terça-feira, 20 de maio de 2014

O trânsito em São Paulo


A cada dia o trânsito em São Paulo exerce o seu poder de opressão sobre os motoristas da cidade. São médicos, advogados, jornalistas, profissionais liberais, profissionais do trânsito. Enfim, tantos que perdem grande parte do que poderia ser qualidade de vida literalmente presos em seus próprios carros.

Há tempos vi uma matéria onde se propunha a concepção do automóvel como extensão da casa do seu proprietário, dadas as atitudes de cada um quando a sós nos seus veículos.

Acho difícil, aliás muito difícil. Ninguém passa duas horas na marginal Pinheiros andando de primeira e segunda, (ou só de primeira para os automáticos...) feliz e contente por não fazer o mesmo percurso no tempo convencional que seria de 30 minutos!

Precisamos de soluções imediatas para São Paulo, e não paisagísticas. Não adianta pintar as guias, a não ser que seja para contar "carneirinhos" parado no trânsito. Também não adianta tomar uma atitude drástica, de última hora, como foi o caso da construção das marginais. Gente! São Paulo travou. Não é possível conceber atravessar a cidade mais rápido de bicicleta do que com o seu carro.

Quando será que veremos alguém tomar uma providência eficaz, investindo em transporte público, controle de trânsito e estratégias de redistribuição comercial?

Estamos às vésperas da Copa do Mundo e seremos a sede de um dos maiores eventos do planeta. Em todos os outros países onde se realizou uma copa a preocupação com a mobilidade foi sempre um fator de grande importância. Já para nós aqui em terras tupiniquins o que se viu foi recapeamento de vias, uma ou outra obra no entorno do "Itaquerão" entre as quais algumas não ficarão prontas e só. Nada de mobilidade, nada de melhorias nem tão pouco respeito ao cidadão que paga os seus impostos.

Lamentável morar em um País onde se pode fazer quase tudo graças aos recursos naturais disponíveis e nada se faz. Lamentável estar sediado em torno e um governo preocupado consigo mesmo e não com o povo. Lamentável ter que dispensar tempo em criticar quando na realidade o nosso maior desejo seria elogiar.