inimigo que se encarregou de "explicar" à sua maneira o que é e como é a sexualidade humana. 
Não é raro, ao perguntarmos para jovens e até mesmo adultos sobre "quem inventou o sexo" e ouvirmos a seguinte resposta: Satanás, ou ainda "a serpente no Jardim do Eden", dando ao contexto sexual da vida do homem um caráter absolutamente mundano. Certa vez em uma palestra para casais ouvi a seguinte frase: Deus inventou o amor, o diabo inventou o sexo. Esta versão fundamentalista porém, sem base bíblica surgiu a partir do momento em que se associou o relacionamento sexual entre homem e mulher ao pecado, sem avaliar as hipóteses em que este ato realmente se torna pecado. Desta forma, ao generalizar a situação, todos passaram a dizer: "Somos frutos do pecado", como se a relação sexual entre homem e mulher representasse de fato o próprio pecado.
       Este contexto é absolutamente fora de propósito, bastando para isto, ler o capítulo 3 de Genesis, onde encontramos “A tentação de Eva e a queda de homem”. A partir do momento em que o homem cedeu a tentação de experimentar o fruto proibido pelo Senhor, passou a ter consciência de certo e errado, e consequentemente do que é pecado. Todos nós somos descendentes de Adão e Eva, o que nos faz descendentes de um casal “pecador”, e tornando-nos pecadores por consequência, circunstância e também descendência.

Abaixo, uma série de questões para elucidar o seu entendimento a respeito da sexualidade do homem, baseada nas principais dúvidas e questionamentos que encontrei em palestras para casais e jovens.
      
O homem bíblico era diferente?
O homem foi criado tal e qual é nos dias de hoje, sendo assim homem e mulher nasceram para reproduzir através do relacionamento sexual, cuja consumação é a maior expressão física possível de amor e afeto, simbolizando entre outras coisas a máxima confirmação física do princípio de unicidade (uma só carne) encontrado em Gênesis 2.24.

Deus nos criou sexuados e sexuais?
Gênesis (Bereshit) é um livro de certa forma contundente, pelo fato de reproduzir a história escrita milhares de anos após o seu acontecimento. Somente nos primeiros capítulos de Gênesis remontam-se praticamente 50% dos anos contáveis na bíblia. Ao dirigir as mãos de Moisés em Genesis 1.27 o Senhor assim escreveu – “E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou”. O versículo demonstra que, desde o princípio a raça humana foi criada de forma sexuada. Em termos bem simples isto significa a necessidade de duas células reprodutoras: Um espermatozoide e um óvulo unindo-se para formar um novo organismo, semelhante aos dois primeiros que o conceberam. Não se encontrará um homem com óvulos, nem uma mulher com espermatozoides e os dois sempre vão completar um ao outro no ato reprodutivo. A “multiplicação” da raça humana está, desde o seu princípio, projetada para acontecer mediante o relacionamento sexual entre homem e mulher. Este ato sexual, por si, representa um momento de êxtase e profunda emoção, cujo resultado é um sentimento de felicidade plena, conhecido por “orgasmo”. Assim como todas as outras sensações e sentimentos do corpo humano o orgasmo estava programado no corpo do homem muito antes da sua corrupção. Deus criou esta sensação como forma de coroar o momento máximo de união entre homem e mulher. Nós somos seres sexuais cuja plenitude se revela no prazer e na procriação. Ao lermos Cantares podemos compreender a maneira como Deus projetou os nossos corpos para este momento, refutando toda e qualquer tentativa de manchar o relacionamento sexual com tintas de pecado. Isto, é claro, se preservados os preceitos de moral, fidelidade, bons costumes, cristandade, respeito mútuo e etc., só obtidos mediante o estudo da palavra de Deus e a obediência aos seus mandamentos.

Deus construiu o corpo do homem
Genesis 2.7 diz – “E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou em seus narizes o fôlego de vida; e o homem foi feito alma vivente”. Deus é o projetista do universo. Antes de formar o mundo Ele o projetou e antes de formar cada um dos seres viventes Ele também os projetou. Ao homem porém foi dado um cuidado especial: Em todas as passagens anteriores onde vemos a formação dos outros seres viventes o Senhor diz: “Haja luz” e ouve luz, “produza a terra erva verde”, e desta forma aconteceu, e assim sucessivamente, porém ao chegar na criação do homem, o próprio Deus o fez a partir do pó da terra. Deus, projetou todas as outras coisas e ordenou simplesmente que surgissem, mas o homem Deus projetou e “modelou” com o barro. Cada órgão, osso, fios de cabelo, pelos e etc., foram rigorosamente modelados pelo Senhor tal e qual como somos atualmente, com órgãos sexuais. Não há motivos para temer falar sobre isto pois é a mais pura verdade: Desde o princípio o próprio Deus nos modelou completos tal e qual somos hoje.

Somos seres reprodutores
Deus deu uma ordem ao homem e a mulher: “Sejam férteis, multipliquem-se e encham a terra” (Genesis 1.28). Ainda há, nos dias de hoje, pessoas incapazes de compreender este texto. É obvio que o “sejam férteis” refere-se a um processo de reprodução, e a reprodução não ocorre se não houver fecundação, e esta seria impossível, naquela época, se não fosse pela relação sexual entre o homem e a mulher. O Senhor nos criou reprodutores, dando-nos a missão de continuar a sua obra. Um casal “projeta” seus filhos, que são “moldados” conforme à sua imagem (filhos parecidos com os pais) e os produzem, mediante a fecundação e a evolução do feto na barriga da mulher. Isto por si só, demove a ideia do sexo impuro ou pecaminoso. O sexo é a forma “estabelecida por Deus” para a multiplicação da raça humana na face da terra. Como poderia então ser sujo, perverso ou errado? Esta concepção só se torna verdadeira quando é sexualidade é abordada à luz do mundanismo, onde a idolatria ao corpo e ao prazer atropelam de forma criminosa a adoração ao criador.

Seria errado sentir atração sexual?
O que leva um homem e uma mulher a ficarem juntos, casarem-se e terem seus filhos parte do princípio da atração. Atração é uma força maior capaz de tirar um determinado corpo de um lugar e movê-lo para outro. A tal lei da Gravidade (atração) descoberta por Newton está na bíblia desde o princípio. Veja-a em Gênesis 2.24 – “...deixará o homem a seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher”. Para deixar seu pai e sua mãe é necessário haver a “atração” do homem pela mulher. O processo de atração instaurado no corpo do homem  da mulher é um sistema complexo formado por diversas etapas: Empatia, amizade, atração (não necessariamente nesta mesma ordem), paixão e amor. Este é o processo “gravitacional” do amor, onde alguém passa a sentir uma “força maior” capaz de atraí-lo(a) em direção ao outro(a). A mulher foi criada para o homem, tal e qual o homem foi criado para a mulher. Sentir atração é um processo natural, absolutamente livre de qualquer tipo de culpa em termos espirituais. Adão ao ser chamado para dar nome a todos os seres vivos na terra, ficou sem par. Deus lhe providenciou uma ajudadora, extraída do seu próprio corpo e por este motivo ele exclamou – “Esta é agora osso dos meus ossos e carne da minha carne... (Gn 2.23). Efésios 5.28 diz claramente – “Assim, devem os maridos amar a suas “próprias” mulheres, como a seus próprios corpos...”.
Atualmente ainda não se conseguiu explicar totalmente o processo de atração entre homem e mulher. Alguns homens são atraídos por mulheres inteligentes, outros por mulheres bonitas (e antes que me chamem de machista, é claro que há mulheres lindíssimas e inteligentes), e da mesma forma acontece com as mulheres. Isto acontece porque este processo de fato não é humano e sim espiritual. Não se pode explicar atração somente pela beleza e sim por uma série de fatores espirituais, psicológicos e sociais que em conjunto formam uma força impossível de ser suportada, fazendo um corpo desligar-se de uma família e formar outra, gerando novos filhos e novas famílias onde tudo irá repetir-se novamente.

Nudez é pecado?
Certa vez em uma palestra conheci um Senhor de aproximadamente 50 anos. Após a explanação da última palestra do encontro ele me procurou e me fez uma afirmação e uma pergunta: “Pastor, sou casado há 23 anos e tanto eu como minha mulher evitamos ficar nus um na frente do outro. Eu gostaria de saber se estou certo ou errado na minha atitude”. Minha resposta foi basicamente o texto que segue: A nudez antecede o pecado do homem. Genesis 2.25 diz – “E ambos (homem e mulher) estavam nus, o homem e a sua mulher, e não se envergonhavam”. O versículo mostra o contrário do entendimento cristão. Adão não utilizava roupas antes de conhecer o pecado e da mesma forma, Eva também não. O corpo humano é uma escultura feita por Deus para glorificar a sua existência em todos os sentidos. Diferente do que geralmente se entende a roupa é que significa pecado. Veja o que diz Gênesis 3.7 – “Então foram abertos os olhos de ambos, e conheceram que estavam nus; e coseram folhas de figueira, e fizeram para si aventais”. Perceba que somente após o pecado, o homem sentiu a necessidade de utilizar roupas. Sendo assim, a nudez representa o estado de “pureza” no qual fomos concebidos e as roupas, a “sujeira” na qual fomos colocados após conhecermos o pecado. Neste sentido o “conhecer” significa “tomar partido ou participar”.
Ao longo dos anos satanás investiu no processo de inversão dos valores, conforme é a sua estratégia, para transformar a nudez em uma visão pecaminosa. A palavra de Deus, conforme mostramos, diz exatamente o contrário, dando ao “marido” e a “esposa”, liberdade neste sentido. O homem não pode sentir vergonha de sua nudez diante de sua esposa e nem a esposa em relação ao seu marido pelo fato de ambos terem sido integrados ao princípio de “uma só carne” a partir do casamento. Sentir vergonha do esposo ou esposa é exercer um padrão de aversão ao próprio corpo, posto que amos pertencem um ou outro, são ossos dos mesmos ossos e pele da mesma pele.

Para terminar
Espero ter demonstrado uma forma diferente e pura de compreender a sexualidade e alguns dos seus entendimentos. Deus nos criou para sermos felizes na plena união do casamento. Não permita que o inimigo utilize falsas informações e conceitos para deturpar a sua mente e prejudicar a sua vida de casal.


pr. altamir de souza
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A paz seja convosco, convosco esteja a paz

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