segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Do Vale de Refaim a Baal-Perazim. Derrote os seus gigantes!


       ESBOÇO DA MENSAGEM DE DOMINGO, 12/01/2014 - IMUB-Leste-SP (IMUEG) - EXTERMINADOR DE GIGANTES- Ao longo da nossa caminhada com Deus todos nós enfrentamos grandes desafios. Quem não já se viu preocupado e até desesperado com as contas vencendo e dinheiro curto para pagar, ou com um filho beirando os quarenta graus de febre, sem sabermos exatamente qual é a causa. Qual de nós cristãos não já passou por momentos difíceis no ministério a ponto de muitas vezes chegar ao limite das suas forças. Todos nós passamos por momentos difíceis, às vezes constrangedores, e até desesperadores. Através do pecado de Adão nos tornamos parceiros no pecado original que gerou legalidade ao inimigo para tentar destruir a nossa vida. O texto em João 10.10 é bem claro – “O ladrão vem apenas para roubar, matar e destruir... “, e coisa semelhante está grafada em 1ª Pedro 5.8  - “...O diabo, o inimigo de vocês, anda ao redor como leão, rugindo e procurando a quem possa devorar”.  


       Em tudo isto para nós cristãos há uma mensagem de felicidade. Diferente dos outros, nós somos parte de uma geração de vencedores. Você faz parte desta geração. Há uma coroa de salvação sob a sua cabeça chamada Jesus Cristo. Há um espírito de autoridade na sua vida explícito na 2ª Carta de Timóteo, 1.7 onde o apóstolo Paulo muito prudentemente escreveu – “Pois Deus não nos deu espírito de covardia, mas de poder, de amor e de equilíbrio”. Hoje você vai aprender a vencer gigantes, derrubá-los e humilhá-los.

As portas do inferno não prevalecerão sobre a sua vida, nem sobre a sua igreja, nem sobre o seu ministério. Abra o seu coração e todo o seu entendimento porque Deus está contigo para conduzi-lo a vitória.

       Abra a sua bíblia no 2º Livro de Samuel, capítulo 5, onde leremos do versículo 17 até o 20. O texto diz – “Ao saberem que Davi tinha sido ungido rei de Israel, os filisteus foram com todo o exército prendê-lo, mas Davi soube disso e foi para a fortaleza. 18 Tendo os filisteus se espalhado pelo Vale de Refaim, 19 Davi perguntou ao Senhor: “Devo atacar os filisteus? Tu os entregarás nas minhas mãos?” – O Senhor lhe respondeu: “Vá, eu os entregarei nas suas mãos”. 20 Então Davi foi a Baal-Perazin e lá os derrotou. E disse: “Assim como as águas de uma enchente causam destruição, pelas minhas o Senhor destruiu os meus inimigos diante de mim”. Então aquele lugar passou a ser chamado Baal-Perazim (O Senhor que destrói).

Quem eram os filisteus
       Eles eram mercenários que trabalhavam por contrato para os Cananeus, Egípcios e Hititas. Eram conhecidos como os “Povos do Mar”. Governavam cidades importantes como GAZA, GATE, ECRON, ASDOBE e ASCALOM e tinham como principal característica a sua especialização nas guerras, sendo conhecidos pelo seu poderio e armas modernas. Eles Eram os únicos, entre hititas, jebuseus, farizeus a possuírem carruagens especialmente desenvolvidas para a guerra e possuíam grande ódio pelo povo de Israel. Ao longo do tempo os filisteus se configuraram como o povo escolhido por Satanás para afrontar o povo Judeu, ou o povo de Deus. Sempre que o povo escolhido por Deus achava-se próximo a um tempo de paz, apareciam os filisteus para afrontá-los. O desejo de satanás (ladrão) é roubar, matar e destruir. Sempre que o inimigo percebe que há uma grande vitória prestes a acontecer na sua vida o inimigo (filisteus = satanás) se levanta para atrapalhar. Há uma coroa de salvação sobre a sua cabeça que ilumina e extingue as trevas do inimigo e ele não se conforma com isto. Você tem autoridade sobre as trevas e satanás não pode fazer nada quanto a isto.

Vale de Refaim ou Baal Perazin 
a escolha é sua.
       Nosso texto principal aborda estes dois títulos. Curiosamente, tanto o Vale de Refaim quanto Baal-Perazim representam exatamente o mesmo lugar, dando-nos uma grande revelação da parte de Deus, e um ensinamento precioso para os nossos dias de batalhas e dificuldades. O termo REFAIM descende de uma série de outros nomes bíblicos e basicamente os significados são os mesmos: Nefilins, Emins, Anaquins e Eniquins significam “poderosos”, “fortes”, “guerreiros”, “valentes” e principalmente GIGANTES, uma espécie de mistura entre seres espirituais e seres humanos, de fato, anjos caídos que se apaixonaram por mulheres da terra e mantiveram relações com elas, gerando filhos anormais, com grande força e poder de destruição. A Primeira vez em que encontramos este texto na bíblia está em Gênesis 6.4 - “Naqueles dias havia Nefilins na terra, e também posteriormente, quando os filhos de Deus possuíram as filhas dos homens e elas deram filhos. Eles foram os heróis do passado, homens famosos” – Desta forma a tradução literal para Vale de Refaim é Vale dos Gigantes. O outro nome encontrado é Baal-Perazin. Este título significa “O Senhor que rompe Barreiras” e ainda “O Senhor que Destroi (nvi)”, no sentido de destruir os inimigos do povo de Deus. Ao destruí-los então, o Senhor transformou o Vale dos Gigantes na “Terra de Vitórias”. É por este motivo que Davi mudou o nome do Vale de Refaim depois de receber a vitória.

Todos nós podemos fazer esta escolha. Os problemas são os mesmos, os gigantes em geral são iguais para todos. O que muda é o nome que daremos ao nosso lugar de batalhas: Hoje você poderá fazer esta escolha: Onde você vai ficar, no vale de Refaim ou em Baal-Perazim, no vale de Gigante ou na Terra de Vitórias.

O inimigo não se conforma 
com a sua vitória
       Já pregamos sobre baseados neste título – “Deus escolheu os pequenos para fazer coisas grandes”. Davi era entre os seus irmãos o de menor estatura, mesmo assim Deus o escolheu. Deus sempre escolhe entre os menores para fazer as coisas maiores. Davi era diferente dos seus irmãos. A bíblia diz que Davi era Ruivo, enquanto seus irmãos se assemelhavam ao padrão étnico da região, pele escura e cabelos crespos. Deus escolhe os diferentes para fazer coisas diferentes. Nós somos pessoas diferentes do mundo porque não nos contaminamos com as coisas do mundo, nós somos pequenos porque ainda há muito mais não crentes do que crentes na face da terra.

Por menor e mais diferente que você seja Deus te escolheu para fazer coisas grandes e diferentes. O Senhor te escolheu para fazer a diferença no mundo, fazer coisas grandiosas que ninguém até hoje conseguiu fazer.

       Quando alguém de estatura menor, é escolhido para fazer coisas grandes o inimigo se levanta no Vale de Refaim, o vale dos Gigantes. Há sempre um gigante pronto para tentar roubar a sua vitória. O Vale de Refaim é o lugar de luta. Quando você tem um grande projeto, o inimigo te conduz ao Vale de Refaim, quando você tem uma grande benção para receber, ele faz o possível para cercar você por lá. Muitos nesta hora poderão dizer que estes gigantes já foram extintos, mas este é um engano. De fato eles estão vivos e atuantes e posso apresentar alguns: Há um gigante chamado “Conflito Familiar”, outro chamado “Dificuldades no Casamento”, um outro muito conhecido e bem atuante chama-se “Dificuldade Financeira” e a lista se estende por muitos outros nomes; O gigante da doença, falta de fé, depressão, ego, entre outros.

       Deus te chamou para ser um exterminador de gigantes. Problemas não vão deter a sua vitória. De uma certa forma Deus permite a presença destes gigantes para tornar você uma pessoa mais forte e mais preparada. Você sempre vai poder mudar o nome do seu vale de Refaim para Baal Perazim porque Deus o escolheu para fazer parte da Geração dos Vencedores, a geração de Davi e a geração que nasceu para conquistar. Foi para isto que você veio ao mundo, para conquistar o território do inimigo e humilhá-lo na presença do espírito Santo de Deus. Para você gigantes são exercícios espirituais, e não barreiras espirituais e todo crente que enfrente suas barreiras sai vencedor no final da história.

Quer se vencedor? Erga a tua mão e declare! Hoje é o dia da minha vitória, porque hoje é o dia em que todas barreiras vão cair por terra na sua vida.
A palavra de Deus está repleta de homens que, de forma figurada, foram ao Vale de Refaim e mudaram o nome das suas batalhas para Baal-Perazim.

Vamos conhecer alguns.
       O PRIMEIRO É JOSÉ – O Senhor escolheu José para ser um grande homem, poderoso e próspero. Quando lemos a respeito de José percebemos que ele era o menor entre os seus irmãos, e sendo assim o inimigo não iria se conformar em deixar o menor ser o maior, porém o Senhor já havia confirmado a vitória de José tal e qual Deus já confirmou a sua vitória. Para chegar a sua “Baal-Perazim” José foi vendido aos Egípcios e precisou enfrentar o gigante da escravidão. Cristão não pode ser escravo do pecado, cristão não pode ser escravo do vício. Deus te chamou para enfrentar gigantes e hoje eles precisam cair por terra na sua vida. Também para chegar a Baal-Perazim José precisou enfrentar o gigante da tentação. Se o jovem José tivesse cedido à tentação da mulher de Potifar, jamais teria atingido os seus objetivos. Se você ceder a tentação jamais sairá do Vale de Refidim. Levante-se pequeno homem! Levante-se pequena mulher! Deus os chamou para derrubar gigantes e se tornar mais do que vencedor. Você não vai cair, você vai levantar em meio as suas tentações.

Depois de passar por tudo isto a vida de José foi repleta de vitórias. PRIMEIRO – Os sonhos de José se confirmaram. Acredite nos seus sonhos, pois eles vão se confirmar na sua vida! SEGUNDO – José foi instrumento de salvação para a sua família. Acredite, sua família está na rota de encontro com o Senhor Jesus e você é o farol que ilumina o caminho! TERCEIRO – José se tornou homem poderoso no Egito. Compreenda: O Egito representa o mundo em que vivemos. Isto significa que neste terra onde estamos, Deus vai levantar você como pessoa poderosa para ser uma autoridade diante dos ímpios.  QUARTO – José se tornou uma referência para todas as outras gerações. Cries nisto: Muitas décadas depois, você será lembrando pela sua obra, pela sua coragem e pela sua fé.  

Você vai vencer o gigante da escravidão, e o gigante da tentação, porque Deus te chamou para ser vencedor em meios às lutas e as batalhas armadas contra você.

O SEGUNDO É DANIEL – Daniel é aquele a quem, por três vezes o Senhor chamou de amigo. Esta condição tão escancarada de “parceria” (amizade) entre Deus e Daniel não o poupou de passar pelo Vale de Refaim e ter de enfrentar gigantes. Daniel enfrentou o gigante da idolatria e para provar que era fiel não se poupou de ser lançado na cova dos leões. Quantos leões você vai precisar enfrentar para provar que Deus é realmente o Deus da sua vida? Seja forte, não desista! Deus tem um propósito em permitir que você esteja na cova dos leões e certamente é humilhar o inimigo que te oprime, mas se você for fiel independente dos gigantes certamente duas coisas vão acontecer; PRIMEIRO – Os anjos de Deus fecharão a boca dos Leões. Os leões podem estar do seu lado, mas não vão tocá-lo, pois eles vão ver que há luz de Deus na sua vida; SEGUNDO – O lugar de morte vai se transformar em lugar de vitória. A cova dos Leões era o “Vale de Redifim” de Daniel. No mesmo lugar onde 20 príncipes, tentaram subjugar a autoridade  de Daniel, eles foram lançados e despedaçados. A Cova se tornou a Baal-Perazim de Daniel, onde o Senhor destrói os seus inimigos e dá vitória aos seus filhos. TERCEIRO – O Gigante vai reconhecer o seu Deus e a autoridade do seu Deus. As palavras de Dário ao ver Daniel salvo são célebres: Ele disse – “Ele livra e salva, faz sinais e maravilhas, no céu e na terra...”. Prepare-se Deus vai fazer deste leão que te oprime um cordeirinho obediente!

Se você deseja vencer todas estas coisas, ouça o que diz a palavra de Deus. Há um convite do Senhor para você se tornar um exterminador de gigantes, um grande lutador vitorioso nas batalhas. Não tenha medo, lute sem dó porque Deus está com você nesta batalha.

Davi o exterminador de gigantes
O texto que lemos fala a respeito do jovem Davi. Davi foi profissional em vencer gigantes e Deus não trabalha com amadores neste tipo de batalha. Só profissionais em derrubar gigantes entram no reino dos Céus. Davi era um filho bastardo e por isto foi rejeitado pelos seus irmãos e familiares. Esta rejeição não era pequena, seus irmãos o odiavam e ainda por cima seu pai nada fazia para ajudá-lo. Até aqui Davi enfrentava dois gigantes, o da rejeição, e o do ódio. O gigante da humilhação também esteve presente. Davi era pastor de ovelhas e este era um serviço sujo naquela época, em geral, destinado aos bastardos. Você pensa que acabou? Pense num garoto franzino de 1.60m enfrentando um urso e um leão! Talvez seja assim com você hoje, sentindo-se menor entre todos, fraco e abandonado. Davi nunca esteve abandonado! Deus sempre esteve com ele assim como sempre vai estar com você. Com a presença de Deus, Davi se tornou maior do que os seus irmãos e os seus problemas. Davi se tornou tão profissional em enfrentar gigantes que foi o único a derrubar sozinho o um gigante Filisteu. Davi se tornou tão preparado para as batalhas da vida que passou fácil por Saul e Absalão. Davi se tornou tão astuto que foi capaz de enfrentar as dificuldades com os seus filhos e não perder a cabeça. O vale de Refaim não foi uma passagem corriqueira na vida de Davi, e sim um lugar de reflexão, treinamento e aprendizado. Faça como Davi, transforme seu vale em campo de treinamento. Você vai sair fortalecido e preparado para grandes batalhas e também para grandes vitórias.

Vamos aprender através da sabedoria do Rei Davi, como ele venceu seus inimigos no Vale de Refaim, o Vale dos Gigantes. Guarde com você estas passagens e certamente você sairá vitorioso tal e qual foi este grande “pequeno” homem de Deus.

Quando um gigante surgir, vá para a fortaleza!
Quando os filisteus resolveram guerrear contra Davi, sua primeira atitude foi correr para a Fortaleza. Algumas pessoas se esquecem deste princípio e nos momentos de batalha correm para qualquer lado, desesperados. Você não pode agir como todo mundo! Está difícil venha para a sua fortaleza. Nós temos uma fortaleza chamada “templo”, “igreja”. É na igreja onde recebemos o alimento e a instrução para vencer gigantes. Nos momentos de dificuldades vá à igreja. Haverá sempre alguém pronto a ajudar você.

       Ouça a voz de Deus para enfrentar gigantes.
       O versículo 19 diz – “Davi perguntou ao Senhor: “Devo atacar os filisteus? Tu os entregarás nas minhas mãos?”. Uma das grandes dificuldades na vida do homem é tomar atitudes sem pensar. O mundo conforme compreendemos atualmente nos ensinou a tomar decisões sempre muito rápidas, mas a palavra de Deus fala o contrário. Ela diz – “Esperei com paciência no senhor, ele se inclinou para mim e ouviu o meu clamor (Sl 40.1)”. É preciso perguntar a Deus a respeito das nossas ações. Não tome decisões sem falar com Deus. Ele sempre terá uma resposta para você. A Davi o Senhor disse – “Vá, eu os entregarei nas suas mãos”. A voz de Senhor é a voz da verdade. Deus não dá resposta de derrota e sim de vitória. Ore a Deus fale com Ele e vá! Deus vai guerrear com você nesta batalha e os gigantes da sua vida vão cair.

Você nunca estará sozinho no vale de Refaim
       A solidão é um sentimento pavoroso, capaz de maximizar outros sentimentos como medo e pânico. Nos momentos de dificuldade ninguém quer estar sozinho. É sempre mais fácil enfrentar os nossos gigantes quando estamos acompanhados de bons amigos, irmãos em Cristo ou bons soldados. No primeiro livro de Crônicas a palavra de Deus nos dá um relato a respeito dos aliados de Davi. Homens poderosos e fortes que se juntaram a ele para derrubar gigantes e enfrentar batalhas. O versículo 8 diz – “Da tribo de Gade alguns aliaram-se a Davi em sua fortaleza no deserto” – Gade foi o sétimo filho de Jacó, e o primeiro de Zilpa sua primeira esposa. Jacó profetizava a todos os seus filhos e para Gade ele disse: “Gade, uma guerrilha o acometerá”. Este filho de Jacó foi preparado desde criança para ser guerreiro, em sua tribo estão vários dos valentes de Davi. “Muito antes das suas batalhas acontecerem Deus já está preparando gente competente para guerrear com você”. A palavra de Deus diz que – “Eram guerreiros corajosos, prontos para o combate, e sabiam lutar com escudo e com lança”. “Escudo é defesa, lança é ataque. Deus vai colocar do seu lado pessoas para te defender e pessoas para atacar os gigantes na sua vida” . Como dissemos, estes gigantes não eram homens naturais e isto também nos indica que a batalha não pode ser vencida apenas de forma natural. 1º Crônicas 12.8 termina assim – “Tinham a bravura de um leão e eram ágeis como gazelas nos montes...”. O leão é considerado o mamífero mais poderoso da terra! Deus não manda qualquer um para lutar na sua causa. Se o gigante é um “lobo” na sua vida é grande avise-o para se preparar pois há um exército de Leões prontos para atacá-los. Bravura não é tudo é preciso ter agilidade. Uma gazela é capaz de saltar algo entre 4 e 6 metros de distância e correr a velocidades altíssimas. Quando este gigante na sua vida achar que está vencendo, ele vai estar perdendo, quando achar que está na frente ele vai estar atrás. Você não está sozinho, você está cercado de um exército poderoso treinado no Vale de Refaim, mas diplomado em Baal-Perazin, onde o Senhor destrói todos que se levantam contra os seus filhos.

Deus vai transformar o campo 
de batalha em lugar de vitória.
       O versículo 20 de 2º Samuel 5 é tremendo, segundo as escrituras Davi disse: “Pelas minhas mãos o Senhor destruiu os inimigos diante de mim” (...) e então aquele lugar passou a chamar-se Baal-Perzain (O Senhor que destrói). Hoje Deus está transformando o seu Vale de Gigantes na terra de vitórias. Hoje o Senhor está transformando o seu Vale de Refaim em Baal-Perazim. Vamos orar e guerrear juntos nesta (noite, manhã, tarde...) pois é hora de mudar algumas coisas na sua vida.

- O GIGANTE DA TRISTEZA vai cair!
- O GIGANTE DAS DIVIDAS vai cair!
- O GIGANTE DO MEDO vai cair
- O GIGANTE DA DÚVIDA vai cair agora!

Pois com certeza você saiu do Vale de Refaim e entrou em Baal Perazim.

pr. altamir de souza
Na Visão de Multidões!
Shalom Aleichem, Aleichem Shalom
A paz seja convosco, convosco esteja a paz

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terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Verdades sobre o cristão e o sexo

Na maioria das igrejas cristãs encontra-se uma grande dificuldade em tratar a respeito dos assuntos referentes a sexualidade do ser humano. Ao longo dos séculos a própria igreja se encarregou de transformar este assunto em algo proibido de comentar entre as paredes das igrejas. Durante todo este tempo casais sofreram e ainda sofrem  em casa com suas dificuldades, sem saber o que é certo ou o que é errado no seu relacionamento. Ao instaurar tamanho impedimento a respeito da sexualidade humana o cristão acabou por torná-la uma ferramenta de grande utilização do inimigo que se encarregou de "explicar" à sua maneira o que é e como é a sexualidade humana. 
Não é raro, ao perguntarmos para jovens e até mesmo adultos sobre "quem inventou o sexo" e ouvirmos a seguinte resposta: Satanás, ou ainda "a serpente no Jardim do Eden", dando ao contexto sexual da vida do homem um caráter absolutamente mundano. Certa vez em uma palestra para casais ouvi a seguinte frase: Deus inventou o amor, o diabo inventou o sexo. Esta versão fundamentalista porém, sem base bíblica surgiu a partir do momento em que se associou o relacionamento sexual entre homem e mulher ao pecado, sem avaliar as hipóteses em que este ato realmente se torna pecado. Desta forma, ao generalizar a situação, todos passaram a dizer: "Somos frutos do pecado", como se a relação sexual entre homem e mulher representasse de fato o próprio pecado.
       Este contexto é absolutamente fora de propósito, bastando para isto, ler o capítulo 3 de Genesis, onde encontramos “A tentação de Eva e a queda de homem”. A partir do momento em que o homem cedeu a tentação de experimentar o fruto proibido pelo Senhor, passou a ter consciência de certo e errado, e consequentemente do que é pecado. Todos nós somos descendentes de Adão e Eva, o que nos faz descendentes de um casal “pecador”, e tornando-nos pecadores por consequência, circunstância e também descendência.

Abaixo, uma série de questões para elucidar o seu entendimento a respeito da sexualidade do homem, baseada nas principais dúvidas e questionamentos que encontrei em palestras para casais e jovens.
      
O homem bíblico era diferente?
O homem foi criado tal e qual é nos dias de hoje, sendo assim homem e mulher nasceram para reproduzir através do relacionamento sexual, cuja consumação é a maior expressão física possível de amor e afeto, simbolizando entre outras coisas a máxima confirmação física do princípio de unicidade (uma só carne) encontrado em Gênesis 2.24.

Deus nos criou sexuados e sexuais?
Gênesis (Bereshit) é um livro de certa forma contundente, pelo fato de reproduzir a história escrita milhares de anos após o seu acontecimento. Somente nos primeiros capítulos de Gênesis remontam-se praticamente 50% dos anos contáveis na bíblia. Ao dirigir as mãos de Moisés em Genesis 1.27 o Senhor assim escreveu – “E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou”. O versículo demonstra que, desde o princípio a raça humana foi criada de forma sexuada. Em termos bem simples isto significa a necessidade de duas células reprodutoras: Um espermatozoide e um óvulo unindo-se para formar um novo organismo, semelhante aos dois primeiros que o conceberam. Não se encontrará um homem com óvulos, nem uma mulher com espermatozoides e os dois sempre vão completar um ao outro no ato reprodutivo. A “multiplicação” da raça humana está, desde o seu princípio, projetada para acontecer mediante o relacionamento sexual entre homem e mulher. Este ato sexual, por si, representa um momento de êxtase e profunda emoção, cujo resultado é um sentimento de felicidade plena, conhecido por “orgasmo”. Assim como todas as outras sensações e sentimentos do corpo humano o orgasmo estava programado no corpo do homem muito antes da sua corrupção. Deus criou esta sensação como forma de coroar o momento máximo de união entre homem e mulher. Nós somos seres sexuais cuja plenitude se revela no prazer e na procriação. Ao lermos Cantares podemos compreender a maneira como Deus projetou os nossos corpos para este momento, refutando toda e qualquer tentativa de manchar o relacionamento sexual com tintas de pecado. Isto, é claro, se preservados os preceitos de moral, fidelidade, bons costumes, cristandade, respeito mútuo e etc., só obtidos mediante o estudo da palavra de Deus e a obediência aos seus mandamentos.

Deus construiu o corpo do homem
Genesis 2.7 diz – “E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou em seus narizes o fôlego de vida; e o homem foi feito alma vivente”. Deus é o projetista do universo. Antes de formar o mundo Ele o projetou e antes de formar cada um dos seres viventes Ele também os projetou. Ao homem porém foi dado um cuidado especial: Em todas as passagens anteriores onde vemos a formação dos outros seres viventes o Senhor diz: “Haja luz” e ouve luz, “produza a terra erva verde”, e desta forma aconteceu, e assim sucessivamente, porém ao chegar na criação do homem, o próprio Deus o fez a partir do pó da terra. Deus, projetou todas as outras coisas e ordenou simplesmente que surgissem, mas o homem Deus projetou e “modelou” com o barro. Cada órgão, osso, fios de cabelo, pelos e etc., foram rigorosamente modelados pelo Senhor tal e qual como somos atualmente, com órgãos sexuais. Não há motivos para temer falar sobre isto pois é a mais pura verdade: Desde o princípio o próprio Deus nos modelou completos tal e qual somos hoje.

Somos seres reprodutores
Deus deu uma ordem ao homem e a mulher: “Sejam férteis, multipliquem-se e encham a terra” (Genesis 1.28). Ainda há, nos dias de hoje, pessoas incapazes de compreender este texto. É obvio que o “sejam férteis” refere-se a um processo de reprodução, e a reprodução não ocorre se não houver fecundação, e esta seria impossível, naquela época, se não fosse pela relação sexual entre o homem e a mulher. O Senhor nos criou reprodutores, dando-nos a missão de continuar a sua obra. Um casal “projeta” seus filhos, que são “moldados” conforme à sua imagem (filhos parecidos com os pais) e os produzem, mediante a fecundação e a evolução do feto na barriga da mulher. Isto por si só, demove a ideia do sexo impuro ou pecaminoso. O sexo é a forma “estabelecida por Deus” para a multiplicação da raça humana na face da terra. Como poderia então ser sujo, perverso ou errado? Esta concepção só se torna verdadeira quando é sexualidade é abordada à luz do mundanismo, onde a idolatria ao corpo e ao prazer atropelam de forma criminosa a adoração ao criador.

Seria errado sentir atração sexual?
O que leva um homem e uma mulher a ficarem juntos, casarem-se e terem seus filhos parte do princípio da atração. Atração é uma força maior capaz de tirar um determinado corpo de um lugar e movê-lo para outro. A tal lei da Gravidade (atração) descoberta por Newton está na bíblia desde o princípio. Veja-a em Gênesis 2.24 – “...deixará o homem a seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher”. Para deixar seu pai e sua mãe é necessário haver a “atração” do homem pela mulher. O processo de atração instaurado no corpo do homem  da mulher é um sistema complexo formado por diversas etapas: Empatia, amizade, atração (não necessariamente nesta mesma ordem), paixão e amor. Este é o processo “gravitacional” do amor, onde alguém passa a sentir uma “força maior” capaz de atraí-lo(a) em direção ao outro(a). A mulher foi criada para o homem, tal e qual o homem foi criado para a mulher. Sentir atração é um processo natural, absolutamente livre de qualquer tipo de culpa em termos espirituais. Adão ao ser chamado para dar nome a todos os seres vivos na terra, ficou sem par. Deus lhe providenciou uma ajudadora, extraída do seu próprio corpo e por este motivo ele exclamou – “Esta é agora osso dos meus ossos e carne da minha carne... (Gn 2.23). Efésios 5.28 diz claramente – “Assim, devem os maridos amar a suas “próprias” mulheres, como a seus próprios corpos...”.
Atualmente ainda não se conseguiu explicar totalmente o processo de atração entre homem e mulher. Alguns homens são atraídos por mulheres inteligentes, outros por mulheres bonitas (e antes que me chamem de machista, é claro que há mulheres lindíssimas e inteligentes), e da mesma forma acontece com as mulheres. Isto acontece porque este processo de fato não é humano e sim espiritual. Não se pode explicar atração somente pela beleza e sim por uma série de fatores espirituais, psicológicos e sociais que em conjunto formam uma força impossível de ser suportada, fazendo um corpo desligar-se de uma família e formar outra, gerando novos filhos e novas famílias onde tudo irá repetir-se novamente.

Nudez é pecado?
Certa vez em uma palestra conheci um Senhor de aproximadamente 50 anos. Após a explanação da última palestra do encontro ele me procurou e me fez uma afirmação e uma pergunta: “Pastor, sou casado há 23 anos e tanto eu como minha mulher evitamos ficar nus um na frente do outro. Eu gostaria de saber se estou certo ou errado na minha atitude”. Minha resposta foi basicamente o texto que segue: A nudez antecede o pecado do homem. Genesis 2.25 diz – “E ambos (homem e mulher) estavam nus, o homem e a sua mulher, e não se envergonhavam”. O versículo mostra o contrário do entendimento cristão. Adão não utilizava roupas antes de conhecer o pecado e da mesma forma, Eva também não. O corpo humano é uma escultura feita por Deus para glorificar a sua existência em todos os sentidos. Diferente do que geralmente se entende a roupa é que significa pecado. Veja o que diz Gênesis 3.7 – “Então foram abertos os olhos de ambos, e conheceram que estavam nus; e coseram folhas de figueira, e fizeram para si aventais”. Perceba que somente após o pecado, o homem sentiu a necessidade de utilizar roupas. Sendo assim, a nudez representa o estado de “pureza” no qual fomos concebidos e as roupas, a “sujeira” na qual fomos colocados após conhecermos o pecado. Neste sentido o “conhecer” significa “tomar partido ou participar”.
Ao longo dos anos satanás investiu no processo de inversão dos valores, conforme é a sua estratégia, para transformar a nudez em uma visão pecaminosa. A palavra de Deus, conforme mostramos, diz exatamente o contrário, dando ao “marido” e a “esposa”, liberdade neste sentido. O homem não pode sentir vergonha de sua nudez diante de sua esposa e nem a esposa em relação ao seu marido pelo fato de ambos terem sido integrados ao princípio de “uma só carne” a partir do casamento. Sentir vergonha do esposo ou esposa é exercer um padrão de aversão ao próprio corpo, posto que amos pertencem um ou outro, são ossos dos mesmos ossos e pele da mesma pele.

Para terminar
Espero ter demonstrado uma forma diferente e pura de compreender a sexualidade e alguns dos seus entendimentos. Deus nos criou para sermos felizes na plena união do casamento. Não permita que o inimigo utilize falsas informações e conceitos para deturpar a sua mente e prejudicar a sua vida de casal.


pr. altamir de souza
Na Visão de Multidões!
Shalom Aleichem, Aleichem Shalom
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segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Boletim Médico das últimas horas de Jesus Cristo


NOTICIA publicada no Jornal Italiano
"La Republica" de grande circulação na Europa – 31.05.1999 pagina 21

ROMA – Os evangelhos não possuem apenas um valor teológico, mas ao narrar a paixão de Jesus, fornecem dados para "um verdadeiro boletim médico" que nos permite de reconstruir em termos clínicos, as últimas horas da vida de Cristo; é esta a tese que o Professor Pierluigi Baima Bollone, diretor do Instituto de Medicina Legal da Universidade de Torino –Itália, relata em seu último livro, "Os últimos dias de Cristo" Em uma entrevista ao cotidiano "Avvenire", Baima Bollone, explica de ter lido diversas vezes os relatos dos evangelhos, - em especial o de Lucas, que havia conhecimento médico – para poder reconstruir os sofrimentos de Jesus, que vai da noite escura no Jardim do Getsemani até Sua morte na cruz, afirmando que "o estudo médico legal é completamente a favor do relato bíblico e historia dos evangelhos". O especialista torinense reconstruiu a ficha clinica de Jesus, que desde menino houve um "desenvolvimento normal e harmônico", como demonstra as longas viagens que fazia junto aos seus pais, e que ao retornar a Jerusalém, adulto, "tinha uma boa saúde, mas estava um pouco magro", e de fato os fariseus o confundiam como alguém que tivesse 50 anos. No horto do Getsemani, afirma Prof. Baima Bollone, Jesus manifesta alguns dos 16 sintomas típicos da "síndrome do pânico", que "não indica apenas um simples estado de medo, mas um profundo resultado de vários sofrimentos". Ao suor, junta-se o desejo de fugir, o medo de morrer, a queda por terra e a angustia, que por fim, se transformam em suor de gotas de sangue, das quais falam os evangelhos, tudo isto perfeitamente explicável pela medicina como um total trabalho neurovegetativo. Portanto diante de Caifas, a reação de Jesus, quando diz: "tu dizes" em resposta as perguntas do sumo sacerdote, demonstra, segundo Baima Bollone, como o interrogado "sob forte stress, tende a declarar a sua visão dos fatos, para reabilitar-se das falsas acusações e recuperar o senso de auto estima". A este stress psicológico se somam às torturas físicas: os extenuantes interrogatórios, as pancadas dos soldados, a violência das 39 flagelações e o arrancar das vestes, que segundo o estudioso italiano, "deve ter provocado o mesmo efeito de quando se arranca com violência, um curativo de uma ferimento ainda aberto". Quanto a causa final da morte de Jesus, Baima Bollone, pensa que tenha sido provavelmente "asfixia, complicada por ataque cardíaco terminal, e trombose coronária" ocorridas depois de poucas horas sobre a cruz, pois "Jesus se encontrava fraco, devido as torturas recebidas". Todos estes dados são perfeitamente compatíveis com o que se lê nos evangelhos.
Tradução do texto:
Pastor Valmir Farinelli
(pastor e missionário em Siracusa - Itália)


Boletim Médico das últimas horas de Jesus Cristo


Leia atentamente:

Relato aqui a descrição das dores de Jesus feita por um grande estudioso francês, o médico Dr. Barbet : dando a possibilidade de compreender realmente as dores de Jesus durante a sua paixão. "Eu sou um cirurgião, e dou aulas há algum tempo. Por treze anos vivi em companhia de cadáveres e durante a minha carreira estudei a fundo anatomia. Posso portanto escrever sem presunção."

01.Jesus entrou em agonia no Getsemani - escreve o evangelista Lucas – orava mais intensamente. "E seu suor tornou-se como gotas de sangue a escorrer pela terra". O único evangelista que relata o fato é um médico, Lucas . E o faz com a precisão dum clínico. O suar sangue, ou "hematidrose", é um fenômeno raríssimo. Se produz em condições excepcionais: para provocá-lo é necessário uma fraqueza física, acompanhada de um abatimento moral violento causado por uma profunda emoção, por um grande medo. O terror, o susto, a angústia terrível de sentir-se carregando todos os pecados dos homens devem ter esmagado Jesus. Tal tensão extrema produz o rompimento das finíssimas veias capilares que estão sob as glândulas sudoríparas, o sangue se mistura ao suor e se concentra sobre a pele, e então escorre por todo o corpo até a terra.

02. Conhecemos a farsa do processo preparado pelo Sinédrio hebraico, o envio de Jesus a Pilatos e o desempate entre o procurador romano e Herodes. Pilatos cede, e então ordena a flagelação de Jesus. Os soldados despojam Jesus e o prendem pelo pulso a uma coluna do pátio. A flagelação se efetua com tiras de couro múltiplas sobre as quais são fixadas bolinhas de chumbo e de pequenos ossos.  Os carrascos devem ter sido dois, um de cada lado, e de diferente estatura. Golpeiam com chibatadas a pele, já alterada por milhões de microscópicas hemorragias do suor de sangue. A pele se dilacera e se rompe; o sangue espirra. A cada golpe Jesus reage em um sobressalto de dor. As forças se esvaem; um suor frio lhe impregna a fronte, a cabeça gira em uma vertigem de náusea, calafrios lhe correm ao longo das costas. Se não estivesse preso no alto pelos pulsos, cairia em uma poça de sangue.

03. Depois o escárnio da coroação. Com longos espinhos, mais duros que aqueles da acácia, os algozes entrelaçam uma espécie de capacete e o aplicam sobre a cabeça. Os espinhos penetram no couro cabeludo fazendo-o sangrar (os cirurgiões sabem o quanto sangra o couro cabeludo).

04. Pilatos, depois de ter mostrado aquele homem dilacerado à multidão feroz, o entrega para ser crucificado. Colocam sobre os ombros de Jesus o grande braço horizontal da Cruz; pesa uns cinqüenta quilos. A estaca vertical já está plantada sobre o Calvário. Jesus caminha com os pés descalços pelas ruas de terreno irregular, cheias de pedregulhos. Os soldados o puxam com as cordas. O percurso, é de cerca de 600 metros. Jesus, fatigado, arrasta um pé após o outro, freqüentemente cai sobre os joelhos. E os ombros de Jesus estão cobertos de chagas. Quando ele cai por terra, a viga lhe escapa, escorrega, e lhe esfola o dorso.

05. Sobre o Calvário tem início a crucificação. Os carrascos despojam o condenado, mas a sua túnica está colada nas chagas e tirá-la é atroz.  Alguma vez vocês tiraram uma atadura de gaze de uma grande chaga? Não sofreram vocês mesmos esta experiência, que muitas vezes precisa de anestesia? Podem agora vos dar conta do que se trata. Cada fio de tecido adere à carne viva: ao levarem a túnica, se laceram as terminações nervosas postas em descoberto pelas chagas. Os carrascos dão um puxão violento. Como aquela dor atroz não provoca uma síncope? O sangue começa a escorrer. Jesus é deitado de costas, as suas chagas se incrustam de pé e pedregulhos. Depositam-no sobre o braço horizontal da cruz. Os algozes tomam as medidas. Com uma broca, é feito um furo na madeira para facilitar a penetração dos pregos; horrível suplício! Os carrascos pegam um prego (um longo prego pontudo e quadrado), o apoiam sobre o pulso de Jesus, com um golpe certeiro de martelo o plantam e o rebatem sobre a madeira. Jesus deve ter contraído o rosto assustadoramente. No mesmo instante o seu pólice, com um movimento violento se posicionou opostamente na palma da mão; o nervo mediano foi lesado. Pode-se imaginar aquilo que Jesus deve ter provado; uma dor lancinante, agudíssima, que se difundiu pelos dedos, e espalhou-se, como uma língua de fogo, pelos ombros, lhe atingindo o cérebro. Uma dor mais insuportável que um homem possa provar, ou seja, aquela produzida pela lesão dos grandes troncos nervosos. De sólido provoca uma síncope e faz perder a consciência. Em Jesus não. Pelo menos se o nervo tivesse sido cortado!  Ao contrário (constata-se experimentalmente com freqüência) o nervo foi destruído só em parte: a lesão do tronco nervoso permanece em contato com o prego: quando o corpo for suspenso na cruz, o nervo se esticará fortemente como uma corda de violino esticada sobre a cravelha.  A cada solavanco, a cada movimento, vibrará despertando dores dilacerantes. Um suplício que durará três horas. 

O carrasco e seu ajudante empunham a extremidade da trava; elevam Jesus, colocando-o primeiro sentado e depois em pé; consequentemente fazendo-o tombar para trás, o encostam na estaca vertical. Depois rapidamente encaixam o braço horizontal da cruz sobre a estaca vertical. Os ombros da vítima esfregaram dolorosamente sobre a madeira áspera. As pontas cortantes da grande coroa de espinhos o laceraram o crânio. A pobre cabeça de Jesus inclinou-se para frente, uma vez que a espessura do capacete o impedia de apoiar-se na madeira. Cada vez que o mártir levanta a cabeça, recomeçam pontadas agudíssimas.  Pregam-lhe os pés. Ao meio-dia Jesus tem sede. Não bebeu desde a tarde anterior. As feições são impressas, o vulto é uma máscara de sangue. A boca está semi-aberta e o lábio inferior começa a pender. A garganta, seca, lhe queima, mas ele não pode engolir. Tem sede. Um soldado lhe estende sobre a ponta de uma vara, uma esponja embebida em bebida ácida, em uso entre os militares. Tudo aquilo é uma tortura atroz. Um estranho fenômeno se produz no corpo de Jesus. Os músculos dos braços se enrijecem em uma contração que vai se acentuando: os deltóides, os bíceps esticados e levantados, os dedos se curvam. Se diria um ferido atingido de tétano, presa de uma horrível crise que não se pode descrever. A isto que os médicos chamam tetania, quando os sintomas se generalizam: os músculos do abdômen se enrijecem em ondas imóveis, em seguida aqueles entre as costelas, os do pescoço, e os respiratórios. A respiração se faz, pouco a pouco mais curta. O ar entra com um sibilo, mas não consegue mais sair. Jesus respira com o ápice dos pulmões. Tem sede de ar: como um asmático em plena crise, seu rosto pálido pouco a pouco se torna vermelho, depois se transforma num violeta purpúreo e enfim em cianítico.  Jesus atingido pela asfixia, sufoca. Os pulmões cheios de ar não podem mais esvaziar-se. A fronte está impregnada de suor, os olhos saem fora de órbita. Que dores atrozes devem ter martelado o seu crânio!

Mas o que acontece? Lentamente com um esforço sobre-humano, Jesus tomou um ponto de apoio sobre o prego dos pés. Esforçando-se a pequenos golpes, se eleva aliviando a tração dos braços. Os músculos do tórax se distendem. A respiração se torna mais ampla e profunda, os pulmões se esvaziam e o rosto recupera a palidez inicial.  Porque este esforço? Porque Jesus quer falar: "Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem".  Logo em seguida o corpo começa afrouxar-se de novo, e a asfixia recomeça. Foram transmitidas sete frases pronunciadas por ele na cruz: cada vez que quer falar, deverá elevar-se tendo como apoio o prego dos pés, inimaginável!
Enxames de moscas, grandes moscas verdes e azuis, zunem ao redor do seu corpo; irritam sobre o seu rosto, mas ele não pode enxotá-las.  Pouco depois o céu escurece, o sol se esconde: de repente a temperatura se abaixa.  Logo serão três da tarde. Jesus luta sempre: de vez em quando se eleve para respirar. A asfixia periódica do infeliz que está destroçado. Uma tortura que dura três horas. Todas as suas dores, a sede, as cãibras, a asfixia, o latejar dos nervos medianos, lhe arrancaram um lamento: "Meu Deus, meu Deus, porque me abandonastes?". Jesus grita: "Tudo está consumado!". Em seguida num grande brado disse: "Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito".
E morre.

"Ele fez tudo isso por amor a você!  
E você, o que faz por ele?!?"


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sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Qual a importância da aliança de noivado e casamento


Muitas pessoas me perguntam a respeito da simbologia da aliança. Já tive a oportunidade de acompanhar casais com dificuldades em compreendê-las e até mesmo utilizá-las. Por outro lado, e não foram poucas vezes, enfrentei casais recém formados de namorados e até mesmos seus pais, desejosos de pôr no dedo a chamada “aliança de compromisso”, o que neste caso sempre proibi em nosso ministério dentro de determinadas convicções e regras. Resolvi escrever este texto para elucidar as dúvidas .
Nos tempos bíblicos a representação do poder se dava por intermédio de alguns objetos, entre eles o cetro, a coroa, o brasão e também o anel. Através destes objetos hebreus, gregos e romanos expressavam suas posições de autoridade e também de religião. O anel ou aliança conforme vemos nos dias de hoje, descende de um costume hindu de utilizar este objeto como forma de oficializar o casamento. Este costume foi adaptado por gregos e romanos que disseminaram esta cultura por todo o mundo conhecido até os nossos dias atuais. A princípio a aliança era um símbolo de propriedade do marido sobre a noiva, demonstrando publicamente para os outros pretendentes que a mulher portadora da aliança não estava mais disponível. O costume de utilização da aliança só foi adotado pela igreja Cristã no século IX não necessariamente como símbolo de propriedade e sim de “fidelidade e compromisso mútuo”.
A bíblia, conforme conhecemos hoje e até mesmo os outros conceitos de livros bíblicos como o Torá dos judeus, que de certa forma está embutido na bíblia cristã também falam a respeito da aliança. Genesis 41.42 – E faraó tirou da mão o seu “anel-senete” e o colocou na mão de José, vestiu-o de traje de linho fino, e lhe pôs ao pescoço um colar de ouro”,  1º Samuel 20:8 – “Usa, pois de misericórdia para com o teu servo porque o fizeste entrar contigo em “aliança” do Senhor; (...)”, 1º Reis 15:19 – “Haja “aliança” entre mim e ti, como houve entre meu pai e teu pai. Eis que aqui te mando um presente de prata e de ouro; (...)”, Lucas 15.22 – “Mas o pai disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa, e vesti-lha, e ponde-lhe um anel no dedo e alparcas nos pés;”.
Em todas estas passagens (e existem muitas outras), notamos o compromisso selado em torno do anel, ou aliança. Isto nos faz compreender que o uso da aliança possui um significado religioso, pois o próprio Deus estabelece aliança com aqueles que o obedecem e o reconhecem, também possui um significado cultural, pois diversas culturas valorizam o simbolismo da aliança, e também um significado secular, pois a aliança já está mais do que infiltrada dentro das culturas latinas, europeias e asiáticas. Ao analisarmos os textos bíblicos e todo o simbolismo envolvido em torno deste objeto, notamos a importância da aliança em termos bíblicos e seculares. Um casamento definitivamente não acontece sem uma aliança de amizade, amor e respeito demonstrada através de um anel.

Por que não se deve tirar a aliança do dedo
Hoje é comum encontrarmos homens e mulheres casados relutantes em utilizar as suas alianças. Os homens alegam sentirem-se mais jovens e “soltos” sem a aliança, as mulheres seguem nos dias atuais, a mesma linha. O que se deixa de observar é o simbolismo do “pacto de fidelidade” envolvido na utilização da aliança e também de amor e respeito eternos. Este pacto não pode ser quebrado, nem tão pouco desconsiderado. Ao tirar a aliança, o homem (ou a mulher) rompem este compromisso em seus pensamentos e até mesmo nas suas atitudes gerando brechas atrativas para o inimigo. Entrevistas recentes com 1000 homens e 1000 mulheres mostram que ao se sentirem atraídos por alguém uma das primeiras observações é a “aliança”. Claro que a sua falta irá gerar expectativas traiçoeiras a respeito de alguém casado e que não a esteja utilizando, podendo inclusive levar pessoas inocentes ao engano. Romanos 1.29 diz “Antes, renunciamos os procedimentos secretos e vergonhosos; não usamos de engano, nem torcemos a palavra de Deus. Ao contrário, mediante a clara exposição da verdade, recomendamo-nos à consciência de todos, diante de Deus”. Gerar sentimentos capazes de fazer pecar o outro é pecado gravíssimo e deve ser evitado de todas as formas. Se você é casado(a) não abra mão da sua aliança, utilize-a sempre, respeitando obviamente as profissões onde a sua utilização se torna impossível por questões de higiene ou segurança. Sua aliança é um outdoor espiritual onde se lê: Sou casado(a) e respeito o meu casamento!

Por que casais recentes de namorados não devem utilizar a “aliança de compromisso”
Nos últimos 15 anos, disseminou-se nos meios cristãos e pagãos a utilização da aliança de compromisso como forma de externalizar relacionamentos e sentimentos. O que muitos não percebem é a estratégia ardilosa de satanás para gerar legalidade no princípio do “pacto inquebrantável” da aliança. Muitos casais optam por utilizar a “aliança de compromisso” com pouquíssimo tempo de relacionamento, tempo insuficiente para conceber a concretização da certeza de um casamento ao final. O namoro conforme se conhecia está “fora de moda” e atualmente muitos começam e terminam relacionamentos como se começa e termina um passeio. A questão é que durante este período, onde a vontade de Deus nem sempre foi consultada, uma aliança é colocada no dedo do casal, como forma de estabelecer um “compromisso” entre as partes. Até aqui tudo bem, o problema só surge quando por algum motivo termina-se o namoro.
Vamos ver o que diz o Salmista Davi para compreender melhor: Salmo 89:34 – “Não violarei a minha aliança nem modificarei as promessas dos meus lábios”. Salmo 89:28 – “Manterei o meu amor por ele para sempre, e a minha aliança com ele jamais se quebrará”.  Veja o que diz Hebreus 13:20 – “O Deus das paz que pelo sangue da “aliança eterna” trouxe de volta dentre os mortos o nosso senhor Jesus, o grande pastor de ovelhas. Perceba que o salmista fala claramente sobre “não violar a aliança”, “manter a aliança”. Já Hebreus chama a aliança de “eterna”. Tudo isto nos leva a compreender que uma aliança não pode ser quebrada nem esquecida. De certa forma é isto que acontece ao se romper uma “aliança de compromisso”. A união entre homem e mulher simboliza a união entre Deus e a Igreja. Quebrar esta aliança de forma tão corriqueira como se vê nos dias atuais e desvalorizar a aliança entre Deus e a sua criação.
Os efeitos são claros e podemos verificar em Jeremias 11.10.11 - Eles retornaram aos pecados de seus antepassados, que recusaram dar ouvi­dos às minhas palavras e seguiram outros deuses para prestar-lhes culto. Tanto a comunidade de Israel como a de Judá quebraram a aliança que eu fiz com os antepassados deles". 11 Por isso, assim diz o Senhor: "Trarei sobre eles uma desgraça da qual não poderão escapar. Ainda que venham a clamar a mim, eu não os ouvirei. Um casal que cria o habito de utilizar alianças de compromisso e retirá-las em todos os seus relacionamentos gera o princípio de legalidade para o inimigo nos acusar e bloquear as nossas bênçãos. De fato, não sou totalmente contra a utilização da aliança de compromisso. Entendo que a sua utilização é absolutamente aceitável quando o casal possui plena convicção dos seus objetivos diante de Deus de unirem-se em casamento. Sendo assim, o parâmetro adotado em nosso ministério é só autorizar a utilização de alianças após o mínimo de “12 meses de namoro”, tempo suficiente para averiguarem se os seus propósitos estão ligados aos propósitos de Deus.
Avalie seus conceitos em torno da aliança, e procure valorizar ao máximo este simbolismo, pois ele certamente vai bem mais além de um simples adereço podendo gerar muitas bênçãos sobre a sua vida, se utilizado corretamente, diante de Deus e diante dos homens.


pr. altamir de souza
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