terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Existe vida após a morte?


        Ao longo dos anos acredito que esta tenha sido uma das perguntas mais frequentes entre os não convertidos com quem tive a oportunidade de conversar. Um grande ponto de interrogação reside no coração e na mente de bilhões de seres humanos, até mesmo alguns cristãos, preocupados em saber o que de fato acontece após a morte. Inúmeros livros estão espalhados pelos quatro cantos da terra, tratando deste assunto. O tema “vida a pós a morte” encontra mesas de discussão em todas as religiões, desde as monoteístas até as politeístas e abre um cortina de soluções e dúvidas tão complexa, a ponto de deixar ainda mais confusos os incautos ouvintes e leitores de palavras sem direção. Palavra e Mensagem aborda este assunto controverso na série “O pastor responde”, buscando os conceitos bíblicos mais bem fundamentos para dar base a uma compreensão a respeito do tema.

Ciência e religiões 
têm vários pontos de vista
        O purgatório. Mesmo não tendo base bíblica é amplamente difundida visão do “purgatório”, uma teoria desenvolvida pela teologia católica romana onde se permanece por um tempo (até que o Senhor volte) como forma de aprimorar, após a morte, o estado de pureza do indivíduo visando buscar a condição de santidade exigida para todas as pessoas que almejam a eternidade. Mesmo sem base bíblica esta hipótese esdrúxula é amplamente difundida nos países sul-americanos, e alguns europeus, onde o catolicismo possui ampla penetração.
        A teoria da reencarnação. Esta teoria propõe a reconstrução espiritual e física do indivíduo por intermédio da reencarnação evolutiva. Conforme o entendimento geral estabelecido entre a maior parte das religiões que abrangem esta visão a reencarnação é um processo evolutivo onde a vida se aprimora por intermédio do sofrimento em determinadas  áreas da sua vida. Conforme este entendimento um indivíduo pode nascer com problemas físicos, mentais, ou os dois, como forma de aprimorar a sua vida através do sofrimento em decorrência de atitudes cometidas em outras existências. Esta mesma vida ainda pode “encarnar” em animais ou até mesmo objetos conforme o entendimento religioso de cada denominação. Em algumas religiões, como o budismo e algumas vertentes do hinduísmo, a reencarnação acontece até o ponto do indivíduo atingir o “nirvana”, tornando-se parte do cosmo e passando a ser uma parte consistente do universo celestial.
        Ateus e materialistas. Absolutamente racionais, estas duas vertentes renegam categoricamente Hebreus 11.1 onde se lê – “Fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos. O ateu refuta veementemente a presença de algo espiritual na sua vida, crendo na existência apenas do “acaso” como forma providencial da existência. A teofania tão abundante no cotidiano do cristão nada mais é do que um devaneio psicótico na visão do ateu. Já o materialista entende a realização pessoal como fruto absoluto do seu esforço, devendo este esforço resumir-se ao seu tempo produtivo. O materialista entende a morte como um “ponto final”, admitindo como perpetuação da vida apenas a herança material e genética deixada para suas gerações posteriores.

Ninguém quer morrer
        Espíritas, hinduístas, budistas, católicos, ateus materialistas ou deístas, no final das contas têm um ponto em comum: Ninguém quer morrer! Todos temem a morte da mesma forma, e lutam contra ela com unhas dentes e muito dinheiro se for necessário. A própria confluência confusa de informações deixa o homem intelectualmente aterrorizado e espiritualmente oprimido. Ao longo dos milênios a morte criou um espectro de medo e terror na vida do homem a ponto de fazê-lo desesperar-se na simples hipótese dela o atingir. Não por acaso filmes a respeito deste assunto levam milhões de pessoas às telas dos cinemas tornado-se best-sellers, livros e artigos nas mais diversas mídias atingem níveis altíssimos de acesso. A simples fantasia de “não morrer” acalma e seduz o homem natural.

Qual o motivo
        Chamo de “curto-circuito da alma”. Nós somos maquinas espirituais dotadas de energia eterna, porém “em curto-circuito”. O homem, criação máxima de Deus não foi criado para morrer. Isto só aconteceu por uma interferência maligna tão poderosa a ponto de gerar um padrão negativo de vida em toda a humanidade. Por mais perfeitos que pareçamos nós não somos, ou melhor dizendo: “não estamos”. Há um defeito grave em nossa existência chamado “morte” e ela assombra em geral, todos os desinformados. Apocalipse 1.18 diz – “Sou (Jesus) Aquele que Vive. Estive morto, mas agora estou vivo para todo o sempre! E tenho as chaves da morte e do Hades. Um descrente por consequência da sua própria condição, não baseia o seu entendimento na bíblia e sim nas sua próprias convicções deixando confuso e num “curto-circuito” ainda mais pesado.

Quando se morre
        Morrer ou viver eternamente é uma decisão tomada durante o nosso percurso como seres humanos. Gênesis 2.17 diz – “...não coma da árvore do conhecimento do bem e do mal, porque no dia em que dela comer, certamente morrerá”. Esta decisão nos levou à morte e respondemos por ela até os dias de hoje. Através desta decisão os nossos olhos se abriram para questões além do nosso próprio entendimento.  Esta confusão inverteu valores e a felicidade foi transformada em tristeza, a saúde em doença e a fé em descrença. Somente através do Cristo Jesus encontramos a solução para a morte pois “assim está escrito: “O primeiro homem, Adão, tornou-se um ser vivente”, o último Adão, espírito vivificante (1ª Cor. 15.45)

Para onde vamos quando morremos
        Ao morrer podemos seguir dois caminhos: Paraíso ou inferno, conforme lemos em Lucas 16.22-23 – Chegou o dia em que o mendigo morreu, e os anjos o levaram para junto de Abraão. O rico também morreu e foi sepultado. 23 No Hades, onde estava sendo atormentado, ele olhou para cima e viu Abraão ao longe, com Lázaro ao seu lado”. O texto não deixa dúvidas: O paraíso e o inferno constituem-se de pontos de parada no período de “suspensão” da alma, após a morte e antes de ressurreição. Este período é consciente para a alma, porém uma vez que a dor é sentida no corpo e não na alma, entende-se que o sofrimento está muito mais relacionado ao arrependimento e desespero do que a dor física conforme é o entendimento da maioria das pessoas.

Tome uma posição agora
        Este texto interfere na curiosidade de cristãos e não cristãos e a sua serventia está aberta para os dois posicionamentos. O Cristão deve assumir a sua posição de fé compreendendo que Cristo nos presenteia com a vida eterna a partir do momento quando o aceitamos na plenitude do seu entendimento. O não cristão deve entender a necessidade urgente de tomar uma decisão em relação à sua vida, mudar os seus hábitos e seguir uma vida reta diante de Cristo. Desta forma “quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, ma sobre ele permanece a ira de Deus (Jo 3.36)”. A palavra de Deus está constantemente dando sinais a respeito dos últimos tempos. Estamos vivendo os últimos segundos de uma era de destruição e sofrimento explicita na palavra de Deus. Se você está lendo este texto e nunca teve a oportunidade de confirmá-lo através da palavra de Deus, procure agora uma bíblia e leia, certamente você encontrará textos interessantes que vão abrir os seus olhos em relação a muitos acontecimentos importantes.

Você pode escolher 
entre viver e morrer
        Por mais estranho que possa lhe parecer, a vida e a morte estão sob o controle de Deus e fazendo-se você imagem e semelhança dEle por intermédio da obediência à sua palavra e do batismo nas águas, este mesmo poder será transmitido a você. Através da graça de Deus (Efésios 2.8) certamente há salvação. Todos aqueles que fazem a boa escolha recebem de Deus o poder de atingir a vida eterna, independente da sua condição. É precário imaginar a necessidade de viver e reviver muitas vezes em sofrimento para “evoluir” e atingir um padrão espiritual evoluído. Deus não pede isto a ninguém. Nossa vida na terra é apenas uma, e através desta vida com “ponto final” nos credenciamos a uma vida eterna, sem dor e sem sofrimento.
        Conclusão – Há vida após a morte para todas as pessoas que buscam verdadeiramente a presença de Deus em suas vidas. A vida na terra é um presente de Deus onde podemos exercer o arbítrio entre bem e mal, conforme aconteceu no “Bereshit”, o livro do começo.  Este arbítrio e a sua chave para uma vida eterna onde todas as sentenças contrárias são anuladas e outras grandiosas das quais nenhum de nós tem plena consciência serão acrescentadas.

        pr. altamir de souza
Na Visão de Multidões!
Shalom Aleichem, Aleichem Shalom
A paz seja convosco, convosco esteja a paz

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