segunda-feira, 7 de abril de 2014

Em um só dia portal Terra publica pastor estuprador e casamento gay evangélico


Alguns podem discordar, mas o que estamos vendo acontecer em meio aos principais meios de notícia no Brasil é uma tentativa desenfreada de minar a moral dos povo evangélico. No último dia 07 de abril o portal Terra, um dos maiores da América Latina, lançou “oportunamente” duas manchetes.
No estado de São Paulo a autodenominada Igreja Cristã Contemporânea sob a responsabilidade do carioca Marcos Gladstone e seu companheiro Fábio Inácio, realizou uma cerimônia para abençoar o casamento entre cinco “casais” do mesmo sexo. Conforme informa o portal Terra a reunião contou com decoração, jantar e orquestra para os participantes.
Foto: Divulgação - Terra
A denominação que prega um discurso de tolerância e é voltada em especial para o público gay exigiu dos casais participantes a comprovação da união civil como prova de união estável para realizar a cerimônia pois, segundo o pastor Fábio – “Este requisito é muito importante porque o casamento não é brincadeira...”.
Ainda na mesma linha o portal publicou a prisão de um homem intitulado apenas como “Pastor evangélico” na cidade de Birigui, interior de São Paulo. 
Na foto de Chico Siqueira para o portal terra a imagem do "auto-intitulado"
Pastor evangélico.
Conforme as informações constantes na matéria os abusos aconteceram com as duas filhas de 10 e 14 anos durante aproximadamente 4 anos, calculado o tempo conforme o testemunho da filha mais velha.

Opinião
O Brasil é um país laico, onde religiões são absolutamente toleradas, entretanto é preciso que os evangélicos acordem para os rumos que estão tomando os padrões de fé de alguns líderes evangélicos. Não podemos apenas culpar o portal Terra por divulgar notícias tão drásticas a respeito do povo evangélico, mas vejo com estranheza duas notícias tão chocantes a respeito de uma só religião veiculadas de forma tão proeminente.
Uma igreja evangélica, entende-se é aquela que prega a palavra de Deus conforme a mesma está escrita. Sendo assim, como podemos concatenar Levítico 18:22 que diz – “Não se deite um homem como quem se deita com uma mulher, é repugnante”? E o que dizer de Levítico 20:13 – “ Se um homem se deitar com outro homem como  quem se deita com uma mulher, ambos praticaram um ato repugnante. Terão que ser executados, pois merecem a morte?“ ou ainda 1ª Coríntios 6.9-10 – “Vocês não sabem que os perversos não herdarão o reino de Deus? Não se deixem enganar: nem idólatras, nem adúlteros, nem homossexuais passivos ou ativos, nem ladrões, nem avarentos, nem alcoólatras, nem caluniadores, nem trapaceiros herdarão o Reino de Deus”.
Todos estes textos conflitam com este novo “padrão” cuja implementação é tão alardeada pelos meios noticiosos. Por outro lado, é interessante ver o título “Pastor evangélico estupra filhas”. Hoje todo mundo pode se intitular pastor. Bastam algumas cadeiras, um altar e um púlpito e um pouquinho de verborreia para muitas vezes “ostentar” esta condição. Outra coisa que precisa ser vista com mais profundidade. No meu entendimento um pai que estupra as suas filhas não poderá jamais ser um pastor. Aprende-se isto nos cursos mais básicos de teologia: Gálatas 6.10 – Então, enquanto temos tempo, façamos o bem a todos, mas principalmente aos da família na fé.
Vejamos Timóteo 3.1-5Esta é uma palavra fiel, se alguém deseja o episcopado, EXCELENTE OBRA DESEJA. 2 Convém pois que o bispo seja irrepreensível, marido de um mulher, vigilante, sóbrio, honesto, hospitaleiro, apto para ensinar. 3 Não dado ao vinho, NÃO ESPANCADOR, não cobiçoso de torpe ganância, mas moderado, não contencioso, não avarento, 4 que governe bem a sua própria casa, TENDO SEUS FILHOS EM SUJEIÇÃO COM TODA MODÉSTIA. 5 (Porque se alguém não sabe governar a sua própria casa, terá cuidado da igreja de Deus)?
Que me desculpem os amigos jornalistas, mas não posso creditar como verossimel o título de “Pastor Evangélico” a um estuprador de crianças e pior ainda, crianças que são suas filhas. É hora dos pastores evangélicos começarem a atuar com mais força em suas igrejas em relação as autodenominações para coibirem-se atitudes e manchetes como estas que só fazem denegrir a imagem do povo de Deus.